PAULO BOMFIM: Quero Mais, Murad e irmãos Moraes, candidaturas satélites em Chapada

OITO NOMES E UM SÓ DESTINO PARA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Quero Mais, Murad e os irmãos Moraes, candidaturas satélites em Chapada

POR PAULO BOMFIM

 

Prosseguimos a série, das avaliações, denominada “Oito nomes e um só destino para Chapada dos Guimarães”. Avaliaremos hoje, de forma conjunta, as candidaturas a prefeito/a do empresário Antônio Paulo da Silva, chamado de “Paulinho Quero Quero Mais”, pelo Partido Social Liberal – PSL e Sidnei Varanis – Rede Solidariedade, como vice em coligação com o partido Democrata Cristão – DC; pelo Partido Patriota, o empresário Oswaldo Murad como candidato a prefeito e como vice a esportista Jane de Jesus em chapa pura e dos irmãos, irmanados empresários, Jackson de Moraes como candidato a prefeito e Adalberto de Moraes vice, pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro – PRTB, também em chapa pura.

Murad

 

A democracia brasileira é frágil e incipiente, recheada por muitos partidos políticos – 35 plenamente oficializados e 5 em constituição e com as variadas questões culturais e elementares da população brasileira. Se você não gosta de política e pouco liga para essas coisas, não se preocupe: outros gostam, entendem e decidem em seu nome.

 

Tornou-se muito comum nos últimos anos ouvir pessoas de variadas classes sociais defendendo a democracia não admitindo reflexões, como tradução de um produto pronto e acabado, algo sem quaisquer necessidades de aprimoramentos, portanto, não sujeito a críticas.

 

Sob o conceito de democracia, no processo político e histórico brasileiro, podem estar implícitas algumas anomalias. Esta democracia, em suas entranhas, contém diversos problemas e, como conseqüência o principal gerado, acredito, seja o sistema eleitoral. A Democracia que nos está disposta, por este sistema político como conveniente é a representativa em que a participação ativa dos componentes sociais, não está sendo plenamente utilizada, tornando-se como músculos atrofiados.

Quero Mais

A meta a ser atingida pode ser a democracia de protagonismo, não bastando o exercício de participação do processo eleitoral, com manifestação apenas através do voto, mas com criterioso acompanhamento, constante, das atividades desenvolvidas pelos candidatos eleitos durante todo o período de mandato. Não podemos concentrar em políticos com mandatos todas as expectativas de soluções para os graves problemas da nossa cidade.

 

O processo eleitoral se constitui em uma questão eventual e pontual que, no Brasil especialmente, produz grande acomodação dos eleitores, com o estímulo a geração de expectativas com aparecimentos de candidatos aventureiros e excêntricos, auto proclamando-se “salvadores da pátria”, fazendo surgir comportamentos esquizofrênicos no seio da sociedade.

 

 

 

 

Este processo eleitoral possibilita o surgimento de candidaturas satélites sem qualquer embasamento, legítimas mais inconseqüentes, desestruturadas, sem conteúdo político ou técnico e com candidatos inexperientes e sem ao menos terem qualquer conhecimento sobre o cenário em que irão atuar na administração pública. Apresentam seus programas de governo como sendo a tábua de salvação. Não são. No máximo, apenas, representam peças publicitárias de marketing.

 

Irmãos Moraes

 

O sistema eleitoral brasileiro estrutura-se baseado em premissas de agrupamentos por filiações partidárias. A construção partidária é feita de muito labor e desafios. Na política, como na vida em geral, lidamos com seres humanos, com suas falhas e acertos. É necessário estarmos diretamente conectados com os problemas da cidade e de sua administração, mas, mais do que isso, próximos aos problemas humanos. Não é fácil, nada é perfeito. É exaustivo tentar fazer “a coisa certa”, porém…, é muito necessário.

 

Nas mais variadas formas as organizações partidárias estão, em alguns casos, estabelecidas em interesses paralelos, muitas vezes de caráter oculto e não em compromissos programáticos ou dogmáticos. Criam a enganosa percepção de poder escolher diretamente os nossos representantes, além de passar falsa idéia de liberdade de escolha. O atual sistema político e seu processo eleitoral, serve como artifício para iludir a população, possibilitando o ingresso e perpetuação no poder daqueles que nada produziram ou possam produzir como contrapartida, passando a viver à custa da sociedade.

 

Somente poderemos ter ética na política quando os cidadãos e eleitores entenderem que política não é alpinismo social. Não é chamariz de quem quer “ganhar dinheiro” e fazer crescer patrimônio pessoal. A atividade política é um exercício individual ou coletivo de trabalho, visando a representatividade para fiscalizar e viabilizar as demandas da sociedade. Pode ser um trabalho solitário ou de equipe, mas sempre voltado para o coletivo. E mais, se a população vende seu voto, troca e negocia com intuito de ganho pessoal, não pode cobrar o político que elegeu. Chega de fingir. É uma doença a venda de voto na cidade, seja lá qual for a moeda. Querem mudança, mas agem às margens e no senso comum que não favorece a cidade de Chapada dos Guimarães. Negociata de voto é imoral, ilegal e improdutiva ao povo.

 

Neste atual processo eleitoral de 2020, as campanhas eleitorais estão tendendo, basicamente, a substituírem o contato pessoal para o método da globalização, via redes sociais da internet. Esta transição pode e deve ser encarada como avanço democrático, de modernização do processo político, porém existem as controvérsias.

 

 

Em suposta democracia, teremos que estar muito alertas, pois o poder econômico concentrou-se na forma tecnológica de intermediação com os eleitores, através dos sites de notícias, com o aliciamento da mídia para produzir linhas editoriais com matérias pagas de médio e grande alcance, escamoteando informações sobre a vida pregressa dos candidatos, evitando as críticas e questionamentos, sonegando a realidade ao eleitor.

O individualismo na política leva ao fisiologismo, automaticamente. O fato destes candidatos e suas candidaturas serem colocadas em agrupamento tem em comum a característica de atividades empresarias e não se ter conhecimento ou notícias de atividades políticas individuais ou coletivas, junto a organismos sociais ou agremiações partidárias, ao longo dos últimos três anos. Os nomes estão em evidência apenas em processo eleitoral com suas promessas, portanto, na atividade política, pouco ou quase nada se tem a avaliar.

 

Precisamos reavaliar estes posicionamentos com a concepção do estabelecimento do verdadeiro trabalho político, com coragem pela luta da democracia de protagonismo.

 

Processos de atividades políticas, através de células, núcleos e movimentos com composições sociais, podem e devem ser alcançados, gerando a conscientização, conhecimento e dinamismo, enriquecendo o processo político social. Desta forma estimula-se o desenvolvimento da musculatura política e fortalecimento da sociedade.

 

 

 

Paulo Bomfim é Cidadão e eleitor de Chapada dos Guimarães

 

 

 

Categorias:Cidadania

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