PDT saí em defesa de suposto sonegador de impostos. Lúdio Cabral denunciou no debate do TV Record que empresário Nelson José Vigolo, que aparece como principal doador do candidato Pedro Taques, já tendo investido R$ 950 mil na campanha do PDT teria uma dívida de R$ 2 milhões e 350 mil de ICMS junto à Secretaria da Fazenda do Estado de Mato Grosso. Segundo PDT, Lúdio pode ter quebrado sigilo fiscal de Vigolo. Lúdio garante que dados são públicos

Pedro Taques (PDT) e Lúdio Cabral (PT), candidatos que disputam o Governo do Estado, em Mato Grosso

Pedro Taques (PDT) e Lúdio Cabral (PT), candidatos que disputam o Governo do Estado, em Mato Grosso

SIGILO TRIBUTÁRIO

 

PDT pede investigação contra Lúdio por divulgar dados de doador de Taques

DO FOLHA MAX

A candidata à deputada estadual Adriana Vandoni (PDT) alertou que é necessário que se investigue o suposto uso da máquina eleitoral pelo candidato ao governo Lúdio Cabral (PT) Durante o debate com os candidatos ao governo de Mato Grosso promovido pela TV Gazeta, na segunda-feira (25). “No mínimo estranho o candidato que apoia o atual governo ter informações sigilosas. Será que nossas informações estão seguras? Ou serão usadas como munição para alimentar a campanha da chapa que não quer sair do Palácio Paiaguas?”, questionou a economista.

Durante o debate, o ex-vereador petista divulgou que o “produtor rural Nelson Vigolo, proprietário do Grupo Bom Jesus, deve R$ 2,350 milhões em ICMS, mas por outro lado doou R$ 950 mil reais para a campanha de Taques”. Segundo a candidata na cooligação que tem Pedro Taques como candidato ao palácio Paiaguás, “somente a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz ) tem acesso a esse tipo de dado. Conforme informações da própria da pasta, o sigilo fiscal das empresas é garantido pelos artigos 198 e 199 do Código Tributário Nacional”.

Adriana Vandoni é enfática ao pedir que o Ministério Público tome as devidas providências para evitar que a máquina pública seja utilizada de forma abusiva durante a campanha, tornando desleal o processo eleitoral e mais que isso, que informações sigilosas sejam usadas para intimidar empresários e potenciais doadores. “Depois de tantos anos de democracia não podemos ser coniventes com absurdos desse tipo. A sociedade precisa de uma explicação sobre como esses dados sigilosos foram parar em um debate e divulgado para milhares de pessoas”, cobrou.

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Lúdio diz que assessoria jurídica detectou dívida de ICMS de doador de Taques

Da Redação – Raoni Ricci
DO OLHAR DIRETO
Lúdio diz que assessoria jurídica detectou dívida de ICMS de doador de Taques
O candidato ao governo pela coligação ‘Amor a Nossa Gente’, Lúdio Cabral (PT), garantiu hoje (26) que obteve a informação da suposta dívida de ICMS de Nelson José Vigolo, principal doador da campanha de Pedro Taques (PDT) em 2014, de forma legal, a partir de documentos de acesso público. Ontem, durante o debate da TV Record, o candidato do PT afirmou que Vigolo deve mais de R$ 2 milhões em impostos ao governo.O tema surgiu no debate no 3º bloco, quando Lúdio falava sobre a importância de melhorar a arrecadação do Executivo para se investir em segurança pública.“Temos um desafio muito grande que é ampliar a arrecadação e combater os bilionários que não pagam impostos e doam milhares de reais para a campanha dos adversários. Quero lembrar ao Taques que o seu principal doador nessa campanha, o seo Nelson José Vigolo, que doou R$ 950 mil em espécie, deve R$ 2.350,000,00 em ICMS. Não paga imposto, financia a sua campanha e ficamos sem investir em segurança pública”, disparou Lúdio no debate.De acordo com juristas abordados pela reportagem do Olhar Direto, o acesso a dados sobre devedores do sistema fiscal só se torna público quando chega à fase de execução de dívida, caso contrário a informação fica sob sigilo.De acordo com Lúdio Cabral, sua assessoria jurídica foi quem lhe entregou a informação. “A dívida pública é pública. Foi minha assessoria jurídica quem levantou, em cima de documentos públicos”, enfatizou o candidato.O petista avaliou como uma posição contraditória o fato de um empresário não quitar compromissos com o Estado e investir uma grande quantia em campanhas eleitorais. “É muito contraditório em relação ao discurso ‘pseudomoralizante’ de alguns. Alguém que doou R$ 950 mil em espécie, por transferência eletrônica automática para uma campanha, não pode se recusar a pagar imposto. Isso é muito ruim para a política”, opinou Lúdio.

Empresário do setor produtivo de Rondonópolis, Vigolo efetuou duas doações oficiais à campanha de Taques. A primeira no dia 22 de julho, no valor de R$ 700 mil, e outra no dia 30 de julho, de R$ 250 mil.

4 Comentários

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  1. - IP 200.103.86.167 - Responder

    Nada a favor do Lúdio, mas é engraçado ver o moralismo seletivo do Taques. Ele arruma cada tipo esquisito pra financiar as campanhas dele né?

  2. - IP 177.7.77.235 - Responder

    Essa tal Adriana Vandoni pensa que é o bicho da goiaba. Ela quer investigar o surgimento da informação, mas não quer que o estado enquadre e cobre os impostos devidos pelo empresário doador de Taques. Se o cara é rico, tem grana, então que pague – que entregue os impostos – para não ser enquadrado por apropriaçõ indébita. Tá sobrando dinheiro, que faça bom proveito e financie a campanha de quem quiser.

  3. - IP 189.59.62.152 - Responder

    Uma coisa é uma coisa, outra coisa, outra coisa.
    Se o Sr doador deve ao Estado deve pagar!
    Se o Sr doador quer doar, o dinheiro é dele e doa pra quem quiser.
    Uma coisa é a pessoa jurídica que deve o ICMS, outra é a pessoa física que doa para campanha!
    Nem Taques e nem ninguem (exceto os que trabalham na SEFAZ) sabem o quanto uma empresa deve de ICMS.
    Pelo que se aparenta, a maquina pública foi utilizada pelo candidato da situação.

  4. - IP 179.253.185.252 - Responder

    Nessa a Vandoni ficou falando sozinha, como sempre.

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