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O melhor detergente é a luz do sol

MATO GROSSO NAS ELEIÇÕES: PDT em Sinop, engajado na campanha de Ciro, lança professor Vinicius Teixeira, da Unemat, pré-candidato a federal

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O melhor detergente é a luz do sol

 

No video, Lilo Pinheiro com Jhoni Crestani, presidente do PDT em Sinop

 

 

O comando estadual do PDT em Mato Grosso, aproveitou o feriado de Corpus Christi para uma visita à cidade de Sinop (distante 479 km de Cuiabá, via BR-163), onde o presidente regional do partido, o vereador cuiabano Lilo Pinheiro encontrou um diretório militante, cada vez mais engajado na campanha de Ciro Gomes para presidente do Brasil e se mobilizando para a disputa eleitoral de outubro com as pré-candidaturas já lançadas do professor de Geopolítica da Unemat, Vinicius Teixeira, para deputado federal e do ativista católico Antônio da Silva Sales para deputado estadual. Da reunião, na sexta-feira, 17, também participou a líder evangélica da Assembleia de Deus, no municipio de Santa Carmem, Celoir Teresinha Guedes, também lançada pré-candidata do PDT a estadual.

Mulher no comando

O diretório do PDT em Sinop é comandado por uma ativista e feminista, a empresária Jhoni Helen Crestani, e se destaca por um esforço de enraizamento na comunidade, aonde os núcleos de sustentação do partido vem se multipliando, notadamente entre os professores e estudantes do campus da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). O partido também ganha força nas comunidades periféricas, marcadas por uma aguda carência de políticas públicas, notadamente nos setores de saúde, habitação, educação e transporte. Enfrentando o sectarismo dos bolsonaristas na região, os pedetistas tem conseguido, todavia, multiplicar a sua mensagem pela mudança, sempre escorada nos projetos traçados pelo PDT e por Ciro Gomes em seu Plano Nacional de Desenvolvimento.

Leia Também:  JOSÉ ORLANDO MURARO: Sempre brinco, dizendo que, há décadas, duas mulheres me acompanham. A primeira é a SOLIDÃO, vestida de luto, que pela janela, aguarda o meu retorno para uma casa vazia e empoeirada. Senta-se, em silêncio, na ponta da mesa, enquanto almoço. No máximo repete os versos de Pessoa: “ –Óh mar...quanto do teu sal, são lágrimas de Portugal?” É a minha herança lusitana, por parte de pai. A outra mulher é a Dona MORTE. Baixinha, velha, desdentada, com os peitos murchos balançando dentro de uma camiseta puída. Companheira de estrada, e de tantas e tantas confusões em que me meti pela vida. Ela visitou a maior parte dos meus inimigos. Poucos restam. E eu atingi uma idade improvável para alguém que já esteve em situações bem delicadas. Belicosa, não repete versos de ninguém, apenas se distrai amolando facas. É a minha herança italiana

PDT descentralizado

Lilo Pinheiro, durante o encontro em Sinop, que juntou mais de 30 lideranças pedetistas, ressaltou o compromisso de descentralização das atividades partidárias, com um estimulo constante para que os militantes do interior do Estado tenham vez e voz nas decisões do diretório regional. Nesse sentido, dentro do atual calendário de viagens, a caravana do PDT regional já esteve em Diamantino, Lucas, Rondonópolis e agora Sinop para reforçar não só a organização interna como garantir uma intervenção melhor articulada visando contribuir para a vitória de Ciro Gomes em sua histórica disputa pela presidência do Brasil.

Em todo Mato Grosso

Lilo Pinheiro viajou acompanhado de sua esposa Melissa Elena Pinheiro, do secretário geral Diogo Botelho com a esposa Mirella Botelho, do decano do PDT, o ex-deputado estadual Márcio Benedito Pinheiro e de Miriam Calazans, que preside a Ação da Mulher Trabalhista no Estado. Depois do compromisso em Sinop, a caravana do PDT programa visita aos municipios de Cáceres, Denise, Barra do Bugres, Barra do Garças e Alta Floresta. Nos próximos dias, será inaugurada também a nova sede da agremiação na capital, sendo esperada a presença do presidente nacional do PDT Carlos Lupi.

