Pesquisa Datafolha mostra que os brasileiros querem aprofundar as mudanças com os petistas no comando do país; Lula (28%) e Dilma (19%) encabeçam a lista da preferência dos eleitores ouvidos pelo instituto; ou seja, petistas têm preferência de 47% para fazer as mudanças, enquanto a oposição junta soma 40% assim distribuída: Barbosa 14%, Marina 11%, Aécio 10% e Campos 5%

Datafolha: brasileiro quer mudança em 2014, mas com Lula e Dilma

 

por Fernando Rodrigues, na Folha de S. Paulo

Segundo pesquisa Datafolha, os brasileiros querem aprofundar as mudanças com os petistas no comando do país; Lula (28%) e Dilma (19%) encabeçam a lista da preferência dos eleitores ouvidos pelo instituto; ou seja, petistas têm preferência de 47% para fazer as mudanças, enquanto a oposição junta soma 40% assim distribuída: Barbosa 14%, Marina 11%, Aécio 10% e Campos 5%; de acordo com a mesma sondagem, realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro, aumentou o otimismo dos brasileiros em relação à economia; em outubro era de 47% achavam que haveria melhora nos próximos meses agora é de 49%.

Segundo pesquisa Datafolha, os brasileiros querem aprofundar as mudanças com os petistas no comando do país; Lula (28%) e Dilma (19%) encabeçam a lista da preferência dos eleitores ouvidos pelo instituto; ou seja, petistas têm preferência de 47% para fazer as mudanças, enquanto a oposição junta soma 40% assim distribuída: Barbosa 14%, Marina 11%, Aécio 10% e Campos 5%; de acordo com a mesma sondagem, realizada nos dias 19 e 20 de fevereiro, aumentou o otimismo dos brasileiros em relação à economia; em outubro era de 47% achavam que haveria melhora nos próximos meses agora é de 49%.

Os brasileiros seguem desejando mudança, uma tendência captada nas pesquisas recentes do Datafolha. Agora, 67% dizem desejar que o próximo presidente adote ações diferentes da atual administração.

Desta vez, o Datafolha foi além no levantamento dos dias 19 e 20 e indagou aos entrevistados qual dos pré-candidatos a presidente estaria mais preparado para adotar as tais mudanças no jeito de governar o país.

Encabeça a lista o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado por 28% como o melhor agente para promover mudanças no Brasil. Em segundo lugar está a atual ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, com 19%. Ou seja, os dois petistas somam 47% das preferências.

Em seguida aparecem como aptos a operar mudanças no país Joaquim Barbosa (14%), Marina Silva (11%), Aécio Neves (10%) e Eduardo Campos (5%). Essa pergunta foi estimulada pelo Datafolha, mostrando os nomes dos políticos. Os entrevistados só podiam escolher uma das opções apresentadas.

O resultado dessa sondagem corrobora a tese segundo a qual os candidatos de oposição até o momento foram incapazes de incorporar o papel de representantes das mudanças desejadas pelo eleitorado.

Embora esse sentimento a favor de mudanças seja sempre alto, não se trata de algo homogêneo. A taxa é de 60% em cidades pequenas (até 50 mil habitantes) e sobe para 75% nas metrópoles (mais de 500 mil habitantes). No Sudeste, 71% desejam ações diferentes do próximo governo. No Nordeste, o percentual desce para 64%. No Centro-Oeste e no Norte, é de 58%.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, a taxa de mudancistas vai a 70%. Na faixa dos que têm 60 anos ou mais, o percentual cai para 59%.

Eduardo Campos é o mais jovem pré-candidato a presidente, com 48 anos. Segundo o Datafolha, entre os que declaram voto no candidato do PSB, 91% pedem mudanças no próximo governo.

ECONOMIA

De novembro para cá, o Datafolha apurou que os brasileiros ficaram menos otimistas com a situação econômica pessoal. O percentual dos que acham que haverá melhora nos próximos meses caiu de 56% para 49%.

