Confira debate de candidatos a presidente do PT

Valter Pomar, Renato Simões, Rui Falcão, Renato Rovai, Marcos Sokol, Serge Goulart e  Paulo Teixeira no debate on line entre os candidatos a presidente do PT

Valter Pomar, Renato Simões, Rui Falcão, Renato Rovai, Marcos Sokol, Serge Goulart e Paulo Teixeira no debate on line entre os candidatos a presidente do PT

Primeiro debate na internet foi acompanhado por cerca de 12 mil internautas

O PT realizou na segunda-feira (26), em São Paulo, o primeiro debate on line entre os candidatos à presidência nacional do Partido. Nos vídeos acima, voce que não acompanhou ao vivo pode conferir como foi o debate e quais são os argumentos que inspiraram cada uma das seis candidaturas.

Participaram do debate os seis candidatos que disputam o cargo: Serge Goulart (Esquerda Marxista), Valter Pomar (Articulação de Esquerda), Markus Sokol (O Trabalho), Rui Falcão (Construindo um Novo Brasil), Renato Simões (Militância Socialista) e Paulo Teixeira (Mensagem ao Partido).

Eles debateram por mais de duas horas vários temas nacionais e outros assuntos referentes à construção e funcionamento partidário. A reforma política foi o tema mais votado na enquete promovida pela Secretaria Nacional de Organização através do Facebook do PT Nacional e por isso recebeu uma abordagem especial no debate.

O secretário nacional de Organização e coordenador do PED 2013, Florisvaldo Souza, comemorou a realização do primeiro debate nacional. “O debate foi um sucesso e cumpriu todas as expectativas da direção nacional do PT. Daqui para frente teremos vários outros eventos nacionais seguindo este modelo, como no próximo dia 5 de setembro, em Belém do Pará. Deste modo, os postulantes ao cargo de presidente nacional do Partido terão a oportunidade de aprofundar ainda mais os grandes temas políticos que interessam à nossa militância e à sociedade brasileira”, enfatizou o dirigente nacional.

O debate em Belém (PA) no dia 5 de setembro será presencial, mas também terá transmissão ao vivo pela internet, conforme informações de Florisvaldo.

FONTE: Portal do PT, com informações da Secretaria de Organização

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PMDB vira tema em debate entre candidatos à presidência do PT

Partido dos Trabalhadores escolhe novo presidente da sigla em novembro.
Atual presidente do partido, Rui Falcão, tenta a reeleição.

Roney DomingosDo G1 São Paulo

O atual presidente do PT, Rui Falcão, concorre à reeleição. Com ele concorrem Markus Sokol, Paulo Teixeira, Renato Simões, Serge Goulart e Valter Pomar. (Foto: Roney Domingos/G1)O atual presidente do PT, Rui Falcão, concorre à reeleição. Com ele concorrem Markus Sokol, Paulo Teixeira, Renato Simões, Serge Goulart e Valter Pomar. (Foto: Roney Domingos/G1)

O primeiro debate dos candidatos do PT à presidência do partido, realizado nesta segunda-feira (26), foi marcado por críticas à aliança com o PMDB, que dá sustentação ao governo Dilma no Congresso Nacional, e à atuação do deputado federal Cândido Vacarezza na discussão da reforma política.

Os candidatos foram unânimes na defesa de reforma política e a maioria deles defendeu que o PT busque alianças com partidos de esquerda, preferencialmente, PCdoB, PSB e PDT. O partido vai escolher o próximo presidente nacional do partido em novembro.

O atual presidente do PT, Rui Falcão, tenta a reeleição. Com ele concorrem Markus Sokol, Paulo Teixeira, Renato Simões, Serge Goulart e Valter Pomar. A eleição deve mobilizar 1,7 milhão de filiados em 98% dos municípios brasileiros.

Hoje a política majoritária no partido é de aliança com o PMDB, sem excluir os outros partidos. Isso vai ser qualificado por um programa que nós vamos apresentar nas eleições”
Rui Falcão,
presidente do PT

Ao final do evento, Falcão defendeu a aliança com o PMDB. “Hoje a política majoritária no partido é de aliança com o PMDB, sem excluir os outros partidos. Isso vai ser qualificado por um programa que nós vamos apresentar nas eleições. Se o congresso do PT em dezembro mudar essa definição (será mudado), mas no momento é isso que predomina”, afirmou o presidente do partido, Rui Falcão.

O atual presidente também afirmou que o partido seguiu as instâncias adequadas em relação ao posicionamento de Cândido Vacarezza, acusado por petistas de adotar na comissão da reforma política posturas contrárias à do partido. “A bancada do PT desautorizou a participação dele no grupo de trabalho da reforma política. O diretório nacional ratificou essa posição. Não houve nenhuma proposta de retirada compulsória”, disse Falcão.

