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VIOLENCIA CONTRA A MULHER – Agressão cometida por Júlio Pinheiro não pode ser abafada, argumenta o jornalista Gibran Lachowski

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Gibran é jornalista e professor universitário em Mato Grosso


Júlio Pinheiro e Ralf Leite
Por Gibran Lachowski
O caso envolvendo o presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Júlio Pinheiro, acusado de agredir a esposa dias atrás, retoma uma discussão ainda em aberto no parlamento da capital, ao menos aos meus olhos.
A mesma Casa cassou (em 2009) por quebra de decoro Ralf Leite (PRTB), pego com um travesti menor de idade numa área de prostituição em Várzea Grande. Escrevi na época que a “expulsão” do parlamentar se devia, principalmente, a um preconceito contra homossexuais e não em razão da busca pela justiça e pelo bom comportamento de uma pessoa pública http://paginadoenock.com.br/gibran-lachowski-parcela-consideravel-das-pessoas-agiu-de-forma-preconceituosa-em-relacao-a-ralf-leite-prtb-acusado-de-abuso-de-um-travesti-menor-de-idade/ .
O que se vê, agora, é que a acusação que recai sobre Pinheiro tem, sim, relação com o fato ligado a Leite, contudo a postura de vários vereadores tem sido a de defender seu presidente, alegando que o fato de estar alcoolizado na madrugada do ocorrido (sexta, 06) se deve a fatores de saúde e culturais e que o assunto é de foro íntimo, “de marido e mulher”. Entre eles estão Clovio Hugeney (PTB) e Edivá Alves (PSD).
A esposa do parlamentar, Gisely Caroline Lacerda Pinheiro, negou publicamente que tenha havido agressão e não prestou queixa à polícia. Contudo, o boletim de ocorrência aponta que o político, após receber recusa para entrar em casa, reagiu com xingamentos, jogou pedras na residência e ameaçou a mulher com um garfo usado para fazer churrasco.
Por isso é válida a postura de vereadores que queiram, ao menos, discutir publicamente o assunto e cobrar as devidas providências institucionais, o que está sendo feito por Lúdio Cabral (PT), por exemplo.
Mais válida ainda é a postura da União Brasileira de Mulheres de Mato Grosso (UBM\MT), que emitiu nota pública reivindicando a cassação de Pinheiro.
É importante que os vários lados da questão se manifestem para que o debate não seja abafado e os diversos setores da mídia, dos mais conservadores e negativamente comprometidos aos mais progressistas e compromissados com os direitos humanos, tenham estímulo e recebam a devida pressão para informar à sociedade.
Por Gibran Lachowski, jornalista e professor do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat)\campus Alto Araguaia. E-mail: [email protected]

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Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada”

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Luis Ferreira, Carlos Alberto e Maria Helena, da cúpula do TJ MT

A reportagem que o jornal O Estado de S.Paulo publica hoje, 20 de janeiro de 2021, sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, é o famoso tapa na cara dos cidadãos, eleitores e contribuintes deste Estado.

A revelação do jornalão paulista é que temos um time de 30 desembargadores (em breve serão eleitos mais 9) que vivem à tripa forra, curtindo ganhos astronômicos, às custas dos cofres públicos, sustentados por uma população que, em sua maioria é pobre, semialfabetizada, submetida a uma pobreza constrangedora.

A denúncia vem de São Paulo porque aqui os chamados órgãos de controle parece que fazem ouvidos de mercador para as possíveis patifarias praticadas pelos magistrados, em seu ambiente de trabalho.

Reproduzi a reportagem do Estadão em meu Facebook, e o jornalista Enzo Corazolla veio lá de Alto Paraíso com seu comentário ácido: “O pior é a venda de sentenças, prática habitual. Se gritar pega ladrão…”

Benza Deus. Além dos ganhos nababescos, pelas tabelas oficiais, ainda teríamos um inacreditável ganho por fora que, apesar de muito aventado, não se consegue, com o rolar dos anos, se reprimir.

Espanto. Perplexidade. Raiva. Parece que o patrimonialismo do Estado brasileiro é inescapável, está sempre desabando sobre e nós, e nos cobrando sangue, suor e lágrimas.

Para reforçar os temores do veterano jornalista Corazolla, representantes da Ong Transparência Brasil, ouvidos pelos repórteres do Estadão, cogitam que uma “corrupção institucionalizada” grassaria entre os espertalhões e espertalhonas togadas que atuariam no nosso Tribunal de Justiça.

Como botar em pratos limpos tudo isso, se a Justiça é sempre tão temina, sempre tão inalcançavel?! Os controles de controle, vejam só, não controlam porra nenhuma e, aqui mesmo em Mato Grosso, e nos mesmos espaços de midia nacional, as doutas autoridades do Ministério Público de Mato Grosso já foram deduradas e denunciadas por também engordarem seus ganhos e suas propriedades, com toda sorte de privilégios. Em plena pandemia, que segue matando com destaque os pobres e os filhos dos pobres, promotores e procuradores se divertem com verbas extras para usufluirem da I-phones e seguros de saúde às custas do erário, sempre dilapidado de forma cruel.

Reproduzo, aqui, a matéria do Estadão. E divulgo uma lista com os pretensos ganhos dos desembargadores, em dezembros, que circula pelas redes sociais. E aguardemos novos desdobramentos.

 
LEIA A REPORTAGEM DO JORNAL O ESTADO DE S PAULO: Desembargadores de MT têm extra de até R$ 274 mil – Política – Estadão (estadao.com.br)
 
 

Leia Também:  ADVOGADO RENATO GOMES NERY: Não vemos com bons olhos esta aproximação promíscua da OAB de Mato Grosso com o Prefeito e o Governador do Estado.

Lista Com Pretenso Faturamento de Desembargadores Do TJ MT Em Dezembro de 2020 by Enock Cavalcanti on Scribd

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