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Carregadores disponibilizados pela Shell
Thiago Garcia

Carregadores disponibilizados pela Shell

Fala galera, tudo bem? Bora para o texto desta semana. No nosso último encontro, falei um pouco do desenvolvimento da infraestrutura dos pontos de carregamento .

Gostaria de trazer uma reflexão sobre o suposto carregamento “grátis” que a maioria dos primeiros proprietários de veículos elétricos já estava habituada. Entretanto, é importante esclarecer que a recarga não era cobrada, mas alguém bancou e ainda banca o processo.

Como mencionei no texto anterior, os primeiros carregadores foram instalados por projetos de P&D da chamada 22 da ANEEL e por campanhas de marketing de montadoras de veículos em parcerias com grandes redes de mercado e postos de combustíveis.

Por algum tempo ainda teremos instalações semelhantes com a intenção de atrair consumidores para estabelecimentos ou para consolidação da marca em determinado nicho de mercado. Entretanto, é importante termos em mente que os equipamentos oferecidos sem custo pelo uso são conveniências e não um serviço. Não há como exigir que o equipamento esteja sempre em plena operação se não há uma prestação de serviço.

Por conta disso, muitos dos primeiros proprietários de veículos elétricos já estavam ansiosos para pagar por suas recargas, pois, a partir do momento que cobra-se, você tem o direito a um serviço de qualidade. O ponto principal é: quanto é justo cobrar pela recarga de um veículo elétrico?

Uma coisa é certa: eletricidade não dá em árvore. Mesmo a energia fotovoltaica tem um custo de produção, uma vez que o sistema exige um investimento para instalação. O importante é avaliarmos o sistema de recarga e o investimento por trás de toda a operação.

Façamos uma analogia: digamos que você precise de um bolo para um aniversário. Qual seria a forma mais barata de ter esse bolo? Provavelmente seria você comprar os ingredientes e preparar por conta própria em casa. Caso você não tenha aptidões culinárias, precisará pagar a alguém para fazer. Essa pessoa cobrará pelos ingredientes e mão de obra. E caso você seja uma pessoa que deixa tudo para última hora ou foi pego de surpresa, tanto quanto o homenageado, com certeza terá que correr atrás do mais prático, que não te dará muitas opções para pesquisar preço (logo tem grandes chances de sair bem caro). 

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Então considere que o carregamento doméstico é o bolo feito por você. O uso de carregadores semi-rápidos sejam aqueles que você possa usar no trabalho ou em um hotel (bolo encomendado com antecedência) e os carregadores ultra-rápidos são aqueles bolos em que passamos na confeitaria chique e levamos embora.

É certo que um carregamento doméstico será o mais barato de todos, visto que a infraestrutura é sua. Você não precisará pagar ninguém para te oferecer um serviço de recarga. Neste caso, você só precisará se preocupar em garantir o fornecimento de energia e a montagem adequada de sistema de recarga (muitas vezes uma tomada será suficiente).

Quando falamos de um carregamento em ambiente público, deve-se considerar que o responsável pelo local precisou contratar uma empresa especializada para fazer a instalação, adquiriu um equipamento de qualidade, tem o custo da energia elétrica, internet e sistema de gestão no caso de carregadores online.

Conforme a potência dos carregadores aumenta, o custo para oferecer o serviço também é maior, tanto na infraestrutura quanto no custo de carregadores mais potentes. Isso sem mencionar que há grande chance de precisar pedir à operadora de energia local para aumentar o fornecimento de energia para o estabelecimento (coisinha bem chata de fazer)

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Considerando todas as etapas para a oferta do serviço de recarga, não faz sentido cobrar apenas pelo custo da energia. Todos os custos de implantação precisam ser levados em consideração para se tornar um serviço sustentável e garantir a continuidade da sua prestação. Manutenções virão e elas também precisam entrar na conta.

