(65) 99638-6107

CUIABÁ

As lutas do povo trabalhador

TARIFA DE ÔNIBUS: Mauro enfrenta panelaço nesta 4ª

Publicados

As lutas do povo trabalhador

Protestos contra nova tarifa
REAJUSTE – Entidades sindicais prometem realização de ‘panelaço’ em frente ao Palácio Alencastro dia 9
Valor pago pelos usuários passou de 2,70 para 2,95
Em nota de repúdio, grupo diz que aumento é ‘duro golpe na democracia, pois foi decidido na calada da noite, sem divulgação e consulta à população, lembrando os piores momentos da ditadura militar’
GLÁUCIO NOGUEIRA
A GAZETA
Cerca de 40 entidades sindicais, movimentos estudantis e sociais assinaram uma nota de repúdio contra o aumento da tarifa do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. O grupo, que questiona o aumento da passagem, que entrou em vigor em 28 de dezembro, organiza manifestações nas redes sociais e um “panelaço”, em frente ao Palácio Alencastro, sede da prefeitura da Capital, programado para esta quarta, dia 9. Os protestos exigem a revogação da Lei que definiu o aumento.
No documento, divulgado nesta sexta-feira (4), criticam a decisão do ex-prefeito, Chico Galindo (PTB), de não anunciar com antecedência o reajuste.
“Esse aumento trata-se de um duro golpe na democracia, pois foi decidido na calada da noite, sem divulgação e consulta à população, lembrando os piores momentos da ditadura militar”, afirma trecho da nota.
A articulação da campanha pelo cancelamento do reajuste foi definida em reunião, realizada no Diretório Central Estudantil (DCE), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), nesta quinta-feira (3). “O aumento na tarifa significa a exclusão de milhares de trabalhadores do direito de se locomover com o transporte público”, narra outro trecho do texto.
Acadêmico da UFMT e membro do DCE, o estudante Fábio Ramirez prevê a realização de diversas ações em Cuiabá repudiando o aumento da tarifa. “Pretendemos que o prefeito Mauro Mendes (PSB) nos receba para entregarmos documentos pedindo a revogação da tarifa, além de definir critérios técnicos e transparentes para que se chegue a um preço justo”.
Nas redes sociais, o grupo já articula um abaixo-assinado eletrônico que, em pouco tempo, já contava com mais de 400 “assinaturas”.
Entre os apoiadores dos protestos, a grande maioria defende os princípios de transparência e justiça, caso de Rômulo Fernandes dos Santos. “Se é para pagar algo, que seja então um preço justo pelo transporte coletivo que temos atualmente”.
A sensação de justiça, segundo eles, seria haver uma melhora perceptível na qualidade do transporte, antes de se promover um reajuste. “Falta de respeito aumentar as passagens. Acho que deveria primeiro melhorar a qualidade do serviço para um posterior aumento de tarifas”, destacou Nilton David Madeiros.
O Ministério Público do Estado (MPE) já instaurou um inquérito civil público para investigar os dados usados na composição do custo do transporte coletivo, apresentados em reunião do Conselho Municipal de Transporte (CMT) em 7 de dezembro, que autorizou reajuste de 12%. Promotor responsável pelo caso, Ezequiel Borges de Campos aguarda informações da SecretariaMunicipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) para dar continuidade ao caso.
OUTRO LADO
Mauro Mendes afirma que o reajuste obedece à legislação e que o aumento é votado em um conselho que conta com a participação da população. O prefeito garantiu que irá fiscalizar e cobrar um serviço de qualidade.
————–

 
CONFIRA AGORA INTEIRO TEOR DA NOTA DE REPÚDIO DAS ENTIDADES
NOTA DE REPÚDIO
Nós, entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais, reunidos no dia 03 de janeiro de 2013 na sede do DCE-UFMT, repudiamos o aumento da tarifa de ônibus em Cuiabá, que entrou em vigor no dia 28 de dezembro de 2012.
Esse aumento trata-se de um duro golpe na democracia, pois foi decidido na calada da noite, sem divulgação e consulta à população, lembrando os piores momentos da ditadura militar.
O aumento na tarifa significa a exclusão de milhares de trabalhadores do direito de se locomover com o transporte público. Uma atitude política que só favorece os empresários do transporte.
Sabemos que o prefeito eleito, Mauro Mendes, pode reverter essa situação se assim quiser, por isso exigimos já a REVOGAÇÃO DO AUMENTO DA TARIFA e um transporte público de qualidade.
Assinam:
Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFMT)
DCE-UNIC,
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
Associação dos Docentes da UFMT (ADUFMAT-SSIND)
Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (SINDIMED-MT)
Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (SINDIJUFE-MT)
Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (SINETRAN-MT)
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN),
Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT)
PT-Cuiabá
PSOL-Cuiabá
Intersindical
Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBio)
Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia (CONEP)
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF)
Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO)
Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais (ANECS)
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos)
CA de Biologia-UNIC
CA Eng. Florestal-UFMT
CA de Psicologia-UFMT
CA de Química-UFMT
CA de Serviço Social-UFMT
CA de Ciências Sociais-UFMT
CA de Educação Física-UFMT
CA de Eng. Elétrica-UFMT
Diretório Acadêmico de Enfermagem-UFMT
CA de Letras-UFMT
Alternativa Sindical Socialista (ASS)
Movimento Rumo Ao Socialismo (MRS)
Juventude Marxista (JM)
Resistência Popular-MT
Contraponto
Articulação de Esquerda (AE)
Coletivo Autonomia e Luta
Une Pela Base
Coletivo Rompendo Amarras
Coletivo A Voz Da Base (Oposição Correios)
Diretor de Movimentos Sociais da UNE (Sandoval V. Silva)
Redes Sociais
Dia do Basta

