PABLO RODRIGO: Ao assumir que deseja atuar na oposição do governo federal, Taques também deixa claro, que o projeto de mobilidade urbana, no valor de quase R$ 1,6 bilhão para a região metropolitana de Cuiabá, não é a sua prioridade.

Posição

POR PABLO RODRIGO

Agora eu tenho que bater palmas para o governador Pedro Taques. Sim, palmas pela sua sinceridade política, que, ao colocar a faca no pescoço do presidente nacional do PDT, dizendo de maneira indireta, que a condição para a sua permanência dentro da sigla, seria a guinada dos pedetistas para a oposição ao governo Dilma Rousseff (PT), o chefe de Estado mato-grossense se posiciona abertamente sobre os rumos que governará o nosso Estado.

Com esse posicionamento, ficou mais claro, a situação ‘crítica’ do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e os seus rumos daqui pra frente.

Porque ao assumir que deseja atuar na oposição do governo federal, Taques também deixa claro, que o projeto de mobilidade urbana, no valor de quase R$ 1,6 bilhão para a região metropolitana de Cuiabá, não é a sua prioridade. Porque se fosse, o governador já teria se reunido com a presidente Dilma Rousseff (PT) para discutir a situação do VLT e como resolver esse imbróglio. Seria nada mais justo, já que a Copa do Mundo foi um evento desejado pelo governo federal, na qual os Estados e cidades-sede tiveram que ceder em muitas coisas, para que a Copa fosse realizada de maneira extraordinária. Assim, conseguiria ao menos minimizar a situação do VLT, que não se sabe ainda, se será dinheiro perdido, ou se continuará para que o modal seja usufruído pelos mato-grossenses.

Será que como oposicionista, o nosso governador já aderiu à cartilha clichê de qualquer oposição no mundo, de que quanto pior, melhor?

Será que vale a pena sangrar o governo Dilma ainda mais, mesmo paralisando uma obra de R$ 1,477 bilhão?

Diante desse posicionamento (que em minha opinião é fundamental, já que é mais fácil fazer política com quem tem lado, do que quem fica em cima do muro), o nosso governador deve estar preparado para a disputa política entre oposição e situacionista. Não pode continuar sendo ingênuo ou irônico, ao exigir tratamento institucional igual, sendo que aqui no Estado, não o faz ou fez, pelo menos no caso do deputado estadual Emanuel Pinheiro, quando assumiu que demitiu todos os indicados, alegando que o parlamentar tinha que escolher entre o sábado e dormir solteiro ou o domingo e dormir casado.

Pelo visto, o nosso governador preferiu o sábado e dormir solteiro. Então que não seja só discurso, mas que assuma as suas escolhas, mesmo que isso possa dificultar a sua gestão, e como quase, nessa disputa, o povo é que sente mais.

PABLO RODRIGO é editor de política do Diário de Cuiabá

Categorias:Plantão

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 201.22.171.54 - Responder

    A opinião do autor do artigo acima é de que a Dilma só liberaria o dinheiro do VLT se o Pedro Taques for da base aliada do Governo Federal???

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

doze + 5 =