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JOSÉ ORLANDO MURARO: Maçonaria assume poder em Chapada

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José Orlando Muraro garante que a Maçonaria está ganhando força no novo governo do prefeito eleito de Chapada, José Neves


PMDB rompe e Maçonaria assume o poder em Chapada dos Guimarães
POR JOSÉ ORLANDO MURARO
Escrevi, em um artigo anterior, que as eleições municipais em Chapada dos Guimarães mais pareciam o roteiro dos livros ( e da série da HBO) do escritor George R.R.Martin, denominados “Games of Thrones”, eis que as grandes famílias da política local ( Albernaz, Moreira da Silva, Mello) estavam esfaceladas, e as famílias menores ( Neves, Paixão, Freitas e Siqueira) uniram-se e conseguiram eleger o médico José Neves prefeito.
Cometi um erro, ao afirmar que estas famílias menores, NUNCA antes haviam chegado ao Poder Executivo local. Não é verdade: Thermosina Siqueira Lopes da Costa, a maravilhosa D. China, foi eleita prefeita nesta currutela em 1970. Fica aqui consignado as minhas desculpas a esta mulher magistral, que aos 81 anos, esbanja alegria e otimismo por onde passa. As desculpas também se estendem à toda família Siqueira.
A maior preocupação, após as idas e vindas de recursos eleitorais, era de que o médico José Neves nomeasse a parentela dele, e de seus aliados, para os cargos em comissão na Prefeitura local.
Parece que o tiro saiu pela culatra, e a coisa está tendo outra formatação.
O vice prefeito, Lizu Koberstain, é filiado ao PMDB. Duas semanas atrás, uniu-se em uma chapa com Pedro Mura, para tentar arredar da presidência do partido, o eterno João Siqueira. A coisa teve lances rocambolescos:  o atual vice-prefeito, o tranqueira do Elias Santos, ( que é do PSDB, mas também é MAÇON), ajustou uns seus seguidores que nomeou na administração, e também entrou na confusão. Explica-se: se tomassem a direção do PMDB, Elias Santos fortaleceria a sua posição através do PMDB ( já que está queimado no seu próprio partido), e forçaria o seu nome para assumir uma das secretarias.
Mas o golpe deu errado, e a chapa final nem mesmo acabou de ser formada e registrada, já que muitos dos componentes apresentavam dupla filiação. E João Siqueira, o eterno, manteve a direção do PMDB local.
Nesta semana, João Siqueira foi convocado pelo prefeito eleito José Neves para discutir a questão da secretarias municipais com o PMDB. Pelo acordo pré-eleitoral ( e não pré-nupcial…) o PMDB indicaria os nomes dos titulares das Secretarias Municipais de Obras, de Turismo e de Agricultura.
Na reunião, o prefeito eleito informou ao presidente do PMDB que a Secretaria de Obras já havia sido entregue ao vice-prefeito Lizu Koberstain, no que retrucou o peemedebista de que os nomes seriam indicados pelo partido, e que Lizú é apenas membro da agremiação. A conversa azedou e o PMDB, através do seu presidente, o eterno,  informou que estavam se retirando da base de sustentação da nova administração.
Mas aqui é que a porca torce o rabo, pois Lizú Koberstain também é MAÇON, e os nomes indicados até o momento pelo prefeito eleito José Neves, são todos maçons: Marcos Sguarezi ( Planejamento), Lara ( de Várzea Grande, na Finanças) e dr. Ademir ( Sáude), e agora Lizú ( Obras).
Nada contra a Maçonaria. Aliás, uma vez, quando dava aulas na UNIC, em uma festa, um grupo de maçons fez a abordagem, perguntando se não teria interesse em integrar as hostes maçônicas, e eu perguntei sobre as regras. A primeira, segundo um deles, é que eu teria que ser fiel à esposa, se casado fosse.
– Não precisa nem me falar das outras regras. Já fui reprovado na primeira- respondi, convicto, aos que me abordavam.
A Maçonaria, mais lenda e folclore, tem sua origem bastante antiga, e