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Roubo de veículos dispara no Rio, e valor dos seguros também deve aumentar

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Roubo de veículos dispara no Rio, e valor dos seguros também pode aumentar
Agência Brasil

Roubo de veículos dispara no Rio, e valor dos seguros também pode aumentar

A motorista de aplicativo Márcia teve seu carro roubado à mão armada na porta de casa, no Méier, quando saía para trabalhar numa manhã de junho deste ano. Naquele mês, os roubos de veículo já apresentavam tendência de alta no Estado do Rio. Na comparação entre agosto de 2020 e o mesmo mês deste ano, dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam aumento de 17,8%. Embora Márcia tenha recuperado seu carro dois meses depois do crime, esse desfecho tem sido cada vez menos comum em território fluminense, onde foi registrada uma redução expressiva (de 13%) na recuperação de veículos furtados e roubados. Em consequência disso, o Sindicato das Seguradoras RJ/ES (Sindseg) já prevê que o preço dos seguros aumentará.

A tendência de alta de roubos deu os primeiros sinais em abril: foram 259, 14% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. Em maio, foram 426 casos (aumento de 26%) e, em agosto, dispararam de 1.791 em 2020 para 2.110 em 2021.

Já o número de veículos recuperados não seguiu o mesmo ritmo. De janeiro a agosto de 2019, mais de 19 mil veículos foram devolvidos aos donos. Em 2020, esse número caiu para pouco mais de 11 mil. E, no mesmo período de 2021, seguiu em queda: 9.500, 13% a menos que no ano passado.

“Esse dois fatores (alta de roubos e queda de recuperação de veículos) implicarão em alguns ajustes de preços dos seguros, que ainda estão sendo estudados”, disse o presidente do Sindseg, Antonio Carlos Costa.

O delegado Marcio da Cunha Braga, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), diz que o aumento no número de roubos já era esperado, considerando que 2020 corresponde a meses mais críticos da pandemia de Covid-19, época com menor circulação de pessoas:

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“A gente já esperava uma correção natural, e ocorreu até abaixo do que esperávamos. Mas é bom ressaltar que, comparando 2021 com 2019, sem pandemia, a diminuição chegou a mais de 30% (de janeiro a julho)”.

Regiões com mais roubos

Em agosto, na lista das mais de 160 Circunscrições Integradas de Segurança Pública (Cisps) do estado, que correspondem às áreas de delegacias, as cinco regiões que mais tiveram aumento em comparação com o mesmo mês do ano anterior são atendidas pelas 26ª DP (Todos os Santos), 15ª DP (Gávea), 123ª DP (Macaé), 73ª DP (Neves) e 40ª DP (Honório Gurgel).

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O contador Thiago Dias, de 34 anos, teve o carro roubado no viaduto de Rocha Miranda, na Zona Norte, em abril. A área corresponde à região atendida pela 40ª DP, que saltou de 17 para 54 roubos na comparação entre agosto de 2020 e deste ano. O veículo foi recuperado tão deteriorado que ele precisou trocar. Consultor master de uma empresa do ramo de proteção veicular, ele diz que a demanda aumentou nos últimos meses:

“Tenho 30 consultores que rodam pelo Rio apresentando o nosso serviço, seja para motocicleta, carro ou van. Sentimos um aumento considerável na procura para todos os automóveis”.

Mais casos às terças e à noite

Segundo os números de roubos de veículo no primeiro semestre deste ano, há tendência de aumento de casos no meio da semana (terça e quarta-feira) e queda no fim de semana. Os roubos ocorridos no domingo nos primeiros 6 meses de 2021 foram, em média, 30% dos de terça-feira, pico das ocorrências. E metade dos roubos no primeiro semestre foram à noite. Os horários críticos foram 20h (489 casos), 21h (471) e 22h (446). A madrugada é quando há menos ocorrências do crime.

Já em relação à recuperação de veículos, das 5 Cisps com maior queda em agosto de 2021, 4 são na Baixada: a 65ª DP (Magé); a 52ª DP (N. Iguaçu); e 66ª DP (Piabetá). As áreas só perdem para a 33ª DP (Realengo) e a 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). A Baixada como um todo teve 6% menos veículos recuperados. Má notícia para o genro de Ligia Barbosa, de 61 anos, que mora em São João de Meriti e teve sua moto levada em julho, a menos de 100m da 64ª DP: “Ele tinha acabado de comprar, estava pagando ainda”.