Sei que posso estar decepcionando muitos novos usuários com a minha visão de cobrança, mas sou à favor da existência de sistema de recarga estruturado, sólido e sustentável. Sempre que a Tupinambá Energia  é contratada para oferecer um novo ponto de carregamento, também oferecemos consultoria para definirmos a tarifa mais adequada para o responsável pelo local e o usuário.

Lógico que há formas de garantir a oferta de serviços a um preço justo e atrativo. Para tanto, precisamos desenvolver produção de energia mais eficaz e de baixo custo, escala de produção com oferta de produtos no mercado nacional compatível com a demanda cada vez maior e, o mais importante, competitividade. Sem competitividade, as poucas empresas fornecedoras de serviço cada vez mais buscado, sentirão liberdade de cobrar o preço que entenderem melhor para elas.

Vejam que consumidores de energia elétrica de média tensão conseguem contratos de fornecimento de energia muito mais interessantes que consumidores residenciais por um único motivo: eles podem escolher seu fornecedor de energia elétrica. Assim, existe competitividade para oferecer preços melhores.

Então, caro leitor, entenda que o serviço de recarga tarifado deve ser incentivado pelo próprio consumidor para que haja interesse de mais empresas por oferecerem pontos de carregamento e gerar mais competitividade.

Pense e reflita… Até mais!

Fonte: IG CARROS

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Raro Porsche 911 Speedster pode ser vendido por mais de R$ 1,6 milhão

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Este Porsche 911 Speedster 1989 foi fabricado apenas em 1989 e teve apenas 832 unidades feitas só para os EUA
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Este Porsche 911 Speedster 1989 foi fabricado apenas em 1989 e teve apenas 832 unidades feitas só para os EUA

Com preço estimado entre US$ 275 mil e US$ 325 mil, o equivalente a pouco mais de R$ 1,4 milhão e 1,6 milhão em conversão direta, um raríssimo Porsche 911 Speedster de 1989 na cor ‘Grand Prix White’ ou ‘Branca Grand Prix’ será leiloado pela RM Sotheby’s no próximo dia 19 de agosto.

Para todos os ‘Porscheiros’, o Speedster nada mais é que o suprasumo dos 911, um culto entre colecionadores do mundo inteiro cuja produção ocorreu em janeiro de 1989 e destinada apenas ao mercado dos EUA. O conversível foi idealizado e inspirado no como uma homenagem ao icônico 356.

Só para se ter uma ideia da raridade, o esportivo alemão que utilizava a base do 930 Turbo Cabriolet da época e, de acordo com a Porsche, foram fabricadas apenas 832 unidades , cuja principal diferença estética está no para-brisa menor e na capa rígida que encobre a capota de lona de acionamento manual.

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Tal inspiração deu tão certo para a marca que a Porsche aproveitou o sucesso e fez outras variantes para outros modelos mais recentes com o Boxster Speedster pintado na mesma tonalidade e nos mesmos propósitos e características, porém espalhado para outros mercados, incluindo o brasileiro.

No caso específico deste 911, segundo a organização da casa de leilões RM Sotheby’s, ele foi à época encomendado com mais de US$ 6.000 em extras opcionais. Estes incluem um rádio Blaupunkt, banco do motorista elétrico, banco do passageiro com ajuste de altura, diferencial de deslizamento limitado, compartimento de armazenamento traseiro e uma alavanca de câmbio mais curta.

Por dentro, o 911 Speedster conta com o couro Can Can Red que obviamente foi bem conservado ao longo dos anos e parece estar em excelentes condições. Complementando o couro estão os tapetes Can Can Red e a alavanca de câmbio. Enquanto isso, o painel tem acabamento de couro preto.

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A listagem acrescenta que o carro passou por um grande serviço em 2020 que custou US$ 5.891 (R$ 30.397) e incluiu manutenção no motor, caixa de câmbio, freios e sistemas de combustível. Uma nova bateria também foi instalada, assim como quatro pneus novos.

Se você gostou da raridade da Porsche , a RM Sotheby’s leiloará o carro em 19 de agosto de 2022. Então prepara as economias, junte os amigos e familiares para ficar na torcida e dê o seu lance. 

Fonte: IG CARROS

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