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No video, acompanhe a conversa de Lilo Pinheiro com Jhoni Crestani sobre os rumos do PDT na região de Sinop.

 

FONTE: Diretório estadual do PDT MT

 

 

 

 

Lilo Pinheiro, Jhoni Crestani e os pedetistas reunidos em Sinop: organização e metódo para garantir vitória de Ciro em Mato Grosso 

Lilo Pinheio com o professor Vnicius Teixeira, pré candidato a deputado federal pelo PDT em Sinop MT

 

Celoirr Guedes, pré candidata em Santa Carmem, com Lilo Pinheiro

 

 

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ECONOMISTA YANIS VAROUFAKIS: Por que a inflação voltou? A questão é do tipo que não tem resposta precisa

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Por que a inflação voltou?

Por Yanis Varoufakis, no Project Syndicate | Tradução: Antonio Martins

A tentativa de encontrar culpados pela alta dos preços está cada vez mais intensa. Foi o dinheiro farto dos bancos centrais, injetado por tempo demais nas economias, que fez a inflação decolar? Foi a China, que adotou lockdows para se proteger da covid e rompeu as cadeias globais de abastecimento? Foi a Rússia, que ao invadir a Ucrânia bloqueou uma parcela importante do suprimento global de gás, petróleo, grãos e fertilizantes? Foi uma mudança brusca das políticas pré-pandêmicas de “austeridade” para liberalidade fiscal irrestrita?

A questão é do tipo que não tem resposta precisa. Todas as mencionadas acima e nenhuma delas. Grandes crises econômicas frequentemente atraem múltiplas explicações, que estão todas corretas mas não tocam no ponto central. Quando os mercados financeiros desabaram em 2008, desencadeando a Grande Recessão global, surgiram várias interpretações: A captura das instituições regulatórias pelas instituições financeiras, que substituíram a indústria na liderança da ordem capitalista. Uma inclinação cultural ao risco financeiro. O fracasso dos políticos e economias, que confundiram uma bolha gigante com um novo paradigma. Tudo isso era real, mas nada ia ao núcleo da questão. O mesmo ocorre agora. “Nós avisamos”, dizem os monetaristas, que preveem inflação alta desde que os bancos centrais passaram a emitir dinheiro em larga escala, em 2008. Fazem-me lembrar do triunfo que os esquerdistas (como eu!) experimentamos naquele ano, depois de termos “previsto” repetidamente a quase-morte do capitalismo – iguais a um relógio parado, que acerta a hora duas vezes ao dia.

É verdade: ao permitirem que os banqueiros fizessem vasta emissão de crédito (na falsa esperança de que o dinheiro emitido iria irrigar a economia), os bancos centrais provocaram uma inflação de ativos (fazendo disparar os preços dos imóveis, das ações e das criptomoedas, por exemplo). Mas a narrativa monetarista não explica por que os bancos centrais foram incapazes, entre 2009 e 2020, sequer de ampliar a quantidade de dinheiro em circulação na economia real – muito menos de fazer a inflação chegar à meta de 2% ao ano. Algo além disso desencadeou a alta dos preços atual. A interrupção das cadeias de abastecimento dependentes da China) também teve peso, assim como a invasão da Ucrânia. Mas nenhum destes fatores explica a abrupta “mudança de regime” do capitalismo ocidental — da deflação, que predominava até há pouco, para seu oposto: a alta simultânea de todos os preços. Normalmente, para que isso ocorresse seria necessária uma inflação dos salários superior à dos preços, desencadeando uma espiral incessante, com a alta dos salários retroalimentando altas dos preços que, por sua vez, levaria os salários a aumentarem também, ad infinitum. Só nesse caso seria razoável que os bancos centrais demandassem aos trabalhadores “jogar para o time” e reduzir a luta por altas de salários.

