PAULO BOMFIM: Pedido de vistas de Guilherme Maluf adia julgamento das contas da prefeita Thelma

Maluf

Parcerias espúrias

POR PAULO BOMFIM

O ex-deputado Guilherme Maluf – aquele contra quem o Ministério Público de Mato Grosso ingressou com uma Ação Civil Pública na Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, e também contra o Governo do Estado, a Assembléia Legislativa, o governador Mauro Mendes e o conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto , buscando a suspensão da sua nomeação e posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

O ex-deputado Guilherme Maluf – aquele contra quem os promotores do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso – MPMT, Clóvis de Almeida Júnior e Audrey Ility, ingressaram com uma ação judicial, apontando que o deputado não teria conduta ilibada,  para sua nomeação e posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado conforme exigência legal, argumentando que “as investigações da Operação Rêmora culminaram na dedução de denúncia cujo dispositivo imputa 23 crimes a Guilherme Antônio Maluf”. 

O ex-deputado Guilherme Maluf – aquele contra quem o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, na sessão do dia 15 de fevereiro do corrente ano recebeu, por unanimidade, denúncia, sendo processado criminalmente  e que virou réu  por suspeita de organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e embaraçamento da investigação, em ação penal oriunda da Operação Rêmora,  realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – Gaeco, deflagrada para desmantelar um possível esquema milionário de fraudes em licitações e de desvio de dinheiro público na Secretaria de Estado de Educação – Seduc.

ENTENDA O CASO: https://paginadoenock.com.br/leia-integra-da-denuncia-do-mp-que-aponta-guilherme-maluf-como-lider-de-organizacao-criminosa-que-atuava-na-seduc/

O ex-deputado Guilherme Maluf – aquele que os promotores do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso – MPMT, Clóvis de Almeida Júnior e Audrey Ility denunciaram que é alvo de um processo no próprio Tribunal de Contas, sobre um contrato no qual foi verificado sobrepreço, em compras para a Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso.

O ex-deputado Guilherme Maluf – aquele que, segundo os promotores do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso – MPMT, Clóvis de Almeida Júnior e Audrey Ility durante o processo de sua indicação para o TCE-MT, na Assembleia Legislativa, ocorreram “graves ilegalidades” e uma série de ‘fatos estranhos’. 

O ex-deputado Guilherme Maluf – aquele sobre quem, na citada ação os promotores citam como exemplo a acusação levantada pela deputada Janaina Riva (MDB) de fraude no parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, e o mandado de segurança interposto pelo deputado Ulysses Moraes (DC) por suspeita de fraude no rito.

O ex-deputado Guilherme Maluf (PSDB) – aquele que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) disse  que “comprou” a eleição na Assembleia Legislativa de Mato Grosso por R$ 16 milhões – que foram distribuídos aos demais parlamentares da Casa de Leis, sendo esses recursos utilizados para definir a “Mesa Diretora” do órgão em 2015, composta por deputados estaduais que controlam a pauta das votações e as finanças do Poder Legislativo.

O ex-deputado Guilherme Maluf que também é investigado, junto com atuais e ex-deputados, por recebimento de propina para fazer ‘vista grossa’ na fiscalização dos contratos das obras da Copa do Mundo de 2014 e aprovar as mensagens do executivo, caso delatado pelo ex-governador Sinval Barbosa (PMDB) em sua “delação monstruosa”, assim denominada pelo ministro Fux, o cabeleira, do STF.

O ex-deputado Guilherme Maluf (PSDB) – aquele que também teria recebido R$ 4 milhões em propina por intermediar a negociação para quitação das dívidas do MT Saúde – plano que atende aos servidores públicos – com os hospitais conveniados, em 2012; conforme acusação também feita pelo ex-governador de Mato Grosso, Sinval Barbosa (PMDB), na delação premiada que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 2017.

O ex-deputado Guilherme Maluf (PSDB) – aquele sobre quem, também em 2011, o ex-governador Sinval Barbosa (PMDB) afirmou, em delação premiada, ter sido procurado e que teria lhe apresentado uma “solução” para pagar a dívida que Sinval ainda tinha com Thelma de Oliveira, então Deputada Federal, quanto ao valor pretensamente devido para a parlamentar, por conta do pagamento de uma pretensa propina de R$ 1 Milhão de Reais, referentes a Emenda Parlamentar no valor de R$ 10 Milhões, para as obras de construção da Nova Estação de Tratamento – ETA e Rede de Abastecimento de Água de Chapada dos Guimarães, no período em que desenvolvia atividade parlamentar em Brasília.

O ex-deputado Guilherme Maluf (PSDB), aquele que também, juntamente com a senhora Prefeita Thelma de Oliveira, convém lembrar do fato, que é de conhecimento público, que responde ao Processo nº 45169 junto ao Supremo Tribunal Federal – STF, em decorrência da DELAÇÃO PREMIADA do Ex-Governador SILVAL BARBOSA – Termo de Declarações de números 12 e 28.

O ex-deputado Guilherme Maluf (PSDB), aquele sobre quem, também em 2011, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) disse, em delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República –  PGR, homologada no dia 9 de agosto de 2011, pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal – STF, que deu aval para a Secretaria de Estado de Fazenda fazer um pagamento irregular de cartas de crédito a fim quitar uma dívida com o então deputado estadual Guilherme Maluf, esclarecendo que o dinheiro seria uma forma de compensar o tucano pela decisão de não apoiar a candidatura de Wilson Santos (PSDB) ao Governo do Estado, no ano anterior.

 O ex-deputado Guilherme Maluf (PSDB), aquele que também foi delatado pelo ex-presidente da ALMT, José Geraldo Riva, acusado de receber pretenso “mensalinho” desde 1995.

Agora o ex-deputado Guilherme Maluf (PSDB), Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso, em julgamento do processo nº 172650/2017, relativos às contas da prefeita Thelma de Oliveira, do ano de 2017, no qual o Relator, Conselheiro Interino João Batista, após a leitura, com o resumo dos autos, onde a Secretaria de Controle Externo de Auditorias Operacionais – SECEX do Tribunal de Contas de Mato Grosso manteve integralmente o Relatório pela desaprovação das contas e também um Pedido de Intervenção do Governo do Estado na Prefeitura de Chapada dos Guimarães, desta feita foi a vez do Conselheiro Guilherme Maluf (PSDB), nesta terça-feira 3 de setembro de 2019, pedir “vistas aos autos”, retirando novamente o processo da pauta de julgamento do TCE, dando uma sobrevida à sua antiga correligionária e conforme o  Processo nº 45169 do Supremo Tribunal Federal – STF, em decorrência da DELAÇÃO PREMIADA do Ex-Governador Sinval Barbosa – Termo de Declarações de números 12 E 28, também possível parceira de negócios espúrios, conforme investigações em andamento.

O julgamento das contas da prefeita, portanto, foi paralisado. Continuamos aguardando e padecendo diante desta gestão de completa balbúrdia e descalabros com o dinheiro público, conforme, aliás, aponta o parecer do Relator no citado processo.

E seguimos nossas vidas, com nossa paciência democrática muito exigida. Amanhã será um novo dia.

Paulo Bomfim é Cidadão e eleitor de Chapada dos Guimarães

 

Parecer Prévio Às Contas Da… by Enock Cavalcanti on Scribd

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

dois × um =