Esses 49% ficam próximos dos 47% de outubro passado, indicando que a sensação de bem-estar, natural no final do ano, dissipou-se. Esse é um fenômeno comum.

Os assalariados tendem a ficar mais otimistas quando o final do ano se aproxima, há o pagamento do 13º salário e muitos saem em férias. Quando chega janeiro, há a volta ao trabalho, o pagamento de impostos (IPTU, IPVA e outros) e o mau humor retorna sobre as perspectivas econômicas.

Essa sazonalidade também aparece quando o Datafolha pergunta a respeito do aumento do poder de compra dos salários. Para 32%, isso vai ocorrer nos próximos meses. Esse é um patamar próximo aos 30% de outubro. Em novembro, a taxa estava mais alta, em 38%.

Quem está mais otimista sobre o aumento do poder de compra dos salários são os moradores das regiões Norte e Centro-Oeste (41%). Entre os mais pessimistas sobre os salários estão os que têm ensino superior (42%) e os moradores do Sudeste (37%).

As preocupações com a inflação e o desemprego se mantiveram em patamares altos nesta pesquisa Datafolha, porém estáveis. As taxas estão inalteradas ou variando no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No caso da alta dos preços, 59% dos brasileiros acham que isso vai acontecer nos próximos meses. Essa taxa é igual à apurada em novembro passado. Ocorre que esse é o nível mais alto já registrado durante a administração de Dilma Rousseff.

No caso do desemprego, houve uma variação do percentual dentro do limite máximo da margem de erro. Hoje, 39% dos brasileiros acham que haverá mais desemprego nos próximos meses. Em novembro, a taxa era de 43%.

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Pesquisa Vox Populi / CartaCapital

Dilma é favorita para se reeleger no 1º turno

A presidenta tem quase o dobro das intenções de votos de seus principais adversários na disputa
por Redação —  CARTACAPITAL
A oito meses das eleições, a presidenta Dilma Rousseff mantém uma boa vantagem sobre os adversários e venceria no primeiro turno se os brasileiros fossem hoje às urnas. Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 13 e 15 de fevereiro mostra que o índice de intenção de votos da petista é de 41%, quase o dobro da soma do desempenho dos candidatos do PSDB, Aécio Neves (17%) e do PSB, Eduardo Campos (6%). Juntos, os demais proáveis candidatos – Pastor Everaldo (PSC), Randolfe Rodrigues (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não somam mais de 1% das intenções de votos.

Cerca de 20% dos eleitores não responderam ou ainda não sabem em quem votar. Outros 15% optariam pelo voto branco ou nulo. O instituto ouviu 2.201 eleitores em 161 municípios de todas as regiões do País. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em relação à ultima pesquisa, Dilma oscilou dois pontos para baixo. Aécio e Campos tinham 20% e 10% das intenções de voto, respectivamente. O número de eleitores indecisos era mais baixo: 9%.

No Nordeste, o número de eleitores declarados da presidenta chega a 59%, o maior entre as regiões. É lá também que Campos atinge seu maior patamar (11%). Na região, Aécio é citado por apenas 9% dos eleitores, seu pior desempenho. No Sudeste, o senador mineiro seria a escolha de 22%, contra 32% de Dilma Rousseff, o mais baixo entre as regiões.

Dilma se sai melhor entre eleitores de municípios pequenos (49%), idosos (47%), com baixa escolaridade (47%) e com renda de até dois salários mínimos (50%).

Na pesquisa espontânea, quando a lista dos candidatos não é apresentada ao entrevistado, a presidenta é citada por 19%. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em segundo lugar, com 7%, seguido por Aécio Neves (4%), Marina Silva (1%), Eduardo Campos (1%) e José Serra (1%). Nesse critério, 51% dizem não saber em quem votar ou não responderam.

Uma medida de como a eleição ainda não animou os brasileiros: 91% ainda não escolheram candidato a governador, 95% a senador, 95% a deputado federal ou estadual.

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Análise / Mauricio Dias

Por que Dilma empacou?

