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O melhor detergente é a luz do sol

Stringueta vira alvo do promotor Marcos Regenold e colegas do MP que acusam delegado de calúnia, injúria e difamação. E de fazer pré-campanha eleitoral usando MP como escada. LEIA AÇÃO DO MP

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O melhor detergente é a luz do sol

Mais uma etapa da disputa entre o cidadão e delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Flávio Stringueta e as doutas autoridades do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Uma disputa cujos resultados, vamos combinar, interessa ao conjunto da cidadania em nosso Estado para que se tenha maior transparência quanto à atuação das autoridades públicas.

Stringueta entrou no vácuo da disputa entre o MP-MT e o empresário João Dorileo Leal, alvo de denúncia de corrupção por parte do promotor Arnaldo Justino, por possível envolvimento em negociata em parceria com Pedro Nadaf e outras autoridades do finado governo de Silval Barbosa em Mato Grossoo.

Denunciado por corrupção pelo MP, a resposta de Dorileo foi abrir as páginas do seu jornal para a ressurreição de supostas irregularidades no Parquet, com revelação de supostas revelações da CPI do MP na Assembleia Legislativa em docmentos com mais de 300 páginas que teriam chegado, de forma clandestin, à redação do jornal A Gazeta.

Em meio às manchetes da Gazeta contra o MP, apareceu o primeiro artigo de Flávio Stringueta, reproduzido depois por outras mídias, inclusive por esta PAGINA DO E, sob o título de “O que importa nesta vida?” Outros artigos viriam logo em seguida. Agora uma forte resposta do MP é assinada pelo promotor Marcos Regenold que, em sua peça, acusa Stringueta de caluniar, difamar e injuriar José Antônio Borges Pereira, Patrícia Eleutério Campos, João Ribeiro da Mota, Luis Alexandre Lima Lentisco, Cassia Vicente de Miranda Hondo, Adalberto Ferreira de Souza Junior, Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, Elton Oliveira Amaral, Marcelo Mantovanni Beato, Samuel Telles Costa, Roberto Aparecido Turin, Herbert Dias Ferreira, Luiz Fernando Rossi Pipino, Milton Pereira Merquíades, Daniela Crema da Rocha de Souza, Fernanda Pawelec Vasconcelos, Felipe Augusto Ribeiro de Oliveira, Sérgio Silva da Costa, Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes Oliveira e Luiz Eduardo Martins Jacob Filho, todos membros do Ministério Público. O inteiro teor da denúncia este blogueiro divulga no destaque

As críticas de Stringueta

Em seu artigo, Stringueta citou a compra de R$ 2 milhões em aparelhos celulares para membros do MPE. “Virou notícia, e vergonha, nacional. O que se esperaria dos promotores, ou seus líderes, ou do inconsequente idealizador desse absurdo? Que não tivessem feito. E, como já tinham feito, que pedissem desculpas à sociedade pelo erro e sumissem de cena.   Mas não. Continuaram. Irão receber os tais aparelhos, como se não tivessem condições de ter algo assim para trabalhar e se comunicar. Uma juíza assim autorizou”, escreveu.

O delegado criticou ainda o auxílio moradia e o direito de férias de dois meses por ano que favorecem os membros do MP. “Alguém sabe explicar? Eles trabalham mais do que os trabalhadores de outros poderes e da iniciativa privada? Merecem mais por que? E, sabem, podem vender as férias e receberem em dinheiro, até porque, sabemos, não precisam de 2 meses de férias. Assessores que o digam”.

Denuncia da rachadinha doeu no MP

De acordo com a ação formulada pelo promotor Marcos Regenold, o que mais doeu na série de artigos de Stringueta “O que importa nessa vida?”, foram as diversas imputações de crime a alguns membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Escreve Regenold: “Expressamente o denunciado reafirmou, com todas as letras, que os promotores de justiça, membros do Ministério Público Mato-grossense ‘rateavam’ as sobras dos valores repassados a instituição a título de duodécimo (fato determinado), o que retrata esquema de apropriação de dinheiro público, que configuraria o crime de peculato previsto no art. 312 do Código Penal por parte dos ofendidos”.

Ainda nos seus artigos, Stringueta teria difamado membros do MPE assegurando que recebem valor a título de “auxílio moradia”, sugerindo, segundo Regenold, ilegalidade ao expressar que membros do Ministério Público e do Judiciário “encobrem um ao outro” e que tais valores seriam pagos em duplicidade para casos de marido e esposa.

A Gazeta se calou mas o delegado…

Os ataques e as manchetes criticas do jornal do empresário Dorileo Leal contra o MP-MT se esvaziaram e já não se fala tanto em uma possível retomada da CPI do Ministério Público na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A disputa do delegado Stringueta contra promotores e procuradores do MP, todavia, promete novos e palpitante desdobramentos.

RELEIA O QUE STRINGUETA ESCREVEU SOBRE O MP MT:

DELEGADO FLÁVIO STRINGUETA: Não existe instituição mais imoral que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso – PÁGINA DO ENOCK (paginadoenock.com.br)

FLÁVIO STRINGUETA: Por que, nobres cidadãos de bem e fiscais dos fiscais, os ‘doutores da lei‘ do Ministério Público de Mato Grosso precisam de ‘vale-auxílio covid‘? E por que deve ser o dobro dos seus subalternos? – PÁGINA DO ENOCK (paginadoenock.com.br)

Leia Também:  Caso a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos seja aprovada no Congresso Nacional, a Ordem dos Advogados do Brasil vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a medida.

DELEGADO FLÁVIO STRINGUETA: Ora, ora, ora. O sr. Procurador Geral do MPE não consegue perceber a diferença gritante entre iniciativa privada e o MPE? Senhor Procurador, o dinheiro do MPE é público, você não pode fazer o quer dele – PÁGINA DO ENOCK (paginadoenock.com.br)

 

Promotor Marcos Regenold Processa Delegado Flávio Stringeta Em Nome Do Ministério Público de MT Por Calúnia… by Enock Cavalcanti on Scribd

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SAÍTO: Como ser feliz na comédia contemporânea? Ser ou não ser não é mais a questão

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Modernidade implacável

POR GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO

 

Existe uma máxima que anda por aí bastante difundida, circunspecta que só – não julgueis ou da forma que julgais, será julgado. É muito interessante adaptá-la à razão. Por exemplo, como a pessoa se reconhece? Poderíamos afirmar que seria conhecendo a si próprio, ou mesmo através de um complexo processo de autoavaliação constante ou reflexão profunda sobre o “eu” individual. Poderíamos, mas não sem errar.

Sabemos, a partir do pensamento moderno, em especial o de Lacan, que o ser se reconhece no outro; sim, na alteridade, na comparação dialética entre aquilo que sou – de comportamento, atitude, forma de posicionar frente às vicissitudes da vida – e o que tudo isso representa no outro ou de como esse outro se manifesta. Vejamos, então: o reconhecer-se no outro não é um processo de julgamento? Pois bem. Nos acertos e erros do outro é que descobrimos a nós em acertos e erros, também. Assim, a partir daquilo que julgamos acertado ou errado no outro é que definimos e caminhamos solitariamente para a própria subjetivação.

Neste exato momento, lendo estas palavras iniciais, já estamos concordes ou discordes; julgando, portanto. Talvez o pregador queira se referir a um julgamento mais puro, sem os pecadilhos da maledicência, inveja e outros sentimentos tão ou bem menos nobres. Seria desta forma: não julgueis por preconceito, sem razoabilidade, senão… O julgamento dos amigos, do vizinho, dos colegas de trabalho, da família, enfim, todos e dos mais variados tipos, estão no dia a dia de cada qual e para cada qual.

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Nas redes sociais, os julgamentos são mais abertos, transparentes, à exceção é o anonimato, deste o sufixo já diz tudo. Consideremos o Facebook – das curtidas ou não, já que a ferramenta está a um “clic” do interessado, se pode sentir a reprovação ou aprovação de seu texto ou comentário; ou ainda, a teimosia ou mesmo a indiferença a ele, que não é surda, mas eloquente. Julgou-se eletronicamente e em tempo real, e o autor pode avaliar os “amigos”.

O anonimato se relaciona mais com os sites de notícias, nos comentários. Tirando o conteúdo que de cara se percebe a veia da vingança ou de falta de cultura e conhecimento, têm-se verdadeiras lições a tirar. Os teóricos sociais deveriam debruçar mais sobre isso. Há uma coerente participação popular neles. Antes, os comícios e reduzida plateia; agora, uma corresponsabilidade no produzido e no resultado. A máscara cai ou lhe é devida dependendo da argumentação dos comentaristas, anônimos ou não. Contra eles se tentou até regulamentação. Suas potestades permaneceram incólumes.

O recato, a paz dos inocentes, não prevalece mais, foi-se embora, impotente. Está-se a criar novas tolerâncias. Se seu nome aparece no Google, e de forma injusta, a justiça dos novos julgamentos te servirá como redenção. Para analisar todo esse material histórico, somente os historiadores não bastam, tornamo-los. Nisso somos bacharéis e sem qualquer certificado universitário ou ético, muito menos dos necessários referenciais teóricos e da disciplina acadêmica. O grito de Fidel – “condenem-me, não importa, a história me absolverá” – ecoa livremente na consciência, mais ou menos crítica, de seus amigos ou detratores, tudo a depender dos julgamentos modernos, de tempo real, e da “generosidade” postada nos bancos de dados eletrônicos. A profundidade dos acontecimentos não importa mais, todos queremos participar. A capacidade é detalhe dos desavisados.

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E diante disso, como ser feliz na comédia contemporânea? Ser ou não ser, que desculpemos a Shakespeare, não é mais a questão. É outra a inquietação: de sobrevivência, de dramaturgia. De minha parte, creio no julgamento divino e na   misericórdia de Seu Filho primogênito. Àquele que não o procurou durante a vida, posto seus honorários não se pagar com qualquer vintém, o que terá? O julgamento dos iguais e anônimos, de sentença arquivada no Google. Ou não?

É por aí…

GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO, o SAÍTO, tem formação em Filosofia e Direito, autor do Bedelho.Filosófico no Facebook e Instagram

 

(e-mail: [email protected]).

 

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