O melhor detergente é a luz do sol
MATANÇA NO BRASIL: Estudo epidemiológico da Fiocruz aponta que jovens negros são principais vítimas de morte por violência – LEIA NA INTEGRA
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Enquanto homens jovens são os que mais morrem, as mulheres jovens são as principais vítimas de agressões. Isso é o que aponta o 1º Informe epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira: violências e acidentes, pesquisa da Fiocruz. O estudo ainda revelou que, na juventude, a desigualdade racial é mais acentuada: jovens, negros representam 73% dos óbitos por causas externas na juventude, (totalizando 61.346 mortes). E que jovens pessoas com deficiência (PCDs) constituem um quinto das notificações de violências no Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o levantamento é o primeiro de um ciclo de informes epidemiológicos sobre a situação de saúde das juventudes que pesquisadores da Agenda Jovem Fiocruz (AJF) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) planejam lançar em 2025. Foram usadas as bases de dados do SUS e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 e 2023. “É extremamente necessário trazer dados e reflexões sobre como a violência se apresenta de maneira distinta em relação à idade, gênero, raça e localização geográfica. Isto ajuda a compreender como agressões e acidentes são associados às condições de vida e trabalho das juventudes brasileiras”, destaca a pesquisadora Bianca Leandro, da EPSJV/Fiocruz.
A morte violenta atinge mais os jovens do sexo masculino, cuja taxa de mortalidade é oito vezes maior do que a das mulheres jovens. Homens entre 20 e 24 anos são os mais atingidos, com 390 óbitos para cada 100 mil habitantes. Entretanto, as maiores vítimas das violências notificadas pelo SUS são as mulheres, tanto em termos proporcionais como na taxa de incidência, em todas as Unidades da Federação (UFs), especialmente entre as mais jovens, de 15 a 19 anos. Entre as UFs, o Distrito Federal e o Espírito Santo apresentam taxas de um caso para cada cem habitantes (1022 no DF e 993 no ES).
Dentre as causas, o sexismo aparece como a motivação mais frequente da violência contra jovens nas notificações do SUS, correspondendo a 23,7% dos casos. Essa motivação é mais frequente nas violências sofridas por jovens entre 25 e 29 anos. As mulheres também sofrem violências fatais mais diversificadas. Agressões por arma de fogo e objetos penetrantes/cortantes são as principais causas de morte violenta entre jovens. Porém, entre as causas de óbito de mulheres jovens também se destacam a morte por enforcamento, estrangulamento e sufocação. Além disso, as mulheres são mais assassinadas dentro de casa (34,5% das ocorrências, contra 9,6% dos homens), enquanto para os homens jovens o maior risco ocorre nas ruas (57,6%).
Negros e jovens pessoas com deficiência sofrem mais
Os jovens negros (pretos e pardos) representam mais da metade (54,1%) das vítimas jovens notificadas. O risco de morte por causas externas entre jovens homens negros chega a 227,5 para cada 100 mil habitantes, que é 22% maior que a taxa do conjunto da população jovem (185,5), e mais do que 90% maior que a taxa de mortalidade de jovens homens brancos e amarelos.
A diferença é ainda mais acentuada nos mais jovens, entre 15 a 19 anos. As taxas de mortalidade por causas externas para negros (161,8 óbitos para cada 100 mil habitantes) e indígenas (160,7) são praticamente o dobro das taxas para brancos (78,3) e amarelos (80,8).
Os jovens pessoas com deficiência foram 20,5% das notificações de violências no SUS. Na população geral, as vítimas com deficiência representam 17,6% do total. Os tipos de deficiências mais vitimadas foram relacionados à saúde mental: transtorno mental e de comportamento e deficiência intelectual.
“O direito à vida tem sido uma bandeira dos movimentos juvenis contemporâneos, exatamente pelo fato de que a juventude tem sido o segmento bastante afetado pela violência letal”, afirma o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho. “É preciso seguir apontando os dados alarmantes e, mais que isso, afetar as causas que têm a ver em como a sociedade vê os jovens e a ausência de políticas públicas que garantam a proteção dessa população”.
FONTE FIOCRUZ
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Rosenwal Rodrigues, trocando PV pelo PSB, e afinado com Zé Pedro Taques, pode marcar força dos servidores nesta eleição que expõe luta de classes em MT
O comando nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB parece que percebeu que a luta de classes pode vir a ser o grande mote na disputa eleitoral que se travará neste ano no Estado de Mato Grosso. Por isso trabalha ferozmente, nos prazos finais da janela partidária, para tirar o sindicalista Rosenwal Rodrigues do Partido Verde, onde ele está inscrito e programado para fazer mera escadinha para a candidatura da professora Rosa Neide (PT), para se transformar no puxador de votos de uma chapa de deputados federais do PSB, partido que pretende trabalhar para radicalizar o confronto entre patrões e trabalhadores nas eleições deste ano no Estado.
Comandando a luta salarial dos servidores do Poder Judiciário, no ano passado, Rosenwal conseguiu se expressar com uma radicalidade que faltou à maioria das lideranças sindicais mato-grossenses. Com coragem notável, o presidente do Sinjusmat – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, confrontou não apenas os magistrados que compõem a direção do Tribunal de Justiça mas também o chefe do Executivo, governador Mauro Mendes (União) e a maioria dos deputados estaduais que compõem a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – três poderes que se uniram com violência inesperada, na ocasião, para barrar o pagamento da recomposição salarial que a categoria tem reclamado há vários anos.