O deputado federal Paulo Teixeira afirmou ver dificuldades no debate que remete a 2005, ano em que o partido viveu sua crise mais profunda. “Eu vejo o ressurgimento do campo majoritário e isso para o PT é muito ruim. Temos de ter direção colegiada, que represente o conjunto das opiniões e que se faça o debate.”

Liderança da esquerda do PT, Goulart lembrou as manifestações de junho, apontou que o partido “perdeu a mão” com a juventude e perde a mão com os sindicatos porque não é capaz de conciliar uma agenda social com o que ele chamou de “maior pacote de privatizações do Brasil” a ser lançado no segundo semestre.

Mais cedo, o secretário de comunicação do PT, Paulo Frateschi, previu que a disputa interna vai ocorrer sob clima tenso e coincidir com o julgamento dos recursos do mensalão. “Vamos viver momento de pressão muito grande.  Provavelmente há uma sinalização do julgamento agora. Nós vamos estar muito expostos. O PT tem uma avaliação clara do seguinte: nós cometemos um ilícito. Ponto. Não houve dinheiro público, ninguém se enriqueceu. É um caixa dois de campanha, sim. Nós vamos mostrar a verdadeira face desse negócio”, disse Paulo Frateschi.

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Críticas ao PMDB e ao novo ‘Campo Majoritário’ marcam debate do PT

Por Ricardo Galhardo – iG São Paulo

Primeiro debate entre os candidatos a presidente do partido levou alguns petistas a criticar o domínio do grupo de Falcão, atual presidente, sobre a máquina partidária

O primeiro debate entre os candidatos a presidente do PT realizado nesta segunda-feira, em São Paulo, foi marcado por ataques à atual política de alianças do partido, em especial com o PMDB, e por queixas sobre o surgimento de um suposto Campo Majoritário que controla totalmente o partido, a exemplo do que ocorreu antes da crise do mensalão, em 2005.

“O Campo Majoritário foi responsável pela crise de 2005 e ele está voltando”, disse o deputado Paulo Teixeira, candidato da Mensagem. “Em 2005, um grupo se assenhorou do PT e cometeu erros. Agora este grupo tenta se assenhorar novamente”, completou.

 

Divulgação PT Nacional

PT realiza primeiro debate entre os candidatos à presidência nacional do partido

O candidato Renato Simões, da Militância Socialista, também usou o termo Campo Majoritário para se referir ao grupo que apoia o atual presidente, Rui Falcão, formado pelas correntes Construindo Um Novo Brasil, Novos Rumos, PT de Lutas e de Massa, Movimento PT e outras correntes menores.

O Campo Majoritário deixou de existir em 2005, depois que integrantes da corrente como José Dirceu, José Genoino, Sílvio Pereira e Delúbio Soares protagonizaram o escândalo do mensalão.

Como exemplo de domínio do grupo de Falcão sobre a máquina partidária, os adversários citaram um programa de TV do PT do Maranhão, que fazia críticas ao governo de Roseana Sarney (PMDB) e foi retirado do ar a pedido de Falcão.

O presidente do PT negou a intervenção. “Dialogamos com os companheiros do Maranhão. Não houve censura”, disse Falcão. “O resultado do PED (Processo de Eleições Diretas) vai aferir se existe um novo Campo Majoritário”, completou o presidente do PT.

O principal tema do debate foi a “qualificação” das alianças com vistas às eleições do ano que vem. Candidatos de correntes menores como Markus Sokol (O Trabalho), Valter Pomar (Articulação de Esquerda), Serge Goulart (dissidência de O Trabalho) e Renato Simões defenderam abertamente o fim da aliança com o PMDB, pelo menos no primeiro turno.

Sokol chegou a chamar o vice-presidente, Michel Temer, de sabotador por ter se oposto à proposta da presidente Dilma Rousseff de realização de uma Constituinte exclusiva para a reforma política.

Segundo os candidatos de oposição, o PMDB tem obrigado o PT a tomar posições contra o candidatos do próprio partido e empurrado o governo para a direita no Congresso. “Temos uma maioria virtual que se comporta como oposição e derrota todos os projetos”, disse Pomar.

Simões e Teixeira defenderam a candidatura do senador Lindberg Farias (PT) ao governo do Rio de Janeiro, comandado pelo PMDB e considerado ponto principal para a continuidade da aliança em torno de Dilma.

Para acentuar a ênfase, alguns deles citavam nomes de peemedebistas que eram adversários históricos do PT e hoje estão no governo como José Sarney, Renan Calheiros e Jáder Barbalho.