Representantes de sindicatos, centros acadêmicos, movimentos de esquerda e partidos políticos se reuniram na sede do DCE da UFMT para preparar o panelaço contra o reajuste da tarifa de ônibus


 

Faixas de protesto, para a primeira manifestação popular de 2013, já estão sendo preparadas

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  CAIUBI KUHN: A história geológica de Chapada dos Guimarães é algo fantástico. As rochas que existem neste município ajudam a contar como era o ambiente e os seres que viveram em muitos momentos diferentes da história do planeta Terra

Propaganda
1 comentário

1 comentário

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Alguma coisa está fora da ordem

RICARDO BERTOLINI: Inflação alta, salário mínimo desvalorizado e tributação injusta

Publicados

em

Por

Bertolini

Inflação alta, salário mínimo desvalorizado e tributação injusta

Ricardo Bertolini

A política de valorização do Salário Mínimo, que vigorou de 2011 a 2019, tinha a missão de repassar uma parcela da riqueza nacional aos trabalhadores de baixa renda, e que consequentemente, recebem Salário Mínimo. Nesse período, o governo assumiu o compromisso de reajustar o Salário Mínimo de acordo com o índice inflacionário oficial, acrescido do percentual de variação positiva do Produto Interno Bruto – PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país;

Essa promessa de valorização do Salário Mínimo foi abandonada pelo governo, no entanto esperava-se a manutenção do compromisso de reajustar o Salário Mínimo de acordo com a variação do índice inflacionário oficial;

Dados divulgados pelo IBGE, nos dão conta que a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no período de 2020, fechou com alta de 4,52%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para reajustar o Salário Mínimo registrou alta de 5,45%;

No entanto, o governo reajustou o Salário Mínimo para R$ 1.100,00, aplicando índice de 5,26%. Em outras palavras, o reajuste do Salário Mínimo não cobre nem a inflação oficial;

Segundo dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, com um Salário Mínimo é possível comprar cerca de 1,58 cestas básicas, que custam, em média, R$ 696,70, composta por 13 itens alimentícios, base para cálculo do Salário Mínimo, necessário para sobrevivência de um trabalhador e de sua família. O valor é considerado o pior Salário Mínimo dos últimos 15 anos, justamente pelo menor poder de compra de alimentos, que variaram 14,09% contra os 5,26% de reajuste concedido para o mesmo período;

Leia Também:  GRETA GARBO, QUEM DIRIA...A filiação de Marina Silva ao PSB é apenas parte de um triste enredo. Recentemente também tinham se filiado ao PSB a família Bornhausen e Heráclito Fortes , todos da extrema-direta do DEM. A Marina que dizia fazer “política diferente” contra os conchavos e acordos espúrios, Marina Kaiowá de Calcutá SA, por pressão dos seus ricos apoiadores, segundo o Estadão, Itaú e Natura, acaba nos braços de todo um conjunto de direitistas raivosos

Segundo o DIEESE, o valor do Salário Mínimo deveria ser de R$ 5.304,90, para uma família de 4 pessoas, dois adultos e duas crianças. No entanto, nem o governo nem a iniciativa privada se dizem capazes de garantir ou mesmo suportar valores nesses patamares;

Não é demais enfatizar que, para as famílias de baixa renda, os efeitos da inflação são sentidos com mais intensidade. Vejamos os exemplos das altas do óleo de soja e o arroz, que para o mesmo período, tiveram aumentos de 103% e 76% respectivamente;

Não bastasse as perdas inflacionárias e a redução do Salário Mínimo, a tributação injusta também afeta os mais pobres. Veja a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, por exemplo: a não correção da tabela de tributação da renda gerou uma cobrança de imposto de renda acima da inflação de 103% dos trabalhadores. Segundo estudos do SINDIFISCO NACIONAL, no período compreendido entre 1996 e 2020, o IPCA acumulou alta de 346,69% e a tabela de Imposto de Renda foi reajustada em 109,63%. Em 24 anos, somente nos anos de 2002, 2005, 2006, 2007 e 2009 a correção da tabela ficou acima da inflação, sendo que a última atualização aconteceu em 2015. Com essa política de não atualização da tabela, salários a partir de R$ 1.903,98 já pagam imposto de renda;

Leia Também:  Tribunal de Contas emite parecer favorável às contas de Silval Barbosa no ano de 2013. William de Almeida, procurador-geral do Ministério Público de Contas, pede que Assembleia Legislativa cobre do governador melhorias nas políticas públicas, "em especial, nas áreas de saúde, educação e logística". TCE forma comissão especial para fiscalizar concessão de incentivos fiscais a empresários e sugere suspensão da emissão de cartas de crédito

Se a tabela do imposto de renda fosse reajustada conforme a inflação oficial, ganhos até R$ 4.022,89 não pagariam o imposto. Segundo dados da Receita Federal do Brasil – RFB, o número de declarantes isentos seriam mais de 21,5 milhões de pessoas, dobrando o número atual;

E ainda tem a questão da tributação centrada no consumo, o que faz com que as famílias de menor renda, paguem mais impostos proporcionalmente, do que as famílias das classes mais altas e maior potencial econômico;

Cancelamentos de matrículas, migração para ensino público, perdas de planos de saúde, trabalhos informais e aumento de número de desempregados, contribuirá para formação de uma enorme demanda social, pois os brasileiros estão mais pobres, sem empregos dignos e alimentação superonerosa;

Analisando esse cenário, chegamos à conclusão que estamos caminhando para obter o resultado da seguinte equação:

Inflação alta

+

Salário Mínimo desvalorizado

+

Tributação injusta

=

Aumento da Desigualdade Social.

Ricardo Bertolini, Fiscal de Tributos Estaduais, diretor da FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital e do SINDIFISCO-MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA