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Mário Friedlander dá grito de alerta para salvar Morro do Japão

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Em seu alerta, Mário Friedlander diz que o Morro do Japão, uma das mais belas e preciosas áreas naturais da Chapada, reconhecida mundialmente como local sagrado, uma das últimas áreas naturais da região e nas imediações do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e junto a APA- Área de Proteção Ambiental Estadual da Chapada dos Guimarães pode ser destruida.


O Facebook virou espaço para a luta ambiental. Nesta terça-feira, em seu perfil no Face, o fotógrafo e ambientalista Mario Friedlander está disparando uma séria de manifestações em defesa de uma das mais belas áreas da Chapada dos Guimarães, o Morro do Japão, que estaria ameaçado de desmatamento. O advogado Rogério Crepaldi nega qualquer intenção do titular dos terrenos – Benedito Paulo Pires de Miranda Filho – de desmatar a área denominada por budistas e ambientalistas de “Terra da Paz”. Só que, ao mesmo tempo, o advogado enviou mensagem com ameaça de processo contra Friedlander caso ele continue com suas postagens. Reproduzo, abaixo, as mensagens de Mário Friedlander e do advogado Rogério Crepaldi que são auto-explicativas. Para deslindar esta questão, e garantir a todos uma completa segurança quanto à preservação do Morro do Japão, sugiro a imediata intervenção do Ministério Público e, mais diretamente, do promotor do Meio Ambiente, Domingos Sávio Arruda. Fala, Domingos Sávio! Confiram, abaixo, o que se divulgou no Face. (EC)

Mario Friedlander, ambientalista, um dos mais ativos ambientalista de Mato Grosso, morador em Chapada dos Guimarães


