(65) 99638-6107

CUIABÁ

O melhor detergente é a luz do sol

PERITO CRIMINAL MÁRCIO GODOY: Em nosso dia a dia no mercado, no restaurante, no banco, nas feiras, na praça, na casa lotérica, encontramos pessoas revoltadas com a classe política, numa descrença total, principalmente com os maus políticos, que infelizmente estão predominando a vida pública. Mas não adianta se revoltar e não fazer nada. Precisamos incentivar para que o cidadão de valores participe da política, pois, do contrario nunca vamos mudar o quadro atual

Publicados

O melhor detergente é a luz do sol

Márcio Godoy

Márcio Godoy


Só por meio da política iremos mudar o mundo
POR MÁRCIO GODOY

“Que continuemos a nos omitir da política, é tudo o que os malfeitores da vida pública querem…(Bertolt Brecht)”.
A frase, apesar de antiga, demonstra muito bem o momento que vivemos. Já passou da hora de fazermos uma reflexão sobre o cenário político atual e tomarmos uma atitude para mudar.
O caminho mais fácil é culpar, apenas os outros, pelo que deu errado, nos omitir do processo e viver reclamando. Todavia é necessária a inserção de pessoas comprometidas com o bem na vida pública, por meio da política, só assim, de fato, irá começar a devida transformação que tanto desejamos.
Em nosso dia a dia no mercado, no restaurante, no banco, nas feiras, na praça, na casa lotérica, encontramos pessoas revoltadas com a classe política, numa descrença total, principalmente com os maus políticos, que infelizmente estão predominando a vida pública. Mas não adianta se revoltar e não fazer nada. Precisamos incentivar para que o cidadão de valores participe da política, pois, do contrario nunca vamos mudar o quadro atual.
Se pararmos para analisar, não tem como fugir do assunto. Todas as atividades da nossa vida passam pelo âmbito da política. Engana-se quem diz não precisar dela. Os políticos têm o poder de influenciar a atuação dos órgãos do Estado brasileiro. Participam da elaboração das leis; da distribuição do dinheiro arrecadado com os impostos; da gestão das empresas do Estado; da fiscalização do funcionamento das repartições públicas que prestam serviço público à população (SUS, hospitais públicos, delegacias de polícia, dentre tantos outros).
Para garantir um serviço público de qualidade e para todos é necessária a participação de pessoas sérias e bem intencionadas. Só com muito trabalho e dedicação será possível mudar a nossa realidade. Em especial, no atendimento daqueles que mais precisam dos serviços públicos nas áreas de saúde, educação, infra-estrutura, segurança e moradia.
Como nem todos podem estar lá, envolvidos com as tomadas de decisões, existe outra forma de participação, também de suma importância, que é a escolha dos candidatos. Para dar seu voto de confiança pesquise bem, analise a vida pregressa dos candidatos; a plataforma política apresentada no registro de candidatura e defendida durante o pleito; observe a capacidade de articulação; a boa intenção e o compromisso desses candidatos com a população. Só depois faça sua escolha.
Este ano teremos eleições municipais, as mais importantes do país, pois é nos municípios que as pessoas vivem, trabalham, estudam e criam suas famílias, ou seja, sentem rapidamente se fizeram a escolha certa ou não, daí a importância de saber votar.
Parece ser fácil e lógica a receita para uma transformação. Só que devemos ser mais proativos, deixar de apenas reclamar e nos omitir. Precisamos ser o ator principal dessa façanha e contribuir para a construção do nosso futuro de mudanças.
MÁRCIO CORRÊA GODOY é perito criminal oficial do estado de Mato Grosso e responsável pelo site Uembê de Acorizal. www.uembe.com.br
[email protected]

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  MIRANDA MUNIZ: Ante a crise de representatividade das instâncias de poder, a chamada Reforma Política ganha centralidade.Como adotamos o sistema de democracia representativa, o principal objetivo perseguido pela reforma deve ser de estabelecer mecanismos que garantam que a real vontade do eleitor (representado) seja expressa nos parlamentos e nos executivos, através de seus representantes.

