PAULO BOMFIM: Todo mandatário mente. A questão é quando isso se torna parte estrutural de uma gestão

Bomfim

 

Sábios, medíocres e cretinos

POR PAULO BOMFIM

Aristóteles tem uma definição colossal. Ele define o ser humano em três tipos: sábios, medíocres e cretinos.

É uma definição um tanto quanto pesada, mas gosto dela.

A prática da democracia no Brasil tem-se manifestado, entre outros aspectos, pela demanda da sociedade por mais ética e transparência na condução dos negócios públicos; assim, por meio da transparência, a população pode observar o cumprimento dos princípios éticos constitucionais, tais como a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência. O acesso à informação foi aumentado e democratizado, os negócios tornaram-se mais visíveis, passando a ser acompanhados mais de perto pela sociedade, fomentando a ação ética pelos gestores.

A transparência dificulta a adoção de condutas antiéticas ou não éticas pelos agentes públicos no relacionamento do funcionário com suas partes, dentro de um padrão de conduta transparente e previsível.

O passado, queiram ou não, é uma baliza para decisões e aprendizados futuros. Em momentos de instabilidade, característicos do desenvolvimento cíclico da sociedade em seus diversos aspectos, seja pela escassez financeira ou de alternativas políticas, o egoísmo e a intolerância humana afloram como soluções rápidas e simples para a resolução dos acentuados conflitos.

Infelizmente estas características são predominantes hoje em todo o planeta – e o Brasil não escapa – envolto em uma onda conservadora mundial amparada no discurso da perseguição aos inimigos.

A expressão justiça social, largamente utilizada nos tempos atuais, aponta para a ordem social regida pelo imperativo do bem comum, da misericórdia e do cuidado com os mais fragilizados, na contramão do pensamento individualista, centrado no interesse dos privilegiados, insensível aos direitos e à dignidade de grande parte da sociedade. A justiça social preocupa-se com o indivíduo e a individualidade, à margem do individualismo; empenha-se por construir a sociedade almejada pelos corações de verdadeiros Cristãos, onde todos são irmãos e irmãs e se respeitam mutuamente, recusando toda sorte de igualitarismo massificante, bem como os totalitarismos que impõem aos cidadãos um regime opressor, cujos resultados são bem conhecidos por quem acompanha criticamente a história contemporânea da humanidade.

A situação generalizada de injustiça e de violência, que cresce num ritmo avassalador, sem perspectiva de desaparecer, é um aguilhão na consciência dos homens e das mulheres de boa vontade, preocupados com a construção do “outro mundo possível”, com respeito à integridade de cada ser humano.

Empenhar-se nesse processo de reversão da iniquidade, produtora de “massas sobrantes”, é a forma correta de empunhar a bandeira da justiça social. E por aqui retomo as reflexões sobre um tema palpitante, que reside nas ações dos camaleões sociais.

Camaleões sociais nativos ou imigrantes que por aqui aportaram, nestas terras de Serra Acima.  São brancos, negros, índios, pobres ou ricos – e claro estão em todas as raças e todos os segmentos sociais – pessoas que mudam de opinião de acordo com as circunstâncias e conveniências. São capazes de mudar completamente suas aparências para adaptar-se ao ambiente que melhor lhes aprouver, onde haja a contemplação de seus interesses pessoais, muitos destes escusos e ilegais, outros legais, mas crônicos de amoralidades. Esclarecendo a tradição e cultura de que somente caberão aos negros, índios e pobres as migalhas que os brancos e ricos deixam cair ao chão.

Lembrando Dante Alighieri; “A fama que se adquire no mundo não passa de um sopro de vento, que ora vem de uma parte, ora de outra, e assume um nome segundo a direção que sopra”.

No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise”.

Neste ano de 2020, serão dois processos eleitorais onde os camaleões sociais estarão, como sempre, de prontidão máxima, presentes e açodados à espreita de “oportunidades”, atuais e futuras, para abocanhar as benesses do dinheiro público. Triste esta realidade.

Os camaleões sociais são especialistas em causar boa impressão. Em sua maioria são muito simpáticos e sociáveis, porém isto serve-lhe como cortina de fumaça para que não sejam vistos, reconhecidos e desmascarados como realmente são; personagens desqualificados, desinformados e acima de tudo incompetentes. Mas, porém, reconheçamos,  são especialistas em reprovações de gestão, em Tribunais de Contas e responsabilização, como réus, em Ações Judiciais por Improbidades Administrativas. Fora isto, é puro marketing pessoal, com dissimulações, manipulações, habilidosas mentiras e muita, mas muitíssimas cumplicidades. Tudo é festa e qualquer prazer me diverte, esta é a regra!!!

