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CUIABÁ

O melhor detergente é a luz do sol

SAÍTO se debruça sobre a vida e a tragédia do reverenciado cineasta brasileiro que acabou assassinado pela mão do próprio filho. "Perdemos para além do cineasta Eduardo Coutinho, pois a sua crítica sempre foi preciosa no desenvolvimento do teatro e cinema nacional", escreve o magistrado cuiabano

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O melhor detergente é a luz do sol

Saíto, que é juiz de Direito em Cuiabá, Mato Grosso e Eduardo Coutinho, cineasta que teve fim trágico, vítima de assassinato praticado pelo próprio filho, que padece de doença mental

Saíto, que é juiz de Direito em Cuiabá, Mato Grosso e Eduardo Coutinho, cineasta que teve fim trágico, vítima de assassinato praticado pelo próprio filho, que padece de doença mental

Ode aos que não morrem

POR GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO

O normal seria afirmar que a arte imita a vida. São dos encontros e desencontros, encantos e desilusões, da vida, que o artista retira inspiração para sua obra. E quando a vida se mostra rebelde, teimosa, e imita a arte, como fica?

Em recente e dramático episódio, a arte perdeu seu artista e Eduardo Coutinho perdeu sua vida. A tragédia, quase sempre presente em suas obras, desta vez avançou raivosamente, ultrapassou a ficção e fez-se realidade. Perdemos um grande diretor, um esplêndido cineasta. Quem assistiu à “Cabra marcado para morrer” pode sentir a dimensão artística de sua epopeia. A figura central de Dona Elizabeth Teixeira, mulher de fibra e religiosa, que se viu sem o marido e dois de seus filhos, mortos na resistência pela terra, reforça a crença na santificação daqueles que se doaram na luta contra a opressão. A mensagem de Cristo vive e “repristina-se” em seus dramas.

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Perdemos para além do cineasta Eduardo Coutinho, pois a sua crítica sempre foi preciosa no desenvolvimento do teatro e cinema nacional. O escrito de quem opina é pérola a ornar as mãos do historiador. Quer um exemplo? Na imperdível obra “A primeira crítica teatral no Brasil”, o professor Carlos Gomes de Carvalho, ex-presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, retrata a importância dos escritos do juiz Diogo de Toledo, por volta de 1790, em nossa ainda Vila do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, sobre as peças teatrais que por aqui apresentavam. Um dos participantes daquelas noitadas de puro espetáculo escreveu: “Vosso nome será sempre lembrado/ enquanto o Cuiabá houver viventes,/ passando de umas gentes a outras gentes/ Os que da terra tem conhecimentos/ sem faltar a verdade bem dirão/ que deixais aos vindouros documentos/ os mais todos confessarão/ que a justiça encontrou em vós assento”. A crítica avança no tempo, sempre, e é encontrada nos escaninhos dos anos.

Voltemos ao trágico. O que levou o filho à colheita do escárnio? Ceifa como o cortador de cana no canavial, não do retirante em Morte e Vida Severina, muito bem reverenciado na pena de João Cabral de Melo Neto. Mas das paixões ignóbil, vil, que abateu a frei Caneca, outra joia do escritor dos causos pernambucanos: “Para que trazer tanta força/ contra um frade doente e sem forças?”. Teimemos em imaginar o homem feito dor, abatido em seu ninho, covardemente, sem chance de decidir a quê – pelo filho, que ama, ou pela vida, que como criança, peralta e soberana.
A mente humana não chegou ao próprio consenso. Quem és tu, ó massa de vasos, células e neurônios? Por que se arvora em limite do nascer e do morrer? Do sereno e do trágico? És sobra de um moribundo, tão só, apenas grande demais às próprias asas. Enterrou um corpo, matéria devassável de um sonhador. Mas não consegue, na sensibilidade de quem apanha, colocar em água as chamas de seu precioso ideal. É por aí…

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GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO – SAÍTO é Juiz de Direito e escreve aos domingos em A Gazeta

(e-mail: [email protected]).

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Dinheiro na mão é vendaval

Procon-RJ multa iFood em R$ 1,5 milhão por troca de nomes de restaurantes

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Empresa deverá pagar indenização por não prestar informações sobre alteração em nomes de restaurantes
Sophia Bernardes

Empresa deverá pagar indenização por não prestar informações sobre alteração em nomes de restaurantes

O iFood foi multado R$ 1.508.240 pelo Procon-RJ por não prestar informações necessárias que garantirassem que os dados dos clientes estavam seguros, após uma pane no sistema que levou os nomes de vários restaurantes listados pelo serviço de entregas serem substituídos por mensagens políticas, antivacina e dados de app rival no último dia 2 de novembro.

Segundo o Procon Carioca, o IFood chegou a informar que as alterações teriam sido feitas por uma empresa prestadora de serviço, mas que não houve vazamento de dados pessoais dos consumidores nem de informações sobre cartões de débito ou crédito cadastrados como meios de pagamento.

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No entanto, como o aplicativo declara em sua política de privacidade compartilhar dados com empresas terceirizados, incluindo os meios de pagamento, o Procon Carioca pediu ao iFood esclarecimentos sobre a vulnerabilidade de exposoção de dados dos consumidores, como CPF, endereço, cartões.

O Procon Carioca solicitou também informações sobre quais estabelecimentos foram afetados por esse acesso indevido, por quanto tempo os nomes ficaram alterados, qual foi o prazo para correção do sistema, quantas compras foram realizadas durante o acesso indevido e qual a identificação da empresa prestadora de serviços que deu causa ao acontecimento e suas atribuições na gestão da plataforma.

Segundo o órgão de defesa do consumidor a ausência de documentos comprobatórios de que não houve vazamento de dados e sobre o incidentes em si levou à multa. A empresa ainda pode recorrer.

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