SOS CHAPADA DOS GUIMARÃES
por Mário Friedlander, no Facebook
PERIGO NA CHAPADA – Ambientalista Mário Friedlander denuncia ameaça de desmatamento no Morro do Japão, em Chapada dos Guimarães
O Facebook virou espaço para a luta ambiental. Nesta terça-feira, em seu perfil no Face, o fotógrafo e ambientalista Mario Friedlander está disparando uma séria de manifestações em defesa de uma das mais belas áreas da Chapada dos Guimarães, o Morro do Japão, que estaria ameaçado de desmatamento. O advogado Rogério Crepaldi nega qualquer intenção do titular dos terrenos – Benedito Paulo Pires de Miranda Filho – de desmatar a área denominada por budistas e ambientalistas de “Terra da Paz”. Só que, ao mesmo tempo, o advogado enviou mensagem com ameaça de processo contra Friedlander caso ele continue com suas postagens. Reproduzo, abaixo, as mensagens de Mário Friedlander e do advogado Rogério Crepaldi que são auto-explicativas. Para deslindar esta questão, e garantir a todos uma completa segurança quanto à preservação do Morro do Japão, sugiro a imediata intervenção do Ministério Público e, mais diretamente, do promotor do Meio Ambiente, Domingos Sávio Arruda. Fala, Domingos Sávio! Confiram, abaixo, o que se divulgou no Face. (EC)
SOS CHAPADA DOS GUIMARÃES
por Mário Friedlander, no Facebook
Neste exato momento uma das mais belas e preservadas áreas naturais da Chapada dos Guimarães em Mato Grosso vai começar a ser desmatada impiedosamente.
Trata-se da região do Morro do Japão, um local considerado sagrado pelos Budistas e de extrema importância ecológica e cênica pelos ecologistas e moradores da Chapada e Cuiabá. Em 2001 uma área de cerca de 2.300 hectares foi legalmente adquirida pela Associação Budista Terra da Paz, para ali instalar um Centro Ecumênico Mundial, um Centro de Conservação e Pesquisa sobre o Cerrado Brasileiro e também para implantar um Ritual Budista com pelo menos dois mil anos de existência que prevê a Circunvolução da Montanha Sagrada, uma prática espiritual onde pessoas de todos os credos e nacionalidades fazem uma caminhada meditativa em volta do Morro do Japão, identificado pelo Monge Budista Shogyo Gustavo Pinto, como uma importante montanha sagrada do ocidente. A caminhada e todas as práticas adotadas na “Terra da Paz” visam estabelecer a Paz Mundial e o Respeito e Equilíbrio com a natureza.
Depois destes 11 anos de contínuas atividades nesta área, inclusive com o estabelecimento de vários projetos de Restauração Ambiental, como a recuperação de mil hectares de pastagem artificial que foram convertidos novamente em um vigoroso Cerrado, a Justiça do estado do Mato Grosso entendeu que parte desta área pertence a outras pessoas e acaba de conceder o núcleo da Terra da Paz a terceiros, que já comunicaram que vão promover o imediato desmatamento e loteamento da área natural e de parte importante da área de restauração ambiental.
Portanto neste exato momento, a mais bela e preciosa área natural da Chapada, reconhecida mundialmente como local sagrado, uma das últimas áreas naturais da região e nas imediações do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e junto a APA- Área de Proteção Ambiental Estadual da Chapada dos Guimarães estará sendo destruída.
———————
SOS CHAPADA DOS GUIMARÃES II
por Mário Friedlander, no Facebook
Sou voluntário e colaborador da Associação Terra da Paz desde seu surgimento em 2001, trabalhei muitos anos pela construção da Terra da Paz no entorno do Morro do Japão entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, part
icipei de todas as etapas de sua implantação, inclusive quando ela sofreu uma invasão e teve início uma longa batalha judicial que culminou com uma decisão judicial a favor de terceiros e não o Monge Budista Shogyo e seus inúmeros parceiros.
Além do excepcional trabalho espiritual realizado pelos Budistas nesta área, houve um formidável esforço para a preservação, recuperação e conservação ambiental, cujo resultado mais visível, é a vigorosa regeneração natural de 1000 hectares de pastagens artificiais que voltaram a ser um vigoroso Cerrado, abrigando muitas espécies faunísticas raras e ameaçadas de extinção e servindo de abrigo e refúgio para toda a fauna de uma vasta região que vem sido sistematicamente desmatada para o plantio de eucalipto, hoje a Terra da Paz tornou-se uma ilha natural em meio ao mar de eucaliptos e pastagens.
No último sábado, 01 de setembro, um oficial de justiça, acompanhado de diversas pessoas e um caminhão chegou à Terra da Paz para promover a reintegração de posse, foram recebidos pelo zelador e sua família e rapidamente fizeram a retirada de pertences e outros objetos da fazenda, nesta ocasião, afirmaram que nesta próxima semana iriam começar a passar o “correntão” e iriam desmatar tudo.
Como colaborador e voluntário, fui alertado e passamos e examinar as alternativas para evitar que isso viesse a ocorrer, foi a partir dessa perspectiva que na segunda-feira bem cedo, escrevi e postei um manifesto denominado “SOS Chapada dos Guimarães” para tornar pública a situação que estávamos enfrentando e que poderia trazer sérias consequências ao meio ambiente e a paz de espírito de muitas pessoas que sabem da importância do Morro do Japão e da Terra da Paz.
A postagem teve mais de 500 compartilhamentos e muitos comentários, e o melhor é que alertou muitas pessoas que estão agora se organizando para agir em defesa desse patrimônio ambiental e espiritual de Mato Grosso.
Entretanto, fui intimidado pelo advogado de uma das partes sobre os crimes que eu estou cometendo e como o pleno exercício da cidadania, ainda que de modo tão simplório, poderia ser caracterizado como “formação de quadrilha” e que eu estarei sendo processado por criar esta postagem em defesa da nossa natureza.
Portanto, nada mais resta a fazer a não ser continuar este movimento e pedir apoio das mesmas pessoas que compartilharam e de outras, inclusive da imprensa para que possamos aprofundar essa questão, que agora já extrapola o ambiental e deve interessar a todos que querem se expressar livremente, assim como respirar ar puro e beber água limpa.
Conto com vocês e leiam a carta do advogado que está nos comentários da postagem “SOS Chapada dos Guimarães
————-
Conforme me foi pedido, segue:
Email divulgado pelo advogado da parte contrária.
“Prezado Mário; Boa tarde!
Sou um dos advogados de Benedito Paulo Pires de Miranda Filho.
Acabei de ler o que você postou em seu perfil do facebook.
Eu e meus sócios advogados reintegramos Benedito Paulo Pires de Miranda Filho na área que vocês denominavam “Terra da Paz”.
Informo que é seu direito e de todos os interessados fazer qualquer questionamento em órgão públicos, privados, entidades entre outros, no que tange a propriedade e posse da área.
Quanto ao desmate, informo que a área não está sendo desmatada.
Informo também que Vossa Senhoria está incitando pessoas boas a cometerem crime de falsa denúncia.
Denunciação caluniosa
Art. 339. Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:
Pena – reclusão, de dois a oito anos, e multa.
§ 1º – A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto.
§ 2º – A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.
Informo que cada denuncia caluniosa será apurada e também será apurado, dependendo de quantas denúncias forem feitas, o crime de formação de quadrilha.
Quadrilha ou bando
Art. 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:
Pena – reclusão, de um a três anos.
Quanto ao litígio em questão, estamos a disposição para conversar desde o princípio.
Acredito que o caminho é o entendimento, a PAZ que vocês tanto propagam, não o caminho que você está tomando.
Atenciosamente, Rogério Crepaldi
email: [email protected]
 

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“Será o paraíso se cumprir as metas”, diz Paes sobre leilão da Cedae

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O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta tarde (25) que o sucesso da concessão dos serviços de distribuição de água e de saneamento dependerá da capacidade de atuação das agências reguladoras. Segundo ele, o leilão foi bem conduzido, mas a fase de implementação precisa ser bem fiscalizada.

