PREFEITURA SANEAMENTO

Pedro Taques, quem diria, como a Greta Garbo da comédia, parece que vai acabar no Irajá. Paulatinamente, o homem que prendeu Arcanjo vai se acomodando à direita, no espectro político. No Senado, se articula com a tucanalhada. Em Mato Grosso, até Júlio Campos (aquele mesmo que é acusado de homicídio pelo MPF) já fala em parceria eleitoral com Taques em 2014

Houve tempo que alguns caciques da “velha política” de Mato Grosso se arrepiavam com a idéia de Pedro Taques de posse de um mandato popular e com acesso a uma tribuna parlamentar. Nada, todavia, como um dia depois do outro. Para conhecer um homem, dê poder a ele. Como no contos de fada, parece que a montanha pariu um rato. Paulatinamento, o homem que prendeu Arcanjo e depois tantas esperanças naqueles que chegaram a avaliar que ele seria um Protógenes do Cerrado, vai se acomodando à direita, no espectro político mato-grossense e nacional. Em Brasilia, no inicio do mandato, formava ala com Demóstenes Torres, que acabou cassado, envergonhando o Senado e o Ministério Público. Eleito como o único político capaz de enfrentar Geraldo Riva, vem mantendo, todavia, um silencio tumular, na tribuna do Senado, com relação ao cacique do PSD de Mato Grosso, o político mais processado por corrupção em nosso Estado. De queda em queda, o autoproclamado defensor da Constituição, se aliou àqueles ministros do STF que não vacilaram em atropelar o devido processo legal no episódio do julgamento da Ação Penal 470. Calou o bico, na hora de defender a prerrogativa constitucional do Congresso de cassar o mandato de seus parlamentares. Por isso, não deve ser à toa que Pedro Taques agora virou um ídolo para o velho cacique do DEM em Mato Grosso, o ex-governador e atual deputado federal Júlio Campos, recentemente denunciado pelo MPF como possivel mandante de homicidio. Denúncia que, é claro, Pedro Taques não teve o menor interesse em repercutir. Confira o noticiário. (EC)


ELEIÇÕES 2014
Júlio aposta em Taques governador e Eduardo Campos presidente

Como a situação do partido é distinta nos Estados, Júlio defende que a fusão ou não do DEM com outra legenda deve ser decidida por cada diretório regional.
reprodução

ANDRÉA HADDAD
REPORTER MT

Apesar da “afinidade” com o PSD, o Democratas (DEM) tente a se aproximar, no Estado de MT, do chamado movimento Mato Grosso Muito Mais, formado por PPS, PDT, PSB e PV. Ao menos é o que demonstra o deputado federal Júlio Campos (DEM), ao apostar na pré-candidatura de Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, à Presidência da República em 2014. No Estado, o PDT, do mesmo grupo político, conta com a pré-candidatura de Pedro Taques ao Palácio Paiaguás.

“Em nível nacional, acho que as maiores chances são do PSB deixar de ser governo e fazer oposição. Resta saber se o Eduardo Campos vai ter coragem de sair do ‘status quo’ de governista, romper com a presidente Dilma Rousseff (PT), e encarar uma candidatura própria”.

No âmbito estadual, Júlio diz que o senador Pedro Taques é um “bom” nome para concorrer ao Governo, mas pondera que o DEM não vai abrir mão de indicar liderança na chapa majoritária. “Seja para vice-governador ou ao Senado”.

Na análise do cenário nacional, com reflexos em Mato Grosso, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), também tem chances, segundo Júlio, de concorrer à presidência. Neste caso, o partido ficaria mais próximo do PMDB, pela ligação do democrata baiano com o vice-presidente peemedebista Michel Temer.

Fora isso, na avaliação de Júlio, também há a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorrer ao Palácio do Planalto, no lugar da aliada Dilma. “Se a crise econômica continuar, a Dilma pode não ser candidata e, de repente, o Lula pode sair, mas acho que as maiores chances são do PSB virar oposição”.