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

O melhor detergente é a luz do sol

RAI: Vacinemo-nos uma vez por todas! Vacinemo-nos também para expulsar de nós o mal maior, que vai muito além do agente infeccioso microscópico. Fora Bolsonaro! Caso contrário, nos tornaremos a nossa própria peste

Publicados

em

“A Peste” brasileira

por Raí

Que me perdoem Camus, seus estudiosos e milhões de admiradores, peço licença para repetir aqui algumas de suas palavras, do clássico “A Peste”, de reivindicar tua audácia, uma ousadia à imagem das tuas, para me ajudar neste momento de súplica rebelde, deste espasmo de “combat” e de “combattant”, diante de atos desumanos e suas terríveis consequências.

Como brasileiro, como tantos outros e perante o mundo, assumo aqui que estamos habitados, sitiados, nestes tempos sombrios de nossa história, por mais de uma terrível peste. Este duplo flagelo, cujas devastações são apenas o acréscimo de nossos próprios erros coletivos, que pode contaminar muito além de nossas fronteiras.

Além da “Peste” biológica, epidemia pessimamente gerida, causadora da maior crise sanitária da história do Brasil, temos outro mal, que no longo prazo pode deixar terríveis sequelas ainda mais profundas. A peste antidiplomática que nos isola, a peste que corrói a Amazônia, o meio ambiente e persegue os que a protegem, o mal que distancia a vigilância e permite passar a boiada, aceita garimpos em reservas indígenas, que prefere troncos deitados a vê-los em pé, vivos, pragas cúmplices dos responsáveis por estes crimes. Também a peste que castra liberdades, ameaça a democracia e resgata a censura, a peste preconceituosa que promove a intolerância, a homofobia, o machismo e a violência.

Enfim, a Peste que nos destrói, destrói a razão e o bom senso, que perturba nossa essência, nossa consciência e nega a ciência. A Peste que promove o ódio é inimiga das artes e da cultura. Ela, que tem suas próprias variantes, é obra de um clã. Associada ao distanciamento, ao negacionismo, a desinformação, a mentira, acaba por reprimir, mesmo que temporariamente, nossa revolta, resistência e indignação.

Citamos Camus: “Os flagelos, na verdade, são uma coisa comum, mas é difícil acreditar neles quando se abatem sobre nós. Quando estoura uma guerra, as pessoas dizem: ‘Não vai durar muito, seria estúpido’. Sem dúvida, uma guerra é uma tolice, o que não a impede de durar. A tolice insiste sempre, e nós a compreenderíamos se não pensássemos sempre em nós”

Sim, aqui do outro lado do Atlântico, este oceano que nos separa e nos aproxima, amigo francês, vemos de tudo. Da “ocupação” de boa parte de nosso espírito, até ideias muito próximas de um nazismo medíocre, ao menos de um ideal genocida de poder, que se pretende genocida de ideias, mesmo que para isso a morte de concidadãos enteja no caminho, nem que para isso aconteça um massacre humanitário, desnecessário, com centenas de milhares de mortes evitáveis.

O mal está espalhado: meio ambiente, relações internacionais, Fundação Palmares, direitos humanos. Chegamos ao cúmulo de assistirmos um certo secretário de Cultura parafraseando em rede nacional o discurso de Joseph Goebbels, ministro de Adolf Hitler antissemita, maldita alma da pior das ideologias.

“Tinham visto morrer crianças, já que o terror, há meses, não escolhia, mas nunca lhes tinham seguido o sofrimento minuto a minuto, como faziam desde essa manhã”.

No nosso caso (que revoltaria ainda mais os personagens de Camus), morrem inocentes por falta de oxigênio, e/ou por falta de leitos.

É preciso então, mais que resistir. Contra este peste brasileira que veste um terno sombrio com seu sorriso astuto, ataca seus adversários com repressão, agressão e perseguição, resgatando “sobras legais” herdadas da ditadura, como a lei de segurança nacional. Nosso Brasil, depois de ter passado por 20 anos de torturas, assassinatos, censuras, pensávamos nunca mais sofreríamos deste mal.

Ainda Camus: “O padre dizia que a virtude da aceitação total de que falava não podia ser compreendida no sentido restrito que lhe era habitualmente atribuído, que não se tratava da banal resignação, nem mesmo da difícil humildade”. “Era por isso – e Paneloux afirmou ao seu auditório que o que iria dizer não era coisa fácil – preciso querê-la, porque Deus a queria”.

