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Pneus ficam carecas após apenas 4.000 km percorridos; entenda o caso

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Pneus WanLi nas medidas 255/40 R19 estão desgastados após 4.000 quilômetros percorridos
Fabrizio Gueratto

Pneus WanLi nas medidas 255/40 R19 estão desgastados após 4.000 quilômetros percorridos

O influenciador Fabrizio Gueratto comprou um par de pneus novos da marca WanLi para o eixo traseiro de seu BMW em meados de abril. Com apenas 4 mil quilômetros rodados, sentiu o veículo ‘escapar’ em uma curva – e quando se deu conta, viu que eles estavam totalmente desgastados.

“De início, pensei que pudesse ser óleo na pista. Mas no dia seguinte, meu pai alertou sobre os pneus que já estavam carecas ”, diz Gueratto à reportagem do iG Carros. “Como pode um pneu durar 4 mil quilômetros? Isso é completamente absurdo”. Em condições normais, um pneu tem vida útil entre 40 e 50 mil quilômetros. A recomendação geral é que seja feito um rodízio em “X” – ou seja, as duas rodas traseiras vão invertidas para a dianteira, e vice-versa – entre 5 e 10 mil quilômetros. 

Gueratto havia comprado o par  WanLi  nas medidas nas medidas 255/40 R19. O vendedor dos pneus, o site Clube da Borracha, solicitou imagens para um laudo. A conclusão da loja foi de que o desgaste prematuro foi motivado por ‘práticas esportivas com pressão inadequada’.

Pneu WanLi
Fabrizio Gueratto

Uma das imagens enviadas por Fabrizio para a perícia técnica do Clube da Borracha

“Pelas fotos que enviei, fizeram um laudo dizendo que os pneus estão sem defeito e que o desgaste é normal . Talvez por ter rodado com eles murchos. Mas detalhe, meu carro indica no painel se a pressão de um dos pneus estiver inadequada”, diz o influenciador, que fez denúncias no Procon-SP e no Inmetro sobre o produto.

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Sobre a análise técnica apenas por imagens enviadas via WhatsApp, o Clube da Borracha afirma ao iG Carros: ‘As fotos enviadas foram repassadas para o nosso setor de Perícias Técnicas, e foi possível analisar e gerar o laudo apenas com essas imagens, sem a necessidade da coleta dos pneus”.

O Clube da Borracha esclarece que o laudo feito apenas com imagens , sem a coleta técnica dos pneus, possui validade legal . Fundada em 1997, a empresa é uma das maiores importadoras de pneus do país. “Prezamos pela confiança, respeito e demonstramos compromisso de fazermos negócio com integridade e profissionalismo e de modo algum temos a intenção de causar algum dano a nossos clientes”, diz o posicionamento do Clube da Borracha.

O que diz o Procon?

Procon-SP diz que vistoria tem amparo legal, mas que o cliente está certo em questionar os meios técnicos utilizados
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Procon-SP diz que vistoria tem amparo legal, mas que o cliente está certo em questionar os meios técnicos utilizados

Consultado por nossa reportagem, o Procon-SP diz que não há o entendimento de que o laudo dos pneus feito apenas com imagens, sem a coleta do produto, esteja ferindo o Código de Defesa do Consumidor . Entretanto, a coordenadora de atendimento Renata Reis afirma que o cliente está certo em questionar os meios técnicos por trás da vistoria.

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“O cliente pode fazer uma demanda no Procon a respeito dos meios técnicos da vistoria. Ele pode questionar: ‘Como vocês conseguem identificar o defeito apenas por fotos? Que base técnica foi utilizada para atestar o mau uso do produto?’. Isso pode fortalecer o pedido”, diz a coordenadora. 

Como fortalecer argumentos

Renata Reis afirma que Fabrizio Gueratto pode buscar formas de fortalecer seu argumento de que o desgaste não se deve ao mau uso até a data da audiência. “Qualquer profissional habilitado que possa assinar indicando as especializações técnicas – um vendedor de pneus, por exemplo – pode fazer uma análise para contestar o laudo que a empresa apresenta ”, diz a coordenadora.

A profissional também afirma que não é obrigatório ter um laudo de terceiros para contestar a vistoria por imagens feita pelo Clube da Borracha. Fabrizio Gueratto tem uma audiência marcada no Procon-SP para o próximo dia 1 de outubro. Ele ainda aguarda um posicionamento do Inmetro sobre os pneus WanLi .

Fonte: IG CARROS

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Honda Accord híbrido se mostra  confortável e faz até 17,6 km/l

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Honda Accord híbrido é o primeiro modelo eletrificado que a marca traz ao Brasil, onde chegarão mais dois até 2023
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Honda Accord híbrido é o primeiro modelo eletrificado que a marca traz ao Brasil, onde chegarão mais dois até 2023

Se você quiser conhecer do que uma marca é capaz, veja o melhor modelo que ela oferece. Quando falamos de Honda, é o Accord e:HEV que aparece. Ao longo de seus 45 anos de vida, evoluiu e evoluiu, até chegar à sua 10ª geração, que é exatamente o carro que testamos aqui. O Honda Accord é a síntese da tradicional mentalidade japonesa, que, conforme a própria montadora diz, “o mínimo para a máquina e o máximo para o homem”.