Como a situação do partido é distinta nos Estados, Júlio defende que a fusão ou não do DEM com outra legenda deve ser decidida por cada diretório regional. Segundo ele, os democratas não demonstram mais tanto entusiasmo com o projeto porque se surpreenderam no pleito de 2012.

“As negociações voltaram à estaca zero, pois o desempenho do DEM foi melhor que esperávamos. Elegemos prefeitos com grande capacidade, mesmo assim o DEM não descarta a possibilidade de uma reforma partidária, ter possibilidade de conversar para 2014, podemos fazer fusão ou até firmar coligação para ter tempo no horário eleitoral e deputados”.

5 Comentários

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  1. - IP 187.123.30.215 - Responder

    Enock, pela linha dos teus comentários, me parece que você depositava algum tipo de esperança no Pedro Taques!
    Fala sério… O Taques conseguiu te enganar?
    Logo você, um jornalista experiente, uma verdadeira raposa velha no meio político?
    Você que tanto alfinetava casos como o da cooperlucas achou mesmo que o Taques não seria omisso?
    A vida dele foi de omissões e conveniências! Como procurador, sempre agiu de forma brilhante, mas apenas naquilo que lhe era conveniente, e deixou de agir quando a omissão lhe era conveniente…
    sinceramente Enock, não sei como você se surpreende…

  2. - IP 187.123.26.147 - Responder

    O careca José Riva tem uma carta (segundo algumas pessoas próximas próximas, é uma AS de ouro) contra Pedro Taques. Taques é uma Serys de gravata.

  3. - IP 177.41.90.32 - Responder

    A maior decepção para mim é a defesa a priori do PGR. Não se trata de pré-julgar, linchar, etc, mas simplesmente de INVESTIGAR….!! O Senador Pedro Taques, ao defender incondicionalmente Roberto Gurgel ( e sem entrar no mérito: prevaricou ou não prevaricou na inquérito do Demóstenes?) criou a categoria dos “ininvestigáveis”: basta alguém se arvorar em única reserva moral da república e sair atirando ( ou engavetando) a torto e a direito nos membros do Governo Federal para ser blindado de qualquer investigação, já que sempre se poderá argumentar que esta seria uma retaliação.

    Fica então o manual de ininvestigáveis do Taques:

    1) Todo aquele que aparecer na televisão esculhambando o governo federal ou parlamentares que suportem o governo; ou aqueles que propuserem denúncias contra o governo federal; ou escreverem artigos contra o governo federal, mentirosos ou não….
    2) Tornam-se automaticamente “ininvestigáveis” pelos componentes do Estado Brasileiro ou por membros da imprensa não alinhada aos grandes grupos de comunicação.
    3) Qualquer tentativa de investigação dos descritos no item “1” será classificada como ” retaliação”, “perseguição” ou ” atentado a liberdade de imprensa”.

    Antes de estourar o escândalo cachoeira, Demóstenes se enquadrava na categoria de ” ininvestigáveis” de Pedro Taques, o que significa que ele seria defendido com unhas e dentes pelo Senador em discursos no plenário caso a investigação tivesse se tornado pública antes de serem colhidas as provas do seu envolvimento. Ou seja, estaria até hoje discursando como paladino da ética.

    Realmente, joguei meu voto para Senador no lixo. Deveria ter votado em branco ou nulo.

  4. - IP 177.41.82.145 - Responder

    Se ele se emporcalhar com o Júlio Campos, perde meu voto e saio por aí falando mal dele. Seria um canalhismo gigante.

  5. - IP 149.241.26.98 - Responder

    Vc ataca Taques, hoje o senador mais respeitado do Brasil, por suas posicoes independentes. Das besteiras que vc fala acima, a mais degradantes eh a defesa dos mensaleiros. Pra vc independencia significa rezar a cartilha do Lula e do PT. Lastimavel. Por que nao criticar a alianca de Lula com os Sarneys, Collors e dizer que a velha esquerda descobriu os prazeres do capital e do poder??? Ahhh espero que vc tbm nao seja daqueles que acha que so sua opiniao eh a correta.

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