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Zé Pedro Taques é uma espécie de "Estado Islâmico" dentro do grupo de governadores, quando se trata de discutir o golpe contra Dilma: ele quer mais que o Brasil exploda a Constituição e o calendário eleitoral. Zé Pedro é como aquele soldado da piada, com passo trocado, que acha que é o único que está marchando certo, no meio da parada militar. Governador de MT – único a defender o golpe – envergonha o Estado se posicionando como golpista de primeira hora

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Zé Pedro Taques, Dilma Roussef e Geraldo Alckmin. Governador de Mato Grosso busca, sofregamente, a notoriedade a partir do golpismo

Zé Pedro Taques, Dilma Roussef e Geraldo Alckmin. Enquanto o governador de São Paulo mantém postura de neutralidade, pelo menos segundo a pesquisa da Folha, o governador de Mato Grosso parece buscar, sofregamente, a notoriedade a partir do golpismo


Primeiro, aqueles vexames quando Zé Pedro Taques estava no Senado Federal e não vacilava em se colocar ao lado do notório ministro Gilmar Mendes, do STF, tramando contra as próprias prerrogativas dos senadores e do Senado Federal.
Agora, como governador, Zé Pedro Taques assume a extrema direita, repetindo o discurso de Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho e outros que tais, propagando o golpe contra o mandato constitucional da presidenta Dilma Roussef.
Para mostrar que este blogueiro não exagera, bastam os fatos para se ter um retrato melancólico do personagem : entre todos os governadores brasileiros, e alguns tucanos mais destacados, como o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, Zé Pedro Taques é o único a assumir o discurso incendiário, postando-se como uma espécie de Estado Islâmico dentro do PSDB.
Sim, Zé Pedro Taques, o governador que pedala acintosamente, apropriando-se do duodécimo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que segue pagando em suaves prestações, e que da mesma forma não vacila em afrontar as leis e não pagar o reajuste inflacionário a seus servidores, se agarra agora a esta história das pedaladas para fazer campanha pelo golpe contra Dilma e, o que é pior, pelo golpe contra a Constituição Cidadão de 1988.
Zé Pedro envergonha todo o povo de Mato Grosso.
Evidentemente que haverá outros mato-grossenses que pensem diferentemente deste blogueiro. Sim, neste Mato Grosso tem golpista pra tudo. (EC)

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Maioria dos governadores é contra o impeachment de Dilma

FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE
MARCELO TOLEDO
DE RIBEIRÃO PRETO
FOLHA DE S. PAULO

Após o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ter deflagrado o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na quarta-feira (2), a maioria dos governadores ouvidos pela Folha manifestou apoio à petista, mas uma parte expressiva ainda tenta se manter distante do processo, sem declarar posição.
Entre os 27 governadores, ao menos 15 são contrários à abertura do processo, nove preferem não se manifestar de modo incisivo e apenas um é favorável ao afastamento da presidente –Pedro Taques (PSDB), do Mato Grosso. Outros dois (de RO e RR) não responderam à reportagem.
Com o objetivo de ampliar sua base de apoio, Dilma deve convidar os governadores para encontros em Brasília a partir desta semana. A petista já havia ensaiado uma aproximação com governadores em setembro, quando procurava apoio para a recriação da CPMF.
É no Nordeste que Dilma conta com mais apoio. Oito dos nove chefes do Executivo da região assinaram uma carta na quinta (3) em repúdio à abertura do processo. O Nordeste foi a maior base de Dilma tanto nas eleições de 2010 quanto em 2014.
“Vamos criar uma mobilização que abranja lideranças políticas e também entidades da sociedade para proteger o que construímos”, afirmou o maranhense Flávio Dino (PC do B), um dos signatários.
Por enquanto, até mesmo governadores tucanos preferem manter distanciamento da crise em Brasília.
Beto Richa (PSDB), do Paraná, disse que, hoje, “ninguém é a favor ou tem o prazer de defender o afastamento” de Dilma. “Até porque somos democráticos e respeitamos os resultados das urnas.”
Reinaldo Azambuja (PSDB), do Mato Grosso do Sul, diz que aguardará encontro com colegas de partido para abordar o assunto publicamente.
Embora cauteloso, o paulista Geraldo Alckmin (PSDB) tem subido o tom com relação ao afastamento da presidente. O tucano tem ressaltado que é preciso seguir o rito legal, mas salienta que “impeachment não é golpe”. O governador tem ponderado que, uma vez deflagrado, o desfecho de um pedido de afastamento é imprevisível.
Em conversa recente, ele rememorou o processo que resultou na queda do ex-presidente Fernando Collor –na época, Alckmin era deputado federal. Contou que, às vésperas do início da tramitação do pedido de impeachment, Collor patrocinou um encontro com centenas de parlamentares, para demonstrar força. “Trinta dias depois ele caiu”.
Aos aliados no Congresso, o governador tem reclamado da postura do senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do partido, rival interno do paulista na corrida pela candidatura ao Planalto em 2018 e defensor do impeachment. Alckmin manifesta irritação com o fato de que Aécio não consulta correligionários antes de se posicionar.
PONTE
Um ponto comum entre apoiadores de Dilma e os que preferem se abster foi a crítica ao ambiente político no país e seus efeitos sobre a recuperação da economia.
“A política deixou de ser um elemento que resolve problemas para ser um elemento que cria problemas na sociedade”, disse Simão Jatene (PSDB-PA), acrescentando que o processo de impeachment em si “não deve assustar ninguém.”
O único governador desde já contra Dilma foi Pedro Taques, de Mato Grosso. “O Brasil está parado”, justificou.