Falcão defendeu a manutenção da aliança com o PMDB e Teixeira disse ser contra uma “ruptura” com o partido de Temer. Ambos defenderam a “qualificação” das alianças.

O PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab também foi alvo de ataques. “Já citaram as oligarquias Sarney e Barbalho mas também estamos apoiando a oligarquia de Jorge Bornhausen (PSD). Muita gente do DEM cansou de levar bordoada na oposição, foi para o PSD e hoje está aninhado no governo”, disse Simões.

Apesar das discordâncias em relação a vários temas, o governo Dilma foi poupado. A exceção foi uma crítica de Pomar ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, no final do debate. “Dilma não só foi poupada como foi muito defendida”, disse Pomar.

Segundo o PT, mais de 12 mil pessoas acompanharam o evento pela internet. A direção do PT estuda a possibilidade de transmitir outros debates. “A ideia foi fazer uma coisa mais para as pessoas de fora e mostrar como o PT é o único partido com uma democracia interna transparente”, disse o secretário de Organização, Florisvaldo Souza.

Pouco antes, em entrevista coletiva, o secretário de Comunicação, Paulo Frateschi, ironizou a proposta de prévias para o escolher o candidato do PSDB à presidência. “O PSDB nunca vai fazer prévia”, disse Frateschi.

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Críticas ao PMDB e reforma política centralizam debate no PT

Seis candidatos à presidência do partido, que passará por Processo de Eleição direta em novembro, discutiram os temas; atual presidente foi o único a poupar o PMDB

O debate reuniu candidatos à presidência nacional do partido Foto: Vagner Magalhães / Terra
O debate reuniu candidatos à presidência nacional do partido
Foto: Vagner Magalhães / Terra

  • Vagner Magalhães
    Direto de São Paulo

 

A política nacional de alianças – principalmente em relação ao PMDB de Michel Temer – e a reforma política foram os temas que dominaram o primeiro debate dos candidatos à presidência nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). O Processo de Eleição Direta (PED) acontece no próximo dia 10 de novembro. A presidência do partido é disputada por seis candidatos: Valter Pomar, Renato Simões, Rui Falcão (atual presidente), Markus Sokol, Serge Goulart e Paulo Teixeira.

 

O único a poupar o partido aliado foi o atual presidente Rui Falcão. Rui Sokol foi o mais enfático nas críticas e chegou a chamar o Michel Temer de “sabotador”. Paulo Teixeira defendeu mudanças. “O PT precisa mudar. Foram às ruas por mais direitos, questionando nosso partido pela distância dos movimentos sociais, crescente burocratização, maneira com que fizemos aliança”, disse ele.

 

Para Valter Pomar, o partido precisa estar sintonizado com o futuro. “Quero dirigir a campanha de Dilma à presidência, para que ela faça um segundo governo superior ao atual, com reformas estruturais, como a política, urbana e agrária”, afirmou ele. “E isso, muitos aliados nossos não querem”.

 

De acordo com Paulo Frateschi, secretário de comunicação do partido, cerca de 1,7 milhão de filiados podem participar da eleição. A expectativa é a de que pelo menos 40% dos filiados participe da eleição.

 

Segundo ele, o debate que deve ser colocado neste momento é o que o partido pode oferecer, depois de 11 anos no poder nacional. “Temos de fazer primeiro a avaliação do que foi o governo Lula e Dilma. E o que vamos fazer além disso”, disse.

 

Frateschi falou ainda que a finalização do julgamento do Mensalão deixa o partido um pouco exposto, mas que o tema deve ser discutido também internamente. “Nós cometemos um ilícito. Não houve dinheiro público, ninguém enriqueceu. É um caixa 2 de campanha sim. Vamos mostrar que não houve compra de votos, o que houve foi um processo de caixa 2. Isso nós vamos discutir no PED também.”

 

De acordo com ele, os três membros do partido que estão em julgamento – José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha – não estão inscritos em nenhuma chapa, por opção própria. Ao se referir a José Dirceu, ele afirmou que ele foi consultado, mas disse optar pela não participação nas chapas. “Ele não precisa de cargo. Tem voz ativa com a maioria. Genoino disse que abria mão e João Paulo Cunha está terminando o seu curso de direito”, afirmou.

 

Frateschi ainda ironizou a possibilidade de uma prévia no PSDB, que passa por um momento de disputa interna dentro do partido. “Eles nunca farão uma prévia. Decidirão o candidato do partido em um restaurante de um hotel com duas garrafas de vinho da região da Borgonha”, disse ele.

 

“Temos de fazer a reforma política e dos meios de comunicação. Temos de ter um programa de governo e podemos ceder no acessório, não no essencial”, disse o candidato Rui Falcão

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