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MIRANDA MUNIZ: Pedro Taques ficará pendurado na brocha?

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Zé Pedro Taques


Pedro Taques ficará pendurado na brocha?
* Miranda Muniz
José Pedro Gonçalves Taques talvez tenha sido a figura “mais descolada” (sem dinheiro, sem ascendência familiar importante e sem grupo político) dos poderes político e econômico que tenha galgado postos tão importantes na política Estadual.
Ganhou notoriedade graças a tal “meritocracia”, na função de Procurador da República, período que enfrentou grandes esquemas mafiosos no Estado. Investigou e propôs condenação ao bicheiro e João Arcanjo Ribeiro (“O Comendador”), desvendou esquemas de corrupção da SUDAM, e em outros órgãos públicos.
Em 2010, abandona o Ministério Público Federal, candidata ao Senado e sai vitorioso, numa disputa em que soube muito bem fazer as alianças, muitas “por baixo dos panos”, com setores que dominam a política e que tem o comando do poder econômico do Estado.
No Senado, formou um “trio do barulho”, uma espécie de “Os Três Mosqueteiros”, com Randolfe Rodrigues (quando ainda era PSOL) e Demóstenes Torres (DEM, ex-promotor de Justiça, e posteriormente cassado por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeiro) e, com discurso inflamado contra a “corrupção e os desmandos”, surfou na onda “falsa moralista” do período preparatório ao Golpe contra a Presidenta Dilma.
Em 2014, “foi adotado” pelo “Agronegócio” e pelas “oligarquias” políticas locais, com a missão de ocupar o cargo político máximo  do Estado.
Entretanto, já na posse, com seu estilo excêntrico, “esnobada” os setores políticos/econômicos que lhes garantiram a eleição e sinaliza claramente para um estilo de governo do “Eu Sozinho”.
Imaturo na política compõe inicialmente um secretariado “técnico”, com jovens valores, mas desprovidos de experiência administrativa e trato com os meandros da política, sobre os quais ele mantinha o controle total das ações. Além disso, chamou a “polícia” para dentro do Governo, a exemplo da SEMA, da Secretaria de Justiça, etc, apresentando “a senha” do governo austero, uma das suas principais bandeiras de campanha.
Não demorou mais de um ano e o “Novo Governo” já começava a “fazer água”, por falta de resultados práticos e pelo aparecimento do primeiro grande caso de corrupção em seu governo – o Caso Seduc. Assim, foi obrigado a promove uma guinada e começa a “recompor” o Governo com o “pessoal da política”, para tentar conter o visível isolamento.
Essa inabilidade em “manejar a política”, fez abrir uma crise desgastante com os servidores em função de uma negociação atabalhoada em relação ao reajuste geral anual (RGA) que, em cima de factoides, afirmava inicialmente a impossibilidade do reajuste e depois da pressão e luta dos servidores, inclusive desmascarando os números apresentados pelo Governo, foi obrigado a ceder.
Para piorar, surge a escabrosa “Grampolândia Pantaneira”, esquema de escutas clandestinas que funcionava a todo vapor ao lado do seu gabinete e que, tudo indica, comandada pelo seu primo e Secretário da Casa Civil Paulo Taques, onde bisbilhotava desde adversários, profissionais da imprensa, pessoas da relação pessoal e até mesmo aliados, fato que atingiu em cheio a chamada “confiança” dos aliados que, em política, é como um cristal fino que se quebra e que dificilmente poderá retornar ao estado original.