Líder destacado de uma mobilização trabalhista exemplar, Rosenwal soube também se perfilar entre os mais explosivos aliados do ex-governador e ex-procurador da República José Pedro Taques, na denúncia da roubalheira de recursos públicos no chamado Escândalo da OI, onde apareceram como comprometidos não só o empresário e governador Mauro Mendes, como seus familiares e um número enorme de apaniguados que gravitam em seu entorno, a começar pelo deputado federal e chefe da Casa Civil Fábio Garcia. Formando a Facção Criminosa dos Bacanas, segundo Zé Pedro, eles teriam se aproveitado de uma negociação realizada nas sombras da gestão estadual, para pretensamente desviar nada menos que 308 milhões de reais dos cofres públicos – uma denuncia que Zé Pedro, com apoio ostensivo do plantel de sindicalistas coordenados por Rosenwal Rodrigues, fizeram viralizar a partir de campanhas irreverentes nas redes sociais, tocadas no ritmo do refrão em cuiabanês do “Panhou ou Não Panhou?”.
De imediato, Rosenwal parece ter percebido o boqueirão político que se abria à sua frente, notadamente devido às vacilações de outros sindicalistas, como o presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner de Oliveira, e o dirigente do Sintep-MT e presidente regional da CUT – Central Única dos Trabalhadores, o professor Henrique Lopes, que, apesar de intensamente envolvidos na denúncia dos escândalos da OI e dos empréstimos consignados, não deram o devido respaldo político-partidário ao ex-governador José Pedro Taques que, paralelamente à sua atuação em defesa dos servidores públicos estaduais, se lançou de imediato no processo de reconstrução do PSB em Mato Grosso e da sua pré-candidatura a senador da República pelo Estado, em confronto direto com Mauro Mendes.
Antônio Wagner, em sua vacilação, ainda é visto como apoiador da candidatura a senadora da deputada estadual Janaina Riva (MDB) – herdeira de Zé Riva, ex- chefão da Assembleia Legislativa e já condenado e réu confesso, ao lado do ex-governador Silval Barbosa, despontando como responsável por um rombo nos cofres públicos que, de acordo com o MP-MT, superou a casa dos 4 bilhões de reais.
Janaina também tem contra ela o fato de comandar uma das facções politicas do bolsonarismo golpista em Mato Grosso, na condição de aliada do senador Wellington Fagundes (PL). Ela também é responsável pela descaracterização politica do MDB mato-grossense, transformado em puxadinho da aliança política dos extremistas de direita em nosso Estado.
Henrique Lopes, por outro lado, apesar de comandar o sindicato que representa a maior categoria de servidores estaduais, que são os profissionais da Educação, tem se comportado com um evidente sectarismo em relação às demais categorias e sindicatos, trabalhando contra a representatividade da Federação dos Servidores Públicos, comandada pela sindicalista Carmen Machado, já que tem preferido se guiar caninamente pelos ditames do Partido dos Trabalhadores que, em Mato Grosso, se subordinou à orientação política de um setor do Agronegócio, comandada pelos ruralistas Blairo Maggi, Eraí Maggi e Carlos Fávaro que, curiosamente, também se alinham à direita com o governador Mauro Mendes já que as lideranças no Agro, repudiando a candidatura de José Pedro Taques, tem defendido abertamente uma espécie de frente ampla lulista pantaneira, trabalhando pela eleição de Mauro Mendes como senador numa ponta e pela eleição de Carlos Fávaro, na outra ponta. Dessa forma, o sindicalismo cutista aparece assim, em Mato Grosso, como mero marionete dos interesses dos grandes empresários do Agro que, em contrapartida, tratam também de compor a grande frente ampla política nacional que, comandada pelo velho sindicalista metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva, aos trancos e barrancos, segue conduzindo a atual presidência da República do Brasil.
Favorecida por toda esta confusão ideológica que tem marcado a política de Mato Grosso, onde o bolsonarismo extremista continua a dominar municípios importantes como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, a candidatura a deputado federal de Rosenwal Rodrigues passa a ser apontada pela direção nacional do PSB como um fator de importante reposicionamento do Partido Socialista no Estado, já que, até recentemente, sob o comando do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o PSB aparecia como mais um dos marionetes partidários que o governador Mauro Mendes administrava.
Com Rosenwal Rodrigues articulando em torno de sua candidatura a força do sindicalismo do serviço público, a expectativa do PSB é dar uma grande passo para se transformar em importante força política à esquerda dentro de Mato Grosso. Tanto que tem sido o próprio vice-presidente da República, o médico e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin que, segundo as fontes deste blogue, tem conduzido as negociações que podem levar Rosenwal a trocar, ainda neste final de semana, o Partido Verde pelo PSB e passar a gerenciar um processo de fortalecimento da candidatura de José Pedro Taques a senador e de afirmação dos interesses classistas dos servidores públicos dentro de uma eleição em que, nos últimos anos, o que tem prevalecido tem sido a força da grana dos barões do Agro.
Esta possibilidade está sendo traçada nas negociações que marcam esta Sexta-Feira da Paixão em Mato Grosso e pode representar, até domingo, dia em que se comemora a Páscoa, com a ressurreição de Jesus Cristo, a própria ressurreição de uma política de esquerda em nosso Estado, juntamente com a articulação de um sindicalismo minimamente combativo. A menos, é claro, que a força disruptiva da grana do Agro vença mais uma vez.
Enock Cavalcanti, 72, é jornalista e editor do blogue PAGINA DO ENOCK, que se edita a partir de Cuiabá, Mato Grosso, desde o ano de 2009.

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