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Perto de comunidades

O aumento dos preços de seguro de veículos deve afetar mais os moradores da Região Metropolitana do Rio, onde os índices de criminalidade são mais altos.

“É onde concentra a maior frequência de roubo e furto de veículos, certamente por conta da maior dificuldade de combatermos a violência decorrente do crime organizado”, observa o presidente do Sindseg, Antônio Carlos Costa.

Wamberto de Andrade, de 35 anos, trabalha como segurança na Rua Souza Aguiar, no Méier. Morador e trabalhador da região, ele conta que as comunidades que cercam o bairro impactam na frequência de casos relatados pelos moradores:

“Há menos de um mês, um morador me contou que foi assaltado aqui na rua mesmo, na saída de casa. Aqui é conhecido como uma das ruas com maior índice de roubo do bairro. É perto de comunidade, como o Complexo do Lins, por exemplo. Então, não tem como não estar refém desse tipo de situação”.

Procurada para comentar os índices de roubo e de recuperação de veículos, a Polícia Civil respondeu que as operações em comunidades para recuperar carros roubados estão mais restritas devido a ADPF 635, liminar concedida pelo ministro do STF Edson Fachin que restringe a atuação da polícia nas comunidades. Já a Polícia Militar afirma que 2020 apresentou um cenário único na história recente por conta da pandemia da Covid-19, com queda significativa dos índices de roubo e furto de veículos. Mas ressalta que “a PM vem empregando esforços e reavaliando, sempre que necessário, as medidas para manter resultados satisfatórios”. Sobre a diminuição no índice de recuperação, a PM ressalta a queda no número de roubos, em comparação com dados de janeiro a julho de 2020, que impactam também na diminuição de veículos recuperados.

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Famílias mais pobres sofrem inflação 20% maior que as mais ricas em setembro

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Famílias mais pobres sofrem inflação 20% maior que as mais ricas em setembro
Fernanda Capelli

Famílias mais pobres sofrem inflação 20% maior que as mais ricas em setembro

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda acelerou para todas as faixas no mês de setembro, mas revelou uma inflação mais acentuada para as famílias de renda muito baixa, com índice de 1,3%, enquanto o grupo de renda alta ficou em 1,09%, diferença de 20%. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No acumulado de 12 meses, a inflação para o grupo de renda muito está em 10,98%; a renda baixa acumula 10,72%; a renda média baixa está em 10,64%; a média tem alta de 10,09%; o grupo de renda média alta tem inflação em 12 meses de 9,32% e o grupo de renda alta teve inflação de 8,91%.

A inflação para o segmento de renda baixa foi de 1,2% no mês, para a renda média baixa, 1,21%, e para o segmento de renda média alta foi de 1,04%.

Segundo o instituto, o grupo habitação exerceu a maior pressão inflacionária para as famílias dos três segmentos de renda mais baixa. Para as famílias de renda muito baixa, pesaram os reajustes de 6,5% das tarifas de energia elétrica, de 3,9% do gás de botijão e de 1,1% dos artigos de limpeza. Já os alimentos em domicílio foram puxados especialmente pelas frutas (5,4%), aves e ovos (4%) e leites e derivados (1,6%).

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As três faixas de renda mais alta repetiram o impacto sofrido em agosto, com peso maior no grupo de transportes, influenciada pelos reajustes de 2,3% da gasolina, de 28,2% das passagens aéreas e de 9,2% dos transportes por aplicativo.

O Ipea aponta que para as famílias de renda muito baixa pesaram no acumulado do ano o aumento nos preços dos alimentos no domicílio, como carnes (24,9%), aves e ovos (26,3%) e leite e derivados (9%), além dos reajustes de 28,8% da energia e de 34,7% do gás de botijão.

Para as famílias com maiores rendimentos, a inflação acumulada sofreu impacto das variações de 42% dos combustíveis, de 56,8% das passagens aéreas, de 14,1% dos transportes por aplicativo e de 11,5% dos aparelhos eletroeletrônicos.

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