Pesquisa recente divulgada pelo IBOPE, num momento em que ainda não há oposição consistente, aponta que o Governador lidera na maioria dos cenários. Entretanto, com um grau de aceitação muito baixa (89% dos entrevistados ou não decidiram em quem votar ou declararam voto branco ou nulo) e com um índice de rejeição bastante elevado, demonstrando que um grande espaço vazio a ser ocupado.
Ou seja, Pedro Taques não está navegando em “sol de brigadeiro”.
Os tubarões do agronegócio estão “rodeando o bote”, esperando pra ver o que vai dar; os aliados, mesmo participando do Governo, tramam nos bastidores; partidos e lideranças importantes não se entusiasmam com convites de última hora para integrar o Governo, mantendo-se equidistantes e o Governador está numa briga fraticida com o deputado Nilson Leitão, líder de seu próprio partido.
A grande questão que se coloca é a seguinte: as “oligarquias políticas” e o Poder Econômico reinantes no Estado estarão dispostos a manter um “preposto cambaleante” e que ainda resiste em rezar pela sua cartilha? Ou decidirão substituí-lo por “um dos seus” ou por alguém mais confiável?
E as forças do campo democrático e popular, alinhadas aos projetos nacionais das candidaturas do ex-presidente Lula, que lidera e se consolida em todos os cenários e que é apontado pela citada pesquisa como o “maior transferidor de votos”, da Manuela Dávila (PCdoB), do Ciro (PDT), e que possa agregar outras legendas como o PSB, PPS , PODEMOS, PV, REDE, não irão entrar neste jogo político? Vão preferir perder por W X O, como vaticinou recentemente um grande “analista político” numa súbita recaída de “Mãe Diná”?
Por fim, uma indagação no ar: o Governador Pedro Taques conseguirá “recompor” com as forças que garantiram sua ascensão ou estas o abandonará, deixando-o pendurado na brocha?
Certamente após o carnaval e até as convenções partidárias saberemos o desfecho!
Miranda Muniz – agrônomo, oficial de justiça avaliador federal, dirigente estadual da CTB e do PCdoB;
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No dia do servidor público, comunidade da UFMT alerta população sobre a PEC 32 e cobra deputados

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Adufmat cobra compromissos dos parlamentares que representam o povo trabalhador de Mato Grosso

Já faz mais de um ano que os servidores públicos federais, estaduais e municipais denunciam a elaboração de mais um forte e perigoso ataque contra os direitos constitucionais. O Governo Federal queria aprovar sua proposta de Reforma Administrativa (PEC 32) em agosto deste ano, mas devido à gravidade da pauta e a pressão de sindicatos e movimentos sociais, tem encontrado dificuldades para conseguir os 308 votos necessários.

Nessa quinta-feira, 28/10, Dia do Servidor Público, a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representada pelos sindicatos dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes – Adufmat-Ssind, Sintuf/MT e DCE, respectivamente -, fez mais uma intervenção: encheu de faixas as grades da universidade para denunciar o ataque e cobrar os parlamentares mato-grossenses.

Há seis semanas servidores de todo o país fazem vigília em Brasília para demonstrar aos parlamentares que a população é contrária à PEC 32, porque sabe que será prejudicada. A Adufmat-Ssind já realizou diversas atividade nesse sentido. Publicou uma cartilha elencando os malefícios da PEC 32 para os servidores e para a sociedade como um todo (clique aqui para acessar), organizou atos e campanhas nas ruas, redes sociais, emissoras de TV e rádio, lives, além de uma série de programas com a personagem Almerinda para dialogar com a população sobre o assunto.

A PEC 32 é a terceira proposta de Reforma Administrativa desde a promulgação da Constituição de 1988 e, desta vez, tem como objetivo precarizar os contratos dos trabalhadores, colocando os servidores públicos em condição de maior fragilidade e permitindo todo tipo de barganha com os cargos públicos. Também pretende introduzir o princípio de subsidiariedade, no qual o Estado atua como um igual, e não como um ente superior ao setor privado e conceder superpoderes ao presidente da República, que passaria a poder destruir instituições e autarquias com apenas uma canetada.

A justificativa mentirosa utilizada pelos governantes para aprovar a PEC 32 seria acabar com privilégios de servidores. No entanto, políticos, militares de alta patente e o alto escalão do Poder Judiciário, exatamente aqueles que recebem salários exorbitantes, ficarão de fora da Reforma. Ela tingirá, apenas, os servidores que recebem os menores salários, em sua maioria, os que estão em contato direto com a população usuária dos serviços públicos.

O Governo também mente sobre os reflexos da reforma para os atuais servidores federais, estaduais e municipais. Além de já receberem os piores salários e enfrentarem ambientes de trabalhos precarizados, esses servidores correm o risco de sofrer redução de salários e carga horária de trabalho em até 25%.

Para o diretor geral da Adufmat-Ssind, professor Reginaldo Araújo, a data é mais uma grande oportunidade para “chamar a atenção da população sobre os ataques da PEC 32 e cobrar os deputados, lembrando que aqueles que atacam a população dessa forma costumam não ser reeleitos, a exemplo da última Reforma da Previdência”.

Até o momento, os deputados mato-grossenses que se declararam contrários à PEC 32 são: Rosa Neide (PT), Emanuelzinho (PTB), Leonardo (SDD), Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB). Os deputados que ainda se mostram favoráveis à proposta são Neri Gueller (PP), Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (PODE).

Protesto na UFMT contra PEC 32

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