Percival Muniz, em nome do PPS, identifica “oportunismo” do PP e dos sojicultores que apontam Carlos Fávaro para vice de Pedro Taques. Percival e o PPS defendem que o grupo oposicionista aplique o mesmo critério utilizado para afastar o PR da composição, tendo em vista que o PP também participou do governo Silval Barbosa

Percival Muniz, do PPS e Pedro Taques, do PDT

Percival Muniz, do PPS e Pedro Taques, do PDT

Sete dos 13 partidos que apoiam Taques vetam indicação de vice-governador do PP

Jacques Gosch, do RD NEWS

 

Sete dos 13 partidos que apoiam a pré-candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo são contra a adesão do PP ao bloco oposicionista. Com isso, a possibilidade do presidente licenciado da Famato, Carlos Fávaro, ser confirmado como vice, na chapa majoritária liderada pelo pedetista, fica mais remota. A informação é do presidente estadual do PPS e prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz.

Segundo o socialista, o PPS e as outras siglas defendem que o grupo oposicionista aplique o mesmo critério utilizado para afastar o PR da composição, tendo em vista que o PP também participou do governo Silval Barbosa (PMDB). Ao longo da gestão, os progressistas indicaram diversos secretários de Saúde, entre eles, o mensaleiro Pedro Henry, Vander Fernandes e Mauri Rodrigues, todos com passagens polêmicas pela pasta. “É uma questão de coerência. O critério usado para afastar o PR deve afastar também o PP. Se o grupo assumir uma posição incoerente, se expõem e acaba enfraquecido”, pondera.

A posição sustentada pelo PPS se choca com diversas lideranças do setor produtivo. Isso porque os ruralistas que apoiam o projeto de Taques ao Governo e acreditam que Fávaro seria o melhor nome para representar o segmento do agronegócio na composição que está sendo articulada. Neste sentido, Percival ainda afirma que o vice deve ser indicado pelos partidos que iniciaram as articulações pró-Taques ao Paiaguás, o chamado Grupo dos 6, composto por PDT, PSDB, DEM, PSB, PPS e PV.

Sobre a questão do nome a ser indicado para ocupar a vaga de candidato a vice-governador, Percival diz que todos os partidos aliados possuem quadros a favor. Além disso, nega que o PPS tenha vetado o ex-prefeito rondonopolitano Adilton Sachetti, hoje no PSB, com quem mantém divergências de longa data. “O PPS não veta ninguém do grupo que caminha junto há algum tempo, mas defende que a indicação do vice ainda depende de muito debate. A definição acontecerá somente no final do mês, durante as convenções”.

Senado

Para Percival, o grupo oposicionista deve confirmar apoio à reeleição do senador Jayme Campos (DEM). A tendência é que os partidos do grupo dos 6, que ficaram fora da majoritária, indiquem os suplentes ao Senado.

Categorias:Jogo do Poder

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

20 − 2 =