Se encaixam de forma maravilhosa em esquemas de corrupção. São mestres no “jogo duplo” e “jogo de cena”. Os políticos, de forma geral, adooooooraaaaaaammmmmm trabalhar com este tipo de pessoas.

A superficialidade é sua vocação primeira e única, não hesitam em praticar o mercantilismo emocional, através do qual escondem, em recônditos fétidos, seus próprios sentimentos, pensamentos e opiniões, para serem cordialmente aceitos e terem a aprovação de terceiros, não obstante o fato de que este comportamento provoca-lhes danos sociais perenes, com graves efeitos negativos comportamentais, na dignidade humana.

Lembrando-vos que até aqui a política, infelizmente, não somente aqui por Chapada dos Guimarães como em todo o Brasil, não é a defesa de ideias, é puramente um jogo sujo de espertezas das mentes esquizofrênicas.

É, de certa forma, muito comum a inversão dos valores morais com o apadrinhamento político e má escolha de amigos e assessores. Estas práticas estão arraigadas à política Brasileira embora, os políticos em geral mintam descaradamente e, quando em campanhas, prometam e até juram que farão diferente.

Todos, camaleões e políticos, tem como ponto comum, o “travamento” do desenvolvimento da cidade de Chapada dos Guimarães.

Enquanto procurava concluir estas considerações, surgem em mente as notícias alvissareiras do momento.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva, o “Riva”, resolveu cantar, e cantou bem alto.

Entoou uma melodia que há muitos anos se tornou campeã nas paradas de sucesso, por estas bandas do cerrado Mato Grossense, porém muitos ouvidos moucos fingiram não escutar.

Surge imediatamente, em pensamento, a curiosidade de saber o que significa a palavra Riva. Recorrendo a rápida pesquisa consta-se a informação de que a origem da palavra Riva é do Latim, do gênero feminino. O seu significado é Rio.

Um rio é um curso de água, usualmente de água doce, que flui por gravidade em direção a um oceano, um lago, um mar, ou a um outro rio. Em alguns casos, um rio simplesmente flui para o solo ou seca completamente antes de chegar a um outro corpo d’água.

Muita água vai rolar por este rio. Fenômenos, nada naturais, surgirão sendo evocados por cidadãos e cidadãs que se colocam sempre acima de quaisquer suspeitas. Causará terremotos, ciclones, furacões e, segundo constam, causarão um “tsunami” na política do estado, com enxurradas de denúncias. Mas a depender do corporativismo do Poder Judiciário e Ministério Público que, segundo notícias públicas, tem membros envolvidos, poderão torna-se simples palavras ao vento… palavras moucas.

Enquanto isso Chapada dos Guimarães vai sendo “tocada” como no livro As Crônicas de Nárnia, onde o escritor Irlandês C.S. Lewis descreve o País de Nárnia como um mundo fantástico, que tem o mesmo nome; Nárnia.

Em Nárnia, alguns animais podem falar, as criaturas mitológicas abundam, e a magia é comum. No limiar do mundo de Nárnia, o oceano tem água doce, é coberto por flores, e o céu encontra o mar.

Pelo terceiro ano consecutivo da gestão municipal demonstrou-se que a sra. prefeita Thelma de Oliveira e grande parte de sua equipe continuaram usando a mentira e a falácia como instrumentos e ferramentas cotidianas de governo. Todo mandatário mente. A questão é quando isso se torna parte estrutural de uma gestão, estando presente em discursos, entrevistas, reuniões, para refutar quaisquer fatos e dados, comprovados, que estejam na contramão dos desejos da prefeita.

Mas como existem TCE tanto quanto a CGU com seus técnicos profissionais com relatórios honestos e que expressam em profundidade os descalabros com a malversação de recursos financeiros na administração pública municipal, a verdade afinal se impõe. Vide as reprovações das contas da gestão de 2017 e 2018.

 “Um povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la”, alertava o filósofo irlandês Edmund Burke ainda no século XVII.

PAULO BOMFIM é ativista social. cidadão brasileiro natural do Rio de Janeiro, imigrante, radicado no Mato Grosso – Chapada dos Guimarães, aposentado, em pleno gozo e exercício de seus direitos políticos e sociais, em todo o território nacional

Artigo publicado originalmente no site Notícias de Chapada – https://www.noticiasdechapada.com.br/noticia/157/o-rio-cantou

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