Os magistrados de MT e o decreto bolsonarista de Mauro Mendes. Alguém me explica?

Enock, o juiz Bruno, o desembargador Perri

No Rio, juiz federal Márcio Santoro acatou ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal – MPF  e suspendeu validade do decreto de Bolsonaro com relação a lotéricas e igrejas. Leia a decisão no destaque.
Aqui em Cuiabá, juiz Bruno Marques (foto) rejeita ACPs impetradas pela Defensoria Pública e Prefeitura de Cuiabá contra decreto de Mauro Mendes que flexibiliza funcionamento do comércio dizendo que ação civil pública não é o instrumento correto para fazer este tipo de pedido. Onde está a coerência do nosso Judiciário? Alguém me explica?
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso – TJMT argumentando que decreto de Mauro Mendes que autorizou o funcionamento de setores do comércio é inconstitucional. O MPE impetrou uma ADIN e cobra do nosso Tribunal de Justiça que declare se a tal determinação do governador do DEM fere ou não a norma constitucional.
Agora aparece no noticiário a informação que o desembargador Orlando Perri, para quem a ADIN foi distribuída, determinou que o governador esclareça, em no máximo 48 hs, em sua manifestação sobre a previsão de conclusão dos novos leitos hospitalares, chegada dos respiradores e também dos equipamentos de proteção individual dos médicos que estão trabalhando no tratamento dos infectados e casos suspeitos. Ora, o que tem a ver a possível inconstitucionalidade do decreto com a chegada de novos respiradores e equipamentos para a equipe médica do Estado? O desembargador Perri resolveu enrolar e não teve coragem de encarar de frente e com urgência a questão da inconstitucionalidade? Alguém me explica?

 

Juiz federal Márcio Santoro, Suspende Decreto de Bolsonaro Sobre Abertura de Igrejas e Lotérias by Enock Cavalcanti on Scribd

José A Borges peita Mauro M… by Enock Cavalcanti on Scribd

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