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MAIS POBREZA: Paulistano precisa de 15 dias de trabalho para comprar cesta básica, diz estudo

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São necessários 15 dias de trabalho para o paulistano comprar uma cesta básica
Redação 1Bilhão Educação Financeira

São necessários 15 dias de trabalho para o paulistano comprar uma cesta básica

Para quem mora na capital paulista e recebe até um salário mínimo, que é de R$ 1.100 em 2021, são necessários aproximadamente 15 dias de trabalho para comprar uma cesta básica no valor médio de R$ 640,51. Ou seja, metade do mês de trabalho é destinado à compra de itens básicos para a alimentação. Nos 12 meses encerrados em agosto, os alimentos tiveram um encarecimento de 13,94%, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados da cidade de São Paulo foram levantados com exclusividade para o Agora.

O cálculo integra estudo do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul), que acompanha o preço de 13 itens da cesta.

Na cidade de SP, a cesta básica chegou a R$ 650,50, valor equivalente a 64% do salário mínimo, indica pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

De acordo com o estudo do Conjuscs, de modo geral o salário mínimo paga apenas as contas principais, como a cesta básica, o gás de cozinha e as contas de água e luz. Com isso, o poder de compra dos brasileiros que ganham o mínimo está cada vez mais comprometido. As famílias conseguem apenas custear o essencial para sobreviver, sem ter como consumir outros produtos, o que faria a economia crescer.

Porque os preços subiram tanto?

A crise sanitária causada pelo coronavírus causou a redução da oferta de alimentos em todo o mundo. Porém, a retomada da economia de países como a China e os Estados Unidos, aumenta a demanda por alimentos, encarecendo as commodities (alimentos exportáveis) como a carne, a soja, o trigo, o café e o milho.

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Muitas pessoas perderam seus empregos, além dos trabalhadores informais que não conseguiram trabalhar, como por exemplo, vendedores ambulantes que ganhavam seu sustento na porta de bares ou eventos, locais que ficaram fechados por um longo período na pandemia. Com isso, essa parcela da população ficou sem suas principais fontes de renda durante a crise, e consequentemente isso influenciou no consumo desses indivíduos e suas famílias. E quando a demanda diminui, ocorre desequilíbrio entre oferta e procura. Desta maneira, os preços são impactados.

Quanto à alta do dólar, no caso do Brasil, este problema é agravado pela desvalorização do real frente ao dólar. A moeda norte-americana está acima de R$ 5 desde 2020, ano em que acumulou um aumento de 29%. Assim, os produtores de alimentos lucram mais com a exportação, diminuindo a oferta de produtos no mercado interno.

A energia elétrica, gás de cozinha e combustível também estão mais caros neste ano, e como são necessários para a produção e distribuição dos alimentos, é um dos motivos do da alta dos preços dos itens da cesta básica. O IPCA mostra que, de agosto de 2020 a julho deste ano, o gás aumentou 30,22%, os combustíveis 41,3% e a conta de luz, 20%.

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A luz ainda pode aumentar mais, por causa da criação da bandeira tarifária de crise hídrica. Considerando uma casa de quatro pessoas com consumo mensal de 247 kWh, são cinco dias de trabalho para pagar a fatura de R$ 221,49.

Sem previsão de queda nos preços

Na visão de especialistas, por enquanto, não há previsão para que o preço dos itens básicos diminua, devido à instabilidade política e econômica. Então, diante do cenário de crise, é necessário reduzir impostos que incidem sobre a cesta básica e outros produtos fundamentais, além da ampliação de programas sociais, para garantir o acesso da população mais vulnerável aos itens básicos.

Veja a relação quantos dias precisam ser trabalhados para comprar cada item, com base em quem tem renda de até R$ 1.100 por mês:

Cesta básica Valor: R$ 640,51 Dias de trabalho necessários para aquisição dos alimentos básicos: 15

Botijão de gás de 13 kg Valor: R$ 94,99 Dias de trabalho necessários para aquisição: dois

Conta de luz (247 kWh/mês), média de uma família com quatro pessoas Valor: 221,49 Dias de trabalho necessários para aquisição: cinco Conta de água (20 m³/mês), média de uma família com quatro pessoas Valor: R$ 117,71 Dias de trabalho necessários para aquisição: três

Pacote básico de internet (120 Megabytes), TV e telefone Valor: R$ 169,78 Dias de trabalho necessários para aquisição: quatro

Gasolina (125 litros para rodar 1.000 km por mês) Valor: R$ 680 Dias de trabalho necessários para aquisição: 15

Aluguel (apartamento de dois dormitórios) Valor: R$ 1.500 Dias de trabalho necessários para aquisição: 34

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Governo do Estado lamenta morte do mestre de capoeira e da cultura mato-grossense Jarbas Sokolowski

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), lamenta a perda do mestre de capoeira Jarbas Sokolowski, que faleceu neste domingo (26.09), aos 51 anos, em Sorriso (MT).

Mestre Jarbas, como é conhecido, chegou a Mato Grosso em 2005, e desde então contribuiu fortemente para o fortalecimento da cultura e do esporte mato-grossenses por meio da capoeira.

Sua trajetória é marcada por inúmeros feitos em prol da preservação e da difusão da arte capoeirista em todo o Estado. Além de conquistar os primeiros títulos nacionais de capoeira representando Mato Grosso, mestre Jarbas resgatou grupos folclóricos de puxada-de-rede, maculelê, berimbaladas, apresentações teatrais e espetáculos de capoeira.

Jarbas atuou como Conselheiro de Estado de Cultura, presidente da Federação Mato-grossense de Capoeira, vice-presidente da Confederação Brasileira de Capoeira e membro do Departamento da International Capoeira Association (ICA). Também foi o primeiro representante do Estado premiado com a maior honraria para mestres de capoeira do planeta, o Prêmio Berimbau de Ouro, recebido em março de 2016, em Salvador (BA).

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Atualmente, Jarbas exercia o cargo de diretor do Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Sorriso (Semec) e está sendo homenageado como mestre da cultura mato-grossense em projeto selecionado no edital da Secel-MT.

Representando toda a equipe da Secretaria Estadual, o secretário Beto Dois a Um expressa sua gratidão ao importante trabalho realizado por Mestre Jarbas, que fez dele uma personalidade da capoeira reconhecida dentro e fora do Brasil.

“Foi um choque receber essa triste notícia da morte de Mestre Jarbas. Nessa semana anterior ele ainda esteve na Secel protocolando projetos, conversando conosco e carregando tantos planos para a cultura de Sorriso e do Estado.  Sem dúvida, é uma grande perda para família, amigos e todos nós. Nosso consolo é saber que sua trajetória e contribuição não serão esquecidas, pois ficarão na história por meio do projeto aprovado no edital Conexão Mestres da Cultura, no qual tive a honra de dar um depoimento recentemente”, lamenta Beto.

A equipe da Secel externa ainda sentimentos de pesar e de solidariedade à família e amigos do Mestre Jarbas.

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Fonte: GOV MT

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