OSMAR FRONER: A Chapada dos Guimarães na mordaça do Covid 19

Froner e o covid

CHAPADA NA MORDAÇA DO COVID-19

Por Osmar Froner

 

Em um momento de pandemia onde o vírus Covid-19 causa intensa crise política e polarização entre o mundo científico, médicos, políticos e poderes constituídos em todo o planeta e, com a ausência de consenso, mantem-se na maioria, as práticas de medidas de conflitos frente à população contagiada e positivada ao grande mal desse século, no que tange a saúde pública. Aqui na nossa Chapada –  cidade especial de visitação, se torna um refúgio para os bons hóspedes cuiabanos que buscam nas casas de veraneio, condomínios, pousadas, hotéis, restaurantes, lanchonetes, bares, chácaras de lazer e Lago de Manso os locais preferidos para revitalizar a energia da vida – , pode estar sendo imposta uma distopia.

 

Não diferente de todo o mundo, se busca culpados à criação, disseminação e contágios do novo coronavírus, agente da doença Covid-19, e cada local vai registrando seus pacientes isolados, internados e vitimados pelo óbito, sendo que hoje, o avanço é preocupante em Mato Grosso, com aproximadamente 15.000 confirmados positivos, 800 casos a cada dia, com 20 óbitos por dia e 500 mortes acumuladas, com taxa de ocupação de U.T.I em 91% e, em média 600 pacientes internados.

 

Em Chapada, a população em alerta, enfrenta alto índice de contagio pelas particularidades da cidade, com 422 notificados, 211 descartados, 82 confirmados e 5 mortes, onde me incluo como paciente positivo ao Covid-19 e mantendo-me sob rigoroso isolamento domiciliar, com acompanhamento dos profissionais da saúde que buscam todo esforço mesmo frente as dificuldades de estrutura de materiais protetores – EPI, falta de remédios, logística e até rumores de atraso de pagamento da folha dos profissionais, contratados por uma empresa privada, que administra a Unidade de Pronto Atendimento – UPA do município.

 

Por outro lado, um mal pior avança na gestão pública municipal ao se tentar paralisar a doença em Chapada com uma mordaça aos pacientes positivos e a própria população em risco, quando a senhora Prefeita, Thelma de Oliveira, baixa os ditos Decretos Control “c” e Control “v”, expressa no Decreto nº. 049/2020 a verdadeira mordaça, com danças de infrações e multas que variam de R$ 5.000,00 a R$ 10.000,00 a ser aplicada de acordo com a capacidade financeira do doente e na mais esdrúxula parceria com o Ministério Público no sentido de promover a “Chipagem” dos pacientes positivos.

 

Essa propositura medíocre fere frontalmente as cláusulas pétreas da Carta Magna, quanto às regras intocáveis principalmente os direitos e garantias individuais, que vale informá-los à vida, à igualdade, à dignidade, à honra, à prosperidade, os hábitos, os costumes, as religiões e tudo que permeia a pedra angular de um indivíduo no seio da coletividade, jamais ser molestado pelos poderes constituídos, sob a necessidade de mudança na Constituição.

 

Como paciente positivo, me entristece saber que o Poder Público, representado pelo Ministério Público e o Poder Executivo Municipal de Chapada, diante da inércia de gestão, preferem estabelecer as proibições por Mordaça aos portadores de Covid-19, quebrando a supremacia de direitos individuais e não agindo na “obrigação de fazer bem e melhor”.

 

Como contribuição, proponho ao MP a ação de cobrar que a administração municipal aja com transparência, disponibilizando informações sobre a aplicação dos recursos públicos federais, na ordem de 1,5 Milhão de Reais que já foram alocados aos cofres municipais, com a previsão de outros mais 5 Milhões, para focar e encarar o controle da doença e principalmente atendimento aos pacientes e familiares em fragilidade social, caminhando para se estabelecer o caos na vida da cidade e de sua ordeira gente que não sabe o rumo a tomar, pagando caríssimo por indecisões e maus mandos.

 

Osmar Froner de Mello

Vice-Prefeito Municipal

Chapada dos Guimarães. 

27/06/2020

 

 

Categorias:Terra da gente

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