IMPRENSANDO O DEMAGOGO: Para jornalista Itamar Perenha, proposta de Pedro Taques de reduzir repasses à Assembleia “é demagógica e denota um voluntarismo irresponsável. Não é crível que um senador da República, com o nível de conhecimentos em Direito já exibido, desconheça que os percentuais destinados ao funcionamento dos poderes derivam de disposições constitucionais”

O senador Pedro Taques e o jornalista Itamar Perenha. De acordo com o jornalista o senador faz campanha demagógica em Mato Grosso. Perenha desafia Taques: " Taques pode, simplesmente, substituir a proposta demagógica pelo redirecionamento das verbas da Secom para a Saúde.Aí, sim,  trata-se de um ato de alçada exclusiva do governador.Que tal o candidato substituir a demagogia por uma proposta exequível e que dependa de sua vontade exclusiva?"

O senador Pedro Taques e o jornalista Itamar Perenha. De acordo com o jornalista o senador faz campanha demagógica em Mato Grosso. Perenha desafia Taques: “
Taques pode, simplesmente, substituir a proposta demagógica pelo redirecionamento das verbas da Secom para a Saúde.Aí, sim, trata-se de um ato de alçada exclusiva do governador.Que tal o candidato substituir a demagogia por uma proposta exequível e que dependa de sua vontade exclusiva?”

Taques e uma proposta demagógica

Pedro Taques, candidato a governador da Coligação “Coragem e Atitude para Mudar” promete reduzir repasses à Assembleia como se transferir recursos aos Poderes dependesse dele, caso eleito.

Itamar Perenha  / Cuiabá-MT

TURMA DO EPA

A promessa do candidato a governador Pedro Taques de reduzir os repasses para a Assembleia Legislativa e investir na saúde – para ficar num exemplo – é demagógica e denota um voluntarismo irresponsável.

Não é crível que um senador da República, com o nível de conhecimentos em Direito já exibido, desconheça que os percentuais destinados ao funcionamento dos poderes derivam de disposições constitucionais.

Em outras palavras, nenhum chefe do Poder Executivo, em qualquer âmbito, pode, a seu talante, reduzir os valores destinados ao funcionamento de Poderes e autarquias violando disposições de natureza constitucional.

Como o órgão arrecadador é o Executivo cabe a ele providenciar numerário para o funcionamento dos demais Poderes e autarquias.

Será que o governador pode repassar quanto quiser para o funcionamento do Ministério Público Estadual?

Óbvio que não. E porque Taques não propõe reduzir os repasses ao MPE?

Nem pode reduzir os repasses da Assembleia e, menos ainda, os do Ministério Público.

Voluntarismo demagógico

É estranho como a “mídia negocial” se comporta em relação a esta clara proposta demagógica do candidato Pedro Taques como se tal posiconamento fosse exequível e inconsequente.

Governadores, simplesmente, não podem reduzir valores destinados ao funcionamento de outros Poderes por mais que essa “suposta economia” pudesse ser aplicada na construção de Hospitais.

Não pode.

Sabe-se que Pedro Taques, ex-procurador da República e um reconhecido professor de Direito, conhece de sobra disposições singelas da Constituição.

O amplo favoritismo de que dispõe nas pesquisas tornam desnecessária a exposição de uma clara proposta demagógica como a “suspensão de repasses” ao Poder Legislativo para investir em Saúde, nem os vinculados a “excesso de arrecadação” como o candidato procurou fazer crer.

Esse tipo de inserção no horário eleitoral gratuito é gritantemente demagógica, mas, por algum motivo passa de forma acrítica e sem qualquer referência na mídia.

Será que isso já é medo de uma futura extinção da Secom?

Ou a mídia negocial, acovardada ante o poder de compra de veiculação publicitária por parte do Estado, já sente pavor da simples ideia exposta pelo candidato de que as decisões do Executivo estadual, mesmo os de interesse da população, sejam tornados públicos no site do governo?

Taques pode, simplesmente, substituir a proposta demagógica pelo redirecionamento das verbas da Secom para a Saúde.

Aí, sim,  trata-se de um ato de alçada exclusiva do governador.

Que tal o candidato substituir a demagogia por uma proposta exequível e que dependa de sua vontade exclusiva?

1 Comentário

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  1. - IP 200.101.24.69 - Responder

    Pela arrogância do Taques nem duvido que ele vai tentar, mas deixa a AL não aprovar nem a compra de um prego que ele revê esse conceito dele rapidinho, só ver o exemplo do Mauro Mendes!

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