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Mas fazê-lo hoje seria absurdo. Todas as evidências sugerem que, ao contrário dos anos 1970, os salários estão subindo muito menos que os preços, e ainda assim a inflação não apenas se mantém – mas acelera. O que está acontecendo, então? Minha resposta: um jogo de poder de meio século, conduzido pelas grandes corporações, pela oligarquia financeira, pelos governos e bancos centrais, está terminando muito mal. Como resultado, as autoridades ocidentais agora defrontam-se com uma escolha impossível: ou empurram os conglomerados (e mesmo alguns Estados) para falências em série, ou permitem que a inflação suba sem parar. Por 50 anos, a economia dos EUA sustentou as exportações líquidas da Europa, Japão, Coreia do Sul; e mais tarde da China e de outras economias emergentes. A parte do leão destes lucros estrangeiros voltava a Wall Street, em busca de maiores rendimentos.

Por trás deste tsunami de capitais que se dirigia aos EUA, o sistema financeiro construía pirâmides de dinheiro privado (os mercados de opções e derivativos). O esquema financiava a construção, pelas corporações, de um labirinto de portos, navios, entrepostos, pátios de estocagem, estradas e ferrovias. Quando o crash de 2008 incendiou estas pirâmides, todo o labirinto financeirizado de cadeias de suprimento just in time balançou. Para salvar não apenas os banqueiros, mas o próprio labirinto, os bancos centrais tomaram a frente, substituindo as pirâmides do sistema financeiro com dinheiro público. Ao mesmo tempo, os governos estavam cortando gastos públicos, empregos e serviços. Não era nada menos que socialismo de luxo para o capital e austeridade estrita para o trabalho. Os salários encolheram e os preços e lucros estagnaram, mas os preços dos ativos negociados pelos ricos (e, portanto, sua riqueza) disparam.

O nível de investimentos (em relação ao dinheiro disponível) caiu a um ponto inédita, a capacidade de produção encolheu, o poder dos mercados multiplicou-se e os capitalistas tornaram-se ao mesmo tempo mais ricos e mais dependentes do dinheiro dos bancos centrais que nunca. Era um novo jogo de poder. A luta tradicional entre capital e trabalho, cada um esforçando-se para elevar a respectiva fatia na renda disponível, por meio de crescimento das margens ou elevações de salários, continuou. Mas já não era a fonte principal da nova riqueza. Depois de 2008, as políticas generalizadas de “austeridade” resultaram em baixo investimento (demanda por dinheiro), que, combinado com total liquidez assegurada pelos bancos centrais (vasta oferta de dinheiro), manteve o preço do dinheiro (taxas de juros) próximo de zero. Com a capacidade produtiva (mesmo no setor imobiliário, em termos globais) em queda, bons empregos escassos e salários estagnados, a riqueza triunfou nos mercados de ações e propriedades, que haviam se desacoplado da economia real.

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Então, veio a pandemia, que mudou algo essencial. Os governos ocidentais foram forçados a direcionar alguns dos novos rios de dinheiro dos bancos centrais para as massas em quarentena, em meio a economias que, ao longo de décadas, haviam corroído sua própria capacidade de produzir e tinham de lidar agora com a ruptura das cadeias de abastecimento. À medida em que as multidões em quarentena gastavam parte de seu novo dinheiro em importações escassas, os preços começaram a subir. As corporações com riqueza acumulada em papel responderam lançando mão de seu imenso poder de mercado (ainda garantido por sua capacidade produtiva encolhida) para levar os preços às alturas.

Depois de duas décadas de bonança de preços de ativos disparados e de dívida corporativa crescente – tudo em consequência das ações dos bancos centrais – bastou uma pequena inflação para terminar com o jogo de poder que moldou o mundo pós-2008 à imagem de uma classe dirigente revivida. Agora, o que virá? Nada de bom, provavelmente. Para estabilizar a economia, as autoridades primeiro precisariam acabar com o poder exorbitante concedido a muito poucos por meio de um processo político de produção de riqueza de papel e criação de dívida barata. Mas estes muito poucos não vão entregar poder sem luta, ainda que isso signifique mergulhar toda a sociedade num grande incêndio.

Yánis Varoufákis é economista, blogger e político grego membro do partido SYRIZA. Foi o ministro das Finanças do Governo Tsipras no primeiro semestre de 2015. Varoufákis é um assíduo opositor da austeridade. Desde a crise global e do euro começou em 2008, Varoufákis tem sido um participante ativo nos debates ocasionados por esses eventos. Publicado originalmente no saite Outras Palavras.

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