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Lira critica CPI da Pandemia por pedido para indiciamento de deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou nesta quarta-feira (27) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia aprovado pelo Senado.

Lira afirmou que vai analisar “minunciosamente” o teor do relatório final para garantir a liberdade de expressão e imunidade parlamentar e a dignidade do exercício do mandato. O documento pede o indiciamento de 78 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro e os filhos com cargo público, e duas empresas. Dentre os indiciados, seis são deputados federais: Ricardo Barros (PP-PR), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Osmar Terra (MDB-RS), Carlos Jordy (PSL-RJ).

“Para mim, é motivo de grande indignação como presidente da Câmara dos Deputados e como cidadão brasileiro tomar conhecimento das conclusões encaminhadas pelo relator da CPI da Covid do Senado Federal. É inaceitável, repito, inaceitável a proposta de indiciamento de deputados desta Casa no relatório daquela comissão parlamentar de inquérito”, disse.Lira não mencionou nomes, mas disse que “não se pode aplicar dois pesos e duas medidas sobre parlamentares do Congresso Nacional”. Ontem (26), o nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) chegou a ser incluído na lista de indiciados do relatório final da comissão a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). No entanto, o próprio parlamentar solicitou ao relator Renan Calheiros a retirada do nome de Heinze.

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A decisão de excluir o nome ocorreu após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmar, por meio de nota, que os senadores reavaliassem a proposta de indiciamento, o que considerou um “excesso”.

Oposição

Parlamentares de oposição defenderam o relatório e a recomendação de indiciamento pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), parlamentares não podem se utilizar de suas prerrogativas de forma a acobertar apologia de crimes contra a vida.

“O que o governo Bolsonaro fez e parlamentares da sua base, inclusive deputados federais, foi apologia de crime e isso merece investigação, isso justifica o indiciamento de parlamentares. É importante separar o joio do trigo”, argumentou.

Relatório

Um dos principais pontos do documento de 1.299 páginas sugere o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes que vão desde delitos comuns, previstos no Código Penal; a crimes de responsabilidade, conforme a Lei de Impeachment. Há também citação de crimes contra a humanidade, de acordo com o Estatuto de Roma, do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.

Leia Também:  CID BENJAMIN, FUNDADOR DO PT, HOJE NO PSOL: "O PT deixou de ser um partido de transformação social, o que não quer dizer que seus integrantes, pelo menos a maioria, não têm mais essa perspectiva. Mas a direção do PT… o rumo que tomou não é transformador. E nem falo de transição para o socialismo, mas da dificuldade que o PT tem para tomar medidas republicanas mais radicais

Além do presidente da República, mais 77 pessoas, entre elas três filhos do presidente, ministros, ex-ministros, deputados federais, médicos e empresários estão na lista. Há ainda duas empresas: a Precisa Medicamentos e a VTCLog. Com isso, são 80 pedidos de indiciamento no relatório, no total.

O documento foi entregue nesta quarta por membros da CPI ao procurador-geral da República, Augusto Aras. No encontro, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), fez um breve relato dos trabalhos da comissão, lembrou o número de mortos em decorrência da pandemia de covid-19 e destacou a resistência do governo federal na compra de vacinas como um dos aspectos mais graves apurados pelo colegiado.

Edição: Aline Leal

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