Pesa na balança a “economia miúda”, ou, por outra, a elevação do custo de vida
por Mauricio Dias — CARTA CAPITAL
DilmaAécio e Eduardo não herdaram o que Dilma perdeu

Após a ameaçadora queda de intenções de voto para Dilma Rousseff, ocorrida no rastro das manifestações populares de junho de 2013, a presidenta, candidata à reeleição, recuperou a metade do apoio perdido, além de parte da avaliação positiva do governo que também tinha se esfumado. Nos últimos quatro meses, as pesquisas mostram o processo de recuperação dela e uma curiosa estabilização em torno do índice de 43%.

Esse resultado tem se repetido nas pesquisas de todos os institutos. Parece um número emperrado. As variações de 2 ou 3 pontos para mais ou para menos ficam na margem de erro adotado.

A mais recente sondagem, divulgada na terça-feira 18 pela CNT-MDA, sobre as intenções de voto em Dilma, indica que, se a eleição fosse hoje, ela teria 43,7% do eleitorado. Nessa mesma direção aponta o Vox Populi (41%) em pesquisa a ser divulgada no domingo 2 de março, no site de CartaCapital (www.cartacapital.com.br). Foi igualmente em torno desse porcentual o resultado obtido pelo Ibope, em novembro. O Datafolha, em dezembro, apresentou número maior, porém muito próximo dos concorrentes.

Por que as intenções de voto em Dilma empacaram tão distante do porcentual (53%) anterior à grande queda de junho de 2013?
Curioso nessa trajetória é o fato de a presidenta, ao longo desse tempo, manter a vitória no primeiro turno em qualquer cenário apresentado. Ou seja, os adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) não herdaram os votos perdidos por ela.

A situação, contudo, já não é tão cômoda. É um sinal de instabilidade do eleitor. E o tempo de sete meses para a eleição permite especulações. Abre espaço, por exemplo, para a construção de cenários e para a imaginação de alianças políticas esperançosas de, pelo menos, haver segundo turno.

O Brasil navega em mar proceloso provocado pela crise econômica mundial. Embora até agora conduza bem o barco, há um sinal realmente perigoso capaz de provocar impacto eleitoral. Nas feiras, nos mercados, nas padarias e no boteco da esquina, entre outros, o porcentual que emerge após o número que escapa do centro da meta inflacionária (4,5%) dói no bolso das classes mais pobres. Cria em uma grande parte delas um sentimento de desconfiança. Ficam mais arredias aos governantes. Relutam em abrir o voto tão cedo para o pesquisador.

Veio da boca do vice-presidente, Michel Temer, a definição mais precisa desse problema. Nada de PIB, nada de balanço de pagamentos, déficit primário e coisas assim, capazes de gerar pânico nos economistas. Temer batizou com precisão essa questão como “economia miúda”, derivada dos efeitos do “custo de vida”, esse, sim, capaz de derrubar, de um sopro só, os palanques eleitorais mais sólidos.

5 Comentários

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  1. - IP 177.132.247.16 - Responder

    Isso apenas significa que somos ignorantes ,mal-informados e acima de tudo egoístas,pois só olhamos para o próprio bolso.As gerações futuras que se lasquem!

  2. - IP 177.64.243.222 - Responder

    viva o povo brasileiro que mostra, mais uma vez, que sabe das coisas.

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      É isso aí, Silvia Maria Petista, viva o povo brasileiro que quer os mensaleiros condenados na cadeia.

  3. - IP 201.88.213.59 - Responder

    E VIVA A CORRUPÇÃO NO GOVERNO DO PT DESDE 2003 SE O POVO APRENDER A VOTAR A COISAS VÃO MUDAR SENÃO VAI SER COMO LULA DIZ QUE O POVO VOTA PELO ESTOMAGO

  4. - IP 201.88.213.59 - Responder

    ESSA PEQUISINHA MEQU ETREFE COMPRADA NÃO QUER DIZER NADA ACREDITO QUE O POVO VAI DAR O TROCO NA HORA CERTA ESSE GOVERNINHO DA DILMAO

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