PREFEITURA SANEAMENTO

Os desembargadores Benedito Pereira do Nascimento e Shelma Lombardi de Kato se afastam do TJ dentro do poucos dias

Pleno do TJ abre mais 2 vagas em 15 dias

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ) inicia em abril deste ano mais uma fase que marcará a renovação da composição do Pleno. Os desembargadores Benedito Pereira do Nascimento e Shelma Lombardi de Kato deixarão a Corte nos dias 3 e 7 do próximo mês, respectivamente.

As vagas serão preenchidas pelos critérios de antiguidade e merecimento e abertas devido à aposentadoria compulsória, aquelas em que o servidor público independente do status e da função que ocupa é remetido automaticamente para a inatividade ao completar 70 anos.

Primeira mulher a presidir o TJ (1991-1993), a desembargadora Shelma Lombardi de Kato carrega no perfil a dedicação de longos anos à carreira jurídica. Graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), também cursou Letras na Faculdade de Filosofia da USP e especialização em fundamentação didático-metodológica de formação docente em nível superior.

Ao longo dos mais de 30 anos dedicados à Justiça, Shelma Lombardi de Kato já passou pela Corregedoria Geral de Justiça e também pela presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), quando implantou a informatização dos serviços eleitorais.

O amplo conhecimento jurídico da magistrada lhe conferiu prestígio nos meios sociais. Com cursos de inglês e italiano, Shelma Lombardi é membro da "International Association of Women Judges – IAWJ", que congrega mais de 4.000 magistradas em todos os continentes. Atualmente, é encarregada das relações internacionais da IAWJ/Brasil, e exerce o cargo de "Secretary/Treasurer" para o biênio 2008/2009.

Também é professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desde 1976 e é presidente da 1ª Câmara Criminal e da Turma de Câmaras Criminais Reunidas, além de ser membro do Órgão Especial da Corte Estadual de Mato Grosso.

RECONHECIMENTO – A magistrada também é conhecida pela militância no meio jurídico. Ajudou a fundar a Associação Nacional de Magistradas (ANM), da qual é presidente, e coordenou no Brasil o "Projeto da Jurisprudência da Igualdade", de capacitação de magistrados em Direitos Humanos das Mulheres e das Crianças, através de Convênio firmado entre a ANM (Associação Nacional de Magistradas) e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), envolvendo cinco países latino-americanos. Recentemente, foi designada pelo Tribunal de Justiça para presidir e promover as ações necessárias visando à aplicação da Lei nº 11.340/06, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha. A magistrada também foi incumbida de coordenar a implantação das Varas Especializadas de Violência Intrafamiliar e Doméstica Contra as Mulheres em Mato Grosso.

Categorias:Cidadania

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

dezesseis + 8 =