Importado dos Estados Unidos, o Honda Accord híbrido chega por R$ 310.990, próximo de rivais europeus como o Audi A4 , mais em conta do que rivais de preço europeus, como o Audi A4, Volvo S60 BMW Série 3 e o recém lançado Mercedes Classe C . O ponto é que, por mais que não tenha apelo tão esportivo quanto eles, é imbatível em economia de combustível, espaço interno e capacidade de malas.

Mesmo a carroceria do Accord é maior do que a maioria deles. Levantamos algumas especificações para trazer mais detalhes. Tem 4,89 metros de comprimento, 1,86m de largura, 1,45m de altura e 574 litros de porta-malas.

Interessante é como os ocupantes se acomodam com conforto de sobra, aproximando-se de sedãs ainda maiores como BMW Série 5 , Audi A6 , Mercedes Classe E, entre outros. Muito disso se deve graças aos 2,83 metros de entre-eixos do modelo da Honda .

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Foto: Guilherme Menezes/iG Carros

Foto: Guilherme Menezes

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Por fora, o Accord híbrido é sóbrio, elegante e grande. Suas novas rodas de 17 polegadas, novos para-choque e grade frontal e faróis de neblina em LED redesenhados, enquanto na traseira a novidade é o novo acabamento inferior no para-choque, são as principais marcas da sua renovação.

No interior, algo que poderia ser mais moderno (e, logo, um pouco melhor), é sua central multimídia. Ela tem todas as últimas funções de conectividade e pareamento com celulares, mas já é possível encontrar alternativas mais fáceis de usar (não que a multimídia do Honda Accord seja complicada).

De resto, caiu muito bem a mudança do seletor do câmbio do Accord , que agora é operado por botões, bem como a acessibilidade para outras funções por meio do volante multifuncional. Complementa o requinte do interior, as saídas de ar-condicionado na traseira, acabamento de couro nas laterais, linhas modernas que misturam o futurista com o conservador, entre outros atributos.

Desliza no asfalto

Na conectividade, o sistema de áudio agora permite a integração com as tecnologias de conectividade sem fios
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Na conectividade, o sistema de áudio agora permite a integração com as tecnologias de conectividade sem fios

Ao volante, puro conforto e acerto ideal para a proposta. O carro é bem silencioso, macio e estável. O que o Accord (e os carros japoneses, de forma geral) tem de sossego ao volante, os alemães (principalmente Audi e BMW ) têm de precisão e desempenho. São referência na mesma medida, mas em searas distintas.

E é aí que entendemos como seu público-alvo é tão cativo quanto o dos alemães (ainda que, novamente, cada um desses perfis de usuário costumam ser bem diferentes uns dos outros). Isso nos leva à conclusão de que o Accord até concorre com os europeus, mas não tanto assim.

Voltando dos pensamentos e mergulhando no que interessa, a sensação ao dirigir é bem relaxante. Quando selecionamos o modo Eco, que intercala o motor a combustão de ciclo Atkinson com os dois elétricos, faz até 17,6 km/l na cidade e 17,1 km/l na estrada,segundo o Inmetro.

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O híbrido da Honda consegue ser tão econômico (ainda mais na cidade), por conta do pouco uso do motor a combustão. Ao arrancar, por exemplo, apenas os motores elétricos funcionam.

E o mais legal é seu modo de condução semi-autônomo. Rodamos na estrada para analisar seu funcionamento. Vimos o quão inteligente, preciso e suave é a capacidade de leitura e de tomada de decisão. Bem fácil de acionar, de configurar e de ganhar confiança na atuação da tecnologia. Isso sim é o casamento entre a tradição e a tecnologia.

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Se optar pelo modo Sport, todos os seus 215 cv de potência combinada e 32,1 kgfm estão sempre à disposição. Com isso, é capaz de acelerar até 100 km/h em 7,5 segundos e chegar aos 187 km/h, de acordo com dados da fabricante.

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O desempenho do Honda Accord híbrido é tão elástico que, se não fosse pelo câmbio CVT, poderia até superar esses números. Entretanto, o câmbio é mais um dos responsáveis pela sua eficiência, algo que preserva sua razão de ser.

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Conclusão

É claro que o mercado automotivo está praticando preços elevados tanto para modelos novos quanto seminovos. E, apesar dos mais de R$ 300 mil cobrados pelo Honda Accord, o carro tem seus atributos.

Certamente, o modelo não dará tanta manutenção, bem como se manterá atual, mesmo depois de anos de uso. O Accord é um carro que sempre teve o meu respeito e, agora, passo a apreciá-lo ainda mais.

Ficha técnica: Honda Accord e:HEV (Hybrid)

Preço: R$ 310.990

Motor: Combustão: 145 cv a 6.200 rpm; 17,8 kgfm a 3.500 rpm; elétrico: 184 cv e 32,1 kgfm; Combinada: 215 cv e 32,1 kgfm.

Câmbio: Automático CVT, tração dianteira

Suspensão: McPherson na dianteira, multilink na traseira; rodas de 17 polegadas com pneus 225/50 R17

Peso: 1.555 kg em ordem de marcha

Porta-malas: 574 litros.

Tanque: 48,5 litros

Consumo: cidade: 17,6 km/l; estrada: 17,1 km/l (gasolina), segundo o Inmetro

Fonte: IG CARROS

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