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NILSON LEITÃO: PSDB tem uma história de contribuição ao país, de responsabilidade e equilíbrio nas nossas ações

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Os desafios do PSDB
Nilson Leitão

 

Este ano de 2018 foi desafiador. Um divisor de águas. Ano em que se encerrou um ciclo pernicioso dos governos petistas. Depois de 13 anos, os brasileiros – que já haviam ido para as ruas em 2013, com uma pauta mais extensa e difusa e voltaram dois anos depois para reivindicar o impeachment da então presidente Dilma Rousseff -, em outubro último deram um basta ao esquerdismo do PT e de seus ‘puxadinhos’. 

Essa guinada da esquerda para a direita expôs uma ruptura do eleitorado com a política tradicional. O modelo político-partidário e o sistema de financiamento de campanhas se esgotaram. 
E o PSDB, que combateu o PT diuturnamente e liderou o processo de impeachment, também sofreu as consequências desse processo. A bancada na Câmara foi reduzida, perdemos grandes quadros e elegemos menos governadores, embora em Estados importantes como São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. 
A tradicional e duradoura polarização PT – PSDB não existe mais. E parte do eleitorado tucano migrou, no último pleito, para a candidatura que derrotou o PT. O fato é que o PSDB, apesar dessas perdas, ganhou uma oportunidade ímpar de se reconectar com a sociedade e de se situar nesse novo cenário político que emergiu das urnas.
Esse reposicionamento certamente será o centro das discussões no âmbito partidário nos próximos meses. E não há demérito algum na necessidade de ter de se reconfigurar em termos partidários. Só permanecem aqueles que têm a capacidade de se adaptar a novas conjunturas. E o PSDB sairá fortalecido desse processo.
Um ponto crucial nessa discussão é nunca nos esquecer quem somos: temos uma história de contribuição ao país, de responsabilidade e equilíbrio nas nossas ações, somos reconhecidos como o partido das reformas estruturantes, da eficiência administrativa e da preocupação com o social. E esse é um ativo valiosíssimo e deve orientar a decisão em relação à direção que o partido irá trilhar a partir de agora.
Com o novo governo, qual será a orientação do PSDB? Se for para a oposição, irá se unir ao PT, que sempre combateu. Se integrar a base governista, poderá não ser reconhecido pelo seu eleitorado. Assim, o caminho entre os dois extremos se mostra o mais viável a ser construído.
É claramente possível ajudar o novo governo a aprovar as medidas que são essenciais para o país sem aderir a sua base no Congresso ou ter cargos na Esplanada dos Ministérios. 
E foi isto que ressaltamos ao próprio presidente eleito, Jair Bolsonaro, na reunião que tivemos no início de dezembro: o PSDB tem compromisso com as reformas e irá defendê-las, assim como todas as medidas que forem importantes para o país. E salientei também que o presidente eleito precisa aproveitar o ativo político e o apoio que obteve nas urnas para tirar as reformas do papel. 
Sempre atuamos a favor do Brasil. E não será diferente agora. Muitos desafios deverão ser enfrentados e o serão com muita disposição e responsabilidade. A redução do tamanho da nossa bancada no Congresso certamente será superada pela intensidade e qualidade da atuação de cada um dos nossos parlamentares.
Como otimista que sou, sempre vejo o copo meio cheio. Para mim, foi um privilégio liderar a bancada na Câmara nesse momento que, quando olhado no futuro, terá sido decisivo para o PSDB se reconectar com a sociedade, se reposicionar junto ao cenário político e se fortalecer como uma alternativa viável de poder. 

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Líder do PSDB na Câmara dos Deputados

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Presidente Bolsonaro condecora ministros com a Ordem do Rio Branco

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O presidente Jair Bolsonaro condecorou hoje (8) personalidades civis e militares com a Ordem de Rio Branco, honraria concedida pelos serviços prestados ao país. A cerimônia de entrega das medalhas foi realizada no Itamaraty, em Brasília. 

Foram agraciados pelo presidente com o grau Grã-Cruz a primeira-dama, Michele Bolsonaro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, o ministro da Cidadania, João Roma, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ministro do Turismo, Gilson Machado, e a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. 

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do BNDES, Gustavo Montezano, também receberam a honraria. 

A Ordem de Rio Branco foi instituída em 1963 em homenagem ao Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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