“Será o paraíso se cumprir as metas. Vamos ter as praias limpas, vamos ter as favelas com saneamento, vamos resgatar as lagoas e a Baía de Guanabara. É o que se deseja em uma cidade onde a questão ambiental representa um ativo econômico como é o caso do Rio de Janeiro”, disse. 

Por meio da concessão, os serviços de distribuição de água e saneamento na maioria dos municípios até então atendidos pela estatal Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) foi repassada à iniciativa privada. O modelo de concessão foi elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os leilões ocorreram no ano passado. O grupo Águas do Brasil venceu a disputa pelos blocos 1, 3 e 4, que juntos abrangem 32 municípios e bairros do centro, da zona sul, da zona oeste e da zona norte da capital. O consórcio Iguá arrematou o bloco 2, que engloba outra parte da capital – Barra da Tijuca e Jacarepaguá – e mais dois municípios. 

As empresas vencedoras obtêm a concessão por 35 anos e precisam se comprometer com a meta da universalização dos serviços até 2033. A Cedae seguirá operando a Estação de Tratamento do Guandu e venderá água tratada para as novas concessionárias, que ficarão responsáveis pela distribuição, pela captação e pelo tratamento do esgoto.

Paes considerou que é preciso melhorar a eficiência na fiscalização desses serviços. A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), que atua na regulação do setor, não foi mencionada diretamente.

Leia Também:  Confira decisões das desembargadoras Cláudia Pires e Geórgia de Carvalho, contrárias ao corte de ponto de professores da rede municipal e estadual, no Rio. Desembargadora Cláudia Pires entendeu que, por não haver lei regulamentando greve no setor público, princípios constitucionais do devido processo legal e da dignidade da pessoa humana devem prevalecer sobre vácuo jurídico

“O grande desafio agora é ver como se controla isso. É ver se as agências reguladoras vão exigir o cumprimento das metas ali definidas. Se isso ocorrer, vai se comprovar um super caso de sucesso de uma concessão bem feita que deu uma bela outorga pro estado, que deu uma bela outorga pra cidade do Rio de Janeiro e que conseguiu de maneira inteligente abarcar municípios que não teriam sustentabilidade econômica se fossem fazer a concessão sozinhos”, avaliou.

O prefeito também elogiou o novo marco do saneamento, aprovado pelo Congresso Nacional em 2020. Através dele, foram fixadas regras que devem nortear a concessão desses serviços. “Não sou contra empresas estatais. Mas o caso da Cedae é um caso típico de empresa que cobrava valores altos e que dava pouco retorno à cidade. O marco legal do saneamento é um avanço. Ele definiu prazos e permitiu que os gestores tomassem as decisões, no meu ponto de vista corretamente”.

Milícias

As declarações de Paes se deram durante participação no evento Brazil Forum UK, que ocorreu na Universidade de Oxford. Participaram estudantes e pesquisadores brasileiros que atuam em instituições de todo o Reino Unido. Os debates foram transmitidos pelas redes sociais. Além de Paes, outros políticos e também juristas estão entre os convidados. Mais cedo, mesas de debate contaram com a presença, por exemplo, do ex-governador de São Paulo, João Doria, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

O prefeito da capital fluminense foi convidado para debater o papel das cidades como indutoras de desenvolvimento e inovação. Ele dividiu a mesa com a antropóloga Andreza Aruska, diretora do Centro Latino-Americano da Universidade de Oxford. Foram discutidos assuntos variados como meio-ambiente, segurança pública, saúde e habitação.

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Ao ser questionado sobre o avanço das milícias, Paes manifestou discordância com análises que tendem a relacionar o problema com a ausência de políticas públicas nos territórios dominados.

Segundo ele, criminosos atuam em comunidades atendidas pelo metrô, pelo trem, por postos de saúde, por escola, por mercado popular e por centros esportivos. O prefeito deu o exemplo Conjunto Esperança, localizado no Complexo da Maré. “É um conjunto habitacional perto do centro da cidade, na beira da Avenida Brasil, em frente à Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz], com escola, posto de saúde, duas praças públicas e você entra lá e tem um sujeito de lança-chamas pra te receber”.

Paes disse ser preciso pensar políticas públicas com dados e evidências. “Na Vila Kennedy [comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro], todas as ruas são asfaltadas, todas têm esgoto, todas têm iluminação, a coleta de lixo são sete dias por semana. Temos 18 escolas municipais, não sei quantas praças, quatro clínicas da família, uma vila olímpica e para completar dois batalhões da Polícia Militar. Que conversa é essa de ausência do Estado? Não é o Leblon, mas o Estado está presente. O que justifica um lugar desse estar dominado? Ali acho que é tráfico, não sei se já juntou com milícia”, disse. “Queria eu ter a reposta. Não tenho”, acrescentou.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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