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Sebastião Carlos lamenta omissão em relação aos 300 anos de Cuiabá

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300 anos: a omissão
Sebastião Carlos

As datas comemorativas representam momento significativo, seja para a vida de uma pessoa ou para a de um povo. Sobre isso parece não pairar dúvida. E quando ela é contada em séculos, o relevo é sem dúvida maior.
Cuiabá, que é mais antiga que Mato Grosso, em dois anos completará seu tricentenário. Pelo que representa, não apenas sob o aspecto afetivo para a maioria dos que aqui vivem, mas do ponto de vista histórico e, neste sentido para todo o Brasil, esse aniversário tem um valor de grande alcance.
A cidade tem sido reconhecida e celebrada por seus poetas, cronistas e historiadores como a de ser uma terra generosa, aberta, hospitaleira e acolhedora. O seu calor fraterno supera ao do clima e são raros os que, vindo das mais distantes paragens e inclusive do exterior, não se sintam aqui fraternalmente acolhidos como filhos adotivos. Para a história brasileira, Cuiabá foi a vanguarda da civilização lusitana nos trópicos, a ponta de lança na defesa da soberania nacional, a sentinela avançada da integridade territorial brasileira, a guardiã dos feitos heroicos na conquista do extremo Oeste.
Por todas essas razões, e por outras mais, a proximidade do tricentenário deveria estar já, e não de agora, nos programas dos governos estadual e municipal. Nos programas de governos? Não cabe espanto, senhores. Programas dos governos, sim. A celebração de uma data tão significativa não pode se resumir a um mero evento circunstancial, mas deve necessariamente aportar uma pluralidade de realizações no campo administrativo, cultural, econômico e social.
No entanto, com tristeza constatamos que não há nenhuma iniciativa desses governos na preparação da efeméride. Nenhum deles fez algo visível ou mesmo anunciou qualquer iniciativa. Comemorações dessa envergadura, em qualquer outro recanto, são preparadas com anos de antecedência, mas aqui, faltando tão somente dois anos, reina silencio.
Embora tal comemoração não deva ser restringir apenas ao aspecto cultural e turístico, e sobre isso voltarei, é, no entanto, para esse lado que na grande maioria das vezes estão voltadas as atenções. O governo do Estado já teve tempo mais que suficiente para ter iniciado preparativos nessa direção. Por óbvio, que a comemoração não é só da capital, mas do Estado. O prefeito que saiu nem de longe se mostrou preocupado com isso.
O novo alcaide pode adotar providencias, necessariamente urgentes, para que a data não seja um mero evento feito de atropelo, recheado de fogos de artifícios e de bandas funks e de sertanejos-universitários. Acontecimento trêfego, oco, que será esquecido já no dia seguinte. Além de sempre altamente oneroso para os munícipes. Cuiabá merece muito mais que isso. Pelo menos espero que assim compreendam.
Não conheço o recém-nomeado secretário de Cultura, nem de perto nem de ter ouvido dele falar, nunca li nada de sua autoria ou sobre qualquer atividade por ele desenvolvida no campo literário ou não, sequer sei em que área cultural atua ou atuou, no entanto vou dar-lhe o crédito da dúvida. Penso que ele pode mostrar a que veio se, entre outras iniciativas, tomar a pulso a comemoração do tricentenário. O prefeito, não só por ser filho da terra, muito embora isso não seja titulo bastante, pode dar-lhe o respaldo necessário. Repito, uma ação que deve ser conjunta de toda a administração, mas podendo ser capitaneada pela área cultural. Até porque, trata-se de uma efeméride que deva ser celebrada com o intuito de deixar raízes.
____________
Sebastião Carlos Gomes de Carvalho é advogado e professor. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Publicou, entre outros, a antologia “Cuiabá – Corpo e Alma”.


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Corregedor recebe título de cidadão de Várzea Grande

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O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira recebeu das mãos do presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Fábio José Tardin (Fábinho), o título de Cidadão várzea-grandense. Homenagem em decorrência dos inúmeros serviços prestados ao Município. Entre eles estão desde a época de juiz do Juizado Volante Ambiental (Juvam) ações pela preservação na região e nascentes de rios, até a atual gestão como corregedor, oportunidade em que intensificou iniciativas pelo atendimento de munícipes da comarca.
 
Dentre as principais ações atualmente estão a melhora e ampliação nos serviços dos cartorários, como a emissão de Registro Geral (RG). O 2º Ofício de Várzea Grande foi um dos cartórios que passou a emitir RGs. Ao todo a somatória destes serviços nas Comarcas de Várzea Grande, Tangará da Serra, Rondonópolis, Pontes e Lacerda, Barra do Garças, Brasnorte, Jaciara, Nova Xavantina e Distrito de Boa Esperança (Sorriso) já ultrapassa os 1.700 novos documentos. Isto significa facilidade e economicidade aos usuários destas localidades.
 
A Comarca de Várzea Grande também teve outra facilitação. Ao todo 511 crianças nascidas em Várzea Grande saíram com seus registros de dentro da Maternidade, entre 15 de setembro de 2021 até agora. Os cartórios de registro civil são interligados à Maternidade São Lucas.
 
“Homenageamos o senhor que tem grandes serviços prestados para Várzea Grande. Esta é nossa maior honraria. E em nome de todos várzea-grandenses. O juiz Eduardo Calmon também já recebeu esta homenagem e gostaríamos muito de fazer este reconhecimento também ao senhor. O prefeito Kalil Baracat também gostaria de estar presente, mas não conseguiu”, pontuou.
 
“Sinto-me muito honrado essa concessão, pra nós representa muito. Receber um reconhecimento deste Município que nos é tão caro e importante para nosso Estado”, ressaltou o corregedor.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Foto horizontal colorida. O corregedor segura o título já emoldurado ao lado do presidente da Câmara de VG. Ao fundo as bandeiras do Estado, Brasil e Poder Judiciário
 
Ranniery Queiroz  
Assessor de imprensa CGJ
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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