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Jogo do Poder

O GURU DE PEDRO TAQUES: População elegeu Pedro Taques acreditando que novo governador traria ideias próprias para gerir o Estado de Mato Grosso. Mas, qual! Propostas estão saindo de uma consultoria de Minas Gerais, revela Itamar Perenha. Primeiro resultado desses planos traçados pelo tecnocrata Vicente Falconi, nós vimos no "enxugamento das secretarias" que provocou protesto até de Antero de Barros, um ex-político progressista e militante da esquerda, em seus tempos de juventude, hoje transformado em marqueteiro bem remunerado a serviço da direita em nosso Estado. Que outras trapalhadas virão por aí?

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vicente falconi,tecnocrata de minas, guru do governador pedro taques, eleito em mtA direita desembestou no Brasil. Depois da vitória histórica de Dilma Roussef e do PT, nas urnas, o PSDB resolveu mostrar sua face golpista, promovendo manifestações nas ruas de diversas cidades do Brasil – e também em Mato Grosso – em que a principal palavra de ordem é o repúdio ao resultado democrático da votação popular e o clamor pelo retorno do poder dos militares, que mataram e torturaram no Brasil, por mais de 20 anos, depois que depuseram o presidente João Goulart.
Acredito que esses militares que durante a ditadura se chamava de “gorilas” nem tenham mais a hegomonia ideológica dentro das Forças Armadas, mas as manifestações golpistas puxadas pelos neogorilas tucanos em desvario ainda sonham com gorilas fardados capazes de domar as manifestações e as organizações democráticas de nosso povo. Sim, eles parece que não sabem conviver com a divergência e põe em questão instituições democráticas construídas a duras penas desde o fim da ditadura militar e desde o afastamento dos gorilas fardados do poder.
Se a direita foi repudiada no plano nacional, com a derrota dos tucanos, em eleição democrática e histórica, aqui em Mato Grosso ela conseguiu a vitória, com Pedro Taques, um político que se equilibra entre a sua coligação direitista e o “socialismo moreno”, que sempre foi a bandeira histórica Leonel Brizola e da esquerda democrática, que é a bandeira do PDT, partido ao qual Pedro Taques continua filiado.
Por essas e por outras é que se pode dizer que Pedro Taques, por enquanto, é uma contradição viva e baixinha, usando óculos. Está num partido de esquerda, com a responsabilidade de aglutinar em torno de si e dar algum sentido prático a um agrupamento de partidos de direita, lidando com velhos caciques como Jaime e Julio Campos. Tudo indica que, nesta disputa ideológica, o PDT pode acabar transformado em um cavalo de tróia, em Mato Grosso, como já existem muitos cavalos de troia na política brasileira.
Mas a prática é o critério da verdade, como diria Lenin replicando Sócrates. É preciso ver e conhecer na prática os encaminhamentos a serem adotados por Pedro Taques para se saber qual será a verdadeira face do seu governo. O Zé Pedro – como gosta de nominar o promotor Domingos Sávio de Arruda, um progressista histórico do nosso Ministério Público – pode nos surpreender, ao longo do seu mandato. É bom a gente poder contar com esta possibilidade. Eu, pelo menos, conto com ela.
Mas um dado já bastante questionável é a questão do seu plano de governo. Ao contrário do que se podia imaginar, nesses dias de transição, já se vai descobrindo que Pedro Taques, na verdade, não foi capaz de construir plano nenhum. Sua equipe, seu núcleo duro de poder, parece que é constituída apenas por  ele mesmo, a sua esposa que está sempre por ali, segurando sua mão, talvez como musa inspiradora, um papel sempre importante, como já se provou na História,  e Otaviano Pivetta, um prefeito com reconhecida experiência na gestão do município de Lucas do Rio Verde. Só que essa equipe, como agora revela o repórter Itamar Perenha, não tem planejado coisa nenhuma.
Para traçar planos para Mato Grosso, Pedro Taques contratou uma consultória privada, formada pelos técnicos do chamado Movimento Brasil Competitivo, que costuma dar consultorias pelo Brasil afora e agora parece que também foi contratado por Pedro Taques para sistematizar as propostas e os planos que ele parece se sentir incapaz de produzir com equipe própria, com gente que tenha vivência efetiva e cotidiana em Mato Grosso.
O Movimento Brasil Competitivo é uma articulação do grande empresário Jorge Gerdau Johannpeter e os projetos administrativos e gerenciais que ele vive a vender pelo Brasil afora são bolações do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), consultoria criada pelo engenheiro Vicente Falconi, um personagem que Mato Grosso conhece pouco e certamente que precisa conhecer melhor, para entender até onde esta administração do ainda senador Pedro Taques pretende nos levar.
A primeira informação que leio a respeito é no blogue Turma do Epa, do jornalista Itamar Perenha que, como se viu, foi um entusiasta da candidatura de Geraldo Riva ao Governo do Estado. Agora é esperar por mais e melhores informações da nossa mídia sobre esses senhores planejadores e os planos que estão traçando para que Pedro Taques apresente como seus.
Só posso dizer que o primeiro impacto dos planos vindos lá de Minas Gerais, e vindos lá da cabeça do ilustre tecnocrata Vicente Falconi foi a tremenda dor de cabeça criada por esta história de fundir secretarias, acabar com a Secretaria de Cultura e tal e tal, sem qualquer consulta prévia às partes interessadas. Até Antero Paes de Barros, que ultimamente pelo que se vê só se interessa por lucrativos contratos de marquetingue, reclamou dos planos divulgados pelo Pivetta. Pedro Taques está por aí, ciscando, tentando desfazer o impacto negativo dessa proposta inicial. Vamos ver o que virá pela frente.
Cabe também recordar que Vicente Falconi foi um dos planejadores da privatização da Saúde, adotada em Pernambuco e importada para Mato Grosso por outro Pedro, o médico e ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde, Pedro Henry. Será que Pedro Taques, no final das contas, vai acabar abraçando os mesmos planos do mesmo planejador que entusiasmou tanto ao seu adversário Pedro Henry? Ou será que entre esses políticos da ordem, no final das contas, não existe adversidade nenhuma?
Confira o que Itamar Perenha informou. (EC)
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Maioria da população elegeu Pedro Taques (PDT) mas quem estaria traçando planos de governo seria o tecnocrata Vicente Falconi. Na primeira arremetida, a proposta é acabar com a Secretaria de Cultura, juntar Segurança Pública com a pasta da Justiça e Defesa dos Direitos Humanos e outras propostas que provocaram um pequeno levante contra o governo que ainda sequer sabe ao certo o tamanho da máquina do Estado

Maioria da população elegeu Pedro Taques (PDT) mas quem estaria traçando planos de governo seria o tecnocrata Vicente Falconi (foto). Na primeira arremetida, a proposta é acabar com a Secretaria de Cultura, juntar Segurança Pública com a pasta da Justiça e Defesa dos Direitos Humanos e outras propostas que provocaram um pequeno levante contra o novo governo ainda não instalado no poder e que ainda sequer sabe ao certo o tamanho da máquina do Estado


 
Um organograma revisitado
Vicente Falconi, inspirador do “choque de gestão” do senador Aécio Neves em Minas Gerais, é, também, o inspirador do novo “organograma” do governo do Estado.
Itamar Perenha / Cuiabá-MT
TURMA DO EPA
Através do coordenador da equipe de transitação, Otaviano Pivetta, sabe-se que o Instituto criado por Vicente Falconi vem dando apoio, via consultoria especializada, na elaboração do novo organorama do Estado para os próximos 4 anos.
Bem lembrar que “organograma” é um quadro sucinto onde se dispõem os principais órgãos de gestão do Estado com as respectivas linhas para definir hierarquias, subordinações e, de certa, a área e o poder decisório de cada um.
Com a perspectiva de redução do “organograma” mediante extinção de Secretarias e os respectivos quadros, Taques vai procurar reduzir os gastos com pessoal que já se aproximam, perigosamente, dos limites definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em compasso de espera
As justificativas habituais para o “aparelhamento” – indicações políticas – da máquina administrativa através dos cargos de confiança (cargos de livre provimento que, portanto, dispensam concursos) centram-se no velho ditado: “quem ajuda a ganhar eleição, ajuda a governar”, ditado que parece não ter sido inscrito no “livro de citações” do governador eleito Pedro Taques.
Com isso os “políticos”, principalmente os detentores de mandato, tomam uma atitude de espera.
Sem palpites ou reivindicações os “detentores de mandato eletivo”, também, como Taques, devidamente “cacifados pelas urnas”, aguardam o momento próprio para agir.
De forma mais singela, um deles, com menos afoiteza e pedindo a preservação da fonte, disse que “o governador eleito está enchendo a tinta da caneta, mas, com o estilo voluntarioso e centralista corre o risco que começar a esvaziá-la antes do tempo.”
Só o tempo dirá quem tem razão.

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Associação Juízes para Democracia cobra ação do MPF contra Bolsonaro.LEIA

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Juíza Valdete Souto Severo, atual presidente da Associação Juízes pela Democracia


A Associação Juízes para a Democracia (AJD) entrou com uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Procuradoria-Geral da República nesta terça-feira (26).
O documento critica a atuação do governo federal no combate à epidemia da Covid-19, classificando a condução da crise pelo presidente Bolsonaro de “desastrosa”. A entidade se baseará nos artigos 132, 257 e 268 do Código Penal.
“Na contramão da recomendação da OMS de adoção, pelos países, de ‘uma estratégia integral e combinada para prevenir infecções, salvar vidas e minimizar o impacto’ da crise, sua condução no Brasil, pelo atual ocupante do cargo de Presidente da República, tem ocorrido de maneira desastrosa”, diz o texto.
A associação também critica a “mais completa omissão do ocupante do cargo de Presidente da República” em solucionar o colapso do sistema de saúde na cidade de Manaus (AM).
“No dia 28/12/2020, Jair Bolsonaro, mesmo diante do prognóstico de agravamento da situação no Amazonas, declarou que ‘Nós não aguentamos mais o lockdown, mais medidas restritivas que quebram a economia’, enfatizando que ‘em Manaus o povo ignorou o decreto do governador’. No dia 29/12/2020, a cidade de Manaus bateu recorde de internações por Covid-19 desde o início da pandemia”, segue o texto.
“Paralelamente, perante a mais completa omissão do ocupante do cargo de Presidente da República, outros atores trabalhavam para a mitigação do problema, como artistas e o governo da Venezuela. No entanto, esse auxílio foi ironizado por Jair Bolsonaro”, continua o texto.
FONTE FOLHA DE PERNAMBUCO

Leia Também:  GILBERTO MARANGONI (PSOL): Há um problema de origem na nova gestão. Não se trata do fato de Dilma ter obtido sua vitória com menos de três pontos percentuais de vantagem. Seu vício de origem é que parte significativa de sua base social, o proletariado urbano, se dividiu. Metade votou nela e metade em Aécio.A tarefa de qualquer líder com um pouco de política na cabeça seria recompor sua base. Anunciar ações de impacto para atrair de volta os que se afastaram. Dilma faz o contrário. HISTORIADOR VALÉRIO ARCARY (PSTU): O PT perdeu as eleições nas maiores cidades do país, onde se concentra a maioria dos trabalhadores. Há uma nova classe trabalhadora no Brasil. Este proletariado pode ir além do lulismo

Associação Juízes para Democracia cobra ação do MPF contra Bolsonaro by Enock Cavalcanti on Scribd

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