“O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” Este era o slogan da última campanha presidencial, esta que acompanhou a vitória do inominável. Alguns de nós já imaginávamos que por detrás destas palavras, se escondia a carne do mal coberta pela fake pele de um fake salvador da pátria, uma clara tentativa de iludir cidadãos de boa-fé, evangélicos, fiéis e crentes de Deus, já feridos e traídos em sua cidadania, querendo fazer crer que toda e qualquer atitude de seu governo segue princípios divinos.

Pois me diga, que Deus seria este que destrói e coloca a vida humana em um plano tão desprezível?

“Porque ele sabia o que essa multidão eufórica ignorava e se pode ler nos livros: o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido nos móveis e na roupa, espera pacientemente nos quartos, nos porões, nos baús, nos lenços e na papelada. E sabia, também, que viria talvez o dia em que, para desgraça e ensinamento dos homens, a peste acordaria seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz”.

E me permita completar, e em meu país, perigosamente distraído.

O Brasil que queremos e que o mundo precisa, também negou o horror que se aproximava. E, portanto, há décadas os ratos já estavam aqui mostrando seus rostos e dentes, de olhos revirados, afiando suas unhas. E não nos atentamos. Será que nós, concidadãos, e sobretudo nosso parlamento, também somos negacionistas/cumplices, ao não querer enxergar o tamanho do perigo, ao nos sujeitarmos a este poder já manchado de sangue e de crimes?

Eu sei que longo prazo, e seja qual for o país, o homem corajoso, o cientista, o resistente conseguirão juntos derrotar o mal. Aqui, não será tão simples assim, porque carregamos nas nossas costas a histórica extrema desigualdade, econômica, social e educacional que esteriliza alguns comportamentos e aniquila a vontade de ruptura.

Toda Peste causa separações profundas e dolorosas. E olhem nós aqui, já isolados, tratados como pária do mundo… mas, sobretudo, separados de nós mesmos, desviados do Brasil que viemos para ser, do nossa essência, da nossa natureza, do país do futuro e de um mundo mais humano e justo. Do país exuberante, da alegria de viver que faz sonhar, que dança, brinca, canta e encanta. Porém, ao nos rendermos ao mal, passivos, mostramos o que temos de pior. O país da miscigenação não pode ser o da negação do seu próprio destino!

“O flagelo não está à altura do homem; diz-se então que o flagelo é irreal, que é um sonho mau que vai passar. Mas nem sempre ele passa e, de sonho mau em sonho mau, são os homens que passam?”

Como fazer para se livrar deste pesadelo? Sobretudo não fiquemos anestesiados, amordaçados por esta “angústia muda”. Fora com este mal maior, fora a estupidez que desencoraja o uso de máscaras, que dificulta o combate ao vírus, que mata e deixa morrer, e ainda insiste!

Vacinemo-nos uma vez por todas! Vacinemo-nos também para expulsar de nós o mal maior, que vai muito além do agente infeccioso microscópico, que gangrena nosso “corps social”.

Porque não basta identificar o sequenciamento do vírus que nos impõe suas leis e viola nossos direitos, devemos agora encontrar o antídoto. Vacina sim! Ele não! Ele nunca mais! Fora Bolsonaro! Caso contrário, nos tornaremos a nossa própria peste.

*Raí Souza Vieira de Oliveira, mais conhecido apenas como Raí é ex-jogador de futebol, campeão do mundo e ativista/empreendedor social. Atualmente, dirige uma entidade filantrópica de ajuda às crianças chamada Fundação Gol de Letra. ao lado de seu ex-colega de São Paulo e Paris Saint-Germain, Leonardo. Em 2006, junto com outros atletas, criou a organização Atletas pela Cidadania, que se dedica a defender causas sociais. Texto publicado originalmente no jornal francês Le Monde

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  JOSÉ INÁCIO WERNECK: Pasmem! 46 % de americanos acreditam que o mundo surgiu mesmo como está na Bíblia. Deus fez Adão, tirou sua costela, fez Eva, Noé levou os bichos para a Arca - mas os dinossauros, ao que parece, chegaram atrasados para o embarque
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA