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CUIABÁ

Alguma coisa está fora da ordem

Rede Globo denuncia neste domingo, no "Fantástico", médicos que propagam curas milagrosas mas, ao mesmo tempo, exalta curas milagrosas que teriam sido feitas por Madre Teresa de Calcutá. E Valdomiro Santiago também vem curar em Cuiabá

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Alguma coisa está fora da ordem

madre teresa na pagina do enock
Chamada contraditória do “Fantástico” deste domingo: o programa vai denunciar médicos charlatões que andam propagando “curas milagrosas” para a diabetes e o câncer – e ao mesmo tempo anuncia reportagem especial para exaltar pretensa cura milagrosa que teria sido feita por Madre Teresa de Cálcuta. Fiquei sem entender: a Rede Globo quer denunciar ou incentivar a crendice de nosso povo?
Por acreditar que a Madre Teresa possa curar e não possam curar também esses médicos, com suas plantas?
E pra não dizer que Cuiabá está livre dessas curas e desses curandeiros, já se anuncia para o dia 7 de setembro, em Cuiabá, mais uma sessão coletiva de curas a ser comandada, na Acrimat, pelo notório Apóstolo Valdomiro Santiago.
Ó vida dolorosa!
Mundo vasto, vasto mundo, se eu ao invés de Enock, eu me chamasse Raimundo seria uma rima – não seria uma solução.

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Leia Também:  SOCIÓLOGO EDMUNDO ARRUDA: O certo é que Aécio ou Dilma vencedores, a cultura ornitorrintica continuará sendo um entrave para que deixemos a condição de uma modernidade periférica. Não haverá salvadores da pátria. A ladroagem vai continuar ainda por muito tempo, Não temos constituído um campo do lícito/ilícito no país, as instituições democráticas ainda não foram internalizadas nos atores do jogo, partidos com ideologias claras ainda nos faltam, políticos vocacionados com a ética da coisa pública são raros.

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LÚDIO CABRAL: 5 mil vidas perdidas para a covid em Mato Grosso

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CINCO MIL VIDAS

Lúdio Cabral*

Cinco mil vidas perdidas. Esse é o triste número que Mato Grosso alcança hoje, dia 26 de janeiro de 2021, em decorrência da pandemia da covid-19.

Cada um de nós, mato-grossenses, convivemos com a dor pela perda de alguém para essa doença. Todos nós perdemos pessoas conhecidas, amigos ou alguém da nossa família.

A pandemia em Mato Grosso foi mais dolorosa que na maioria dos estados brasileiros e o fato de termos uma população pequena dificulta enxergarmos com clareza a gravidade do que enfrentamos até aqui.

A taxa de mortalidade por covid-19 na população mato-grossense, de 141,6 mortes por 100 mil habitantes, é a 4ª maior entre os estados brasileiros, inferior apenas aos estados do Amazonas (171,9), Rio de Janeiro (166,2) e ao Distrito Federal (147,0). O número de mortes em Mato Grosso foi, proporcionalmente, quase 40% superior ao número de mortes em todo o Brasil. Significa dizer que se o Brasil apresentasse a taxa de mortalidade observada em Mato Grosso, alcançaríamos hoje a marca de 300.000 vidas perdidas para a covid-19 no país.

Lembram do discurso que ouvimos muito no início da pandemia? De que Mato Grosso tinha uma população pequena, uma densidade populacional baixa, era abençoado pelo clima quente e que, por isso, teríamos poucos casos de covid-19 entre nós?

Leia Também:  SOCIÓLOGO EDMUNDO ARRUDA: O certo é que Aécio ou Dilma vencedores, a cultura ornitorrintica continuará sendo um entrave para que deixemos a condição de uma modernidade periférica. Não haverá salvadores da pátria. A ladroagem vai continuar ainda por muito tempo, Não temos constituído um campo do lícito/ilícito no país, as instituições democráticas ainda não foram internalizadas nos atores do jogo, partidos com ideologias claras ainda nos faltam, políticos vocacionados com a ética da coisa pública são raros.

Lembram do posicionamento oficial do governador de Mato Grosso no início da pandemia, de que o nosso estado não teria mais do que 4.000 pessoas infectadas pelo novo coronavírus?

Infelizmente, a realidade desmentiu o negacionismo oficial e oficioso em nosso estado. Não sem muita dor. O sistema estadual de saúde não foi preparado de forma adequada. Os governos negligenciaram a necessidade de isolamento social rigoroso em momentos cruciais e acabaram transmitindo uma mensagem irresponsável à população. O resultado disso tudo foram vidas perdidas.

Ao mesmo tempo, o Mato Grosso do sistema de saúde mal preparado para enfrentar a pandemia foi o estado campeão nacional em crescimento econômico no ano de 2020. Isso às custas de um modelo de desenvolvimento que concentra renda e riqueza, de um sistema tributário injusto que contribui ainda mais com essa concentração, e de um formato de gestão que nega recursos às políticas públicas, em especial ao SUS estadual, já que estamos falando em pandemia.

Dolorosa ironia do destino, um dos municípios símbolo desse modelo de desenvolvimento, Sinop, experimentou mortalidade de até 100% entre os pacientes internados em leitos públicos de UTI para adultos em seu hospital regional.

Nada acontece por acaso. Os números da covid-19 em Mato Grosso não são produto do acaso ou de mera fatalidade. Os números da covid-19 em Mato Grosso são produto de decisões governamentais, de escolhas políticas determinadas por interesses econômicos, não apenas agora na pandemia, mas por anos antes dela. E devemos ter consciência disso, do contrário, a história pode se repetir novamente como tragédia.

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Temos que ter consciência dessas injustiças estruturais para que possamos lutar e acabar com elas. A dor que sofremos pelas pessoas que perdemos para a pandemia tem que nos mobilizar para essa luta.

Lutar por um modelo de desenvolvimento econômico que produza e distribua riqueza e renda com justiça, que coloque pão na mesa de todo o nosso povo e que proteja a nossa biodiversidade. Lutar por um sistema tributário que não sacrifique os pequenos para manter os privilégios dos muito ricos. Lutar por políticas e serviços públicos de qualidade para todos os mato-grossenses. Lutar pelo SUS, por um sistema público de saúde fortalecido e capaz de cuidar bem de toda a nossa população.

São essas algumas das lições que precisamos aprender e apreender depois de tantos meses de sofrimento e dor, até porque a tempestade ainda vai levar tempo para passar.

*Lúdio Cabral é médico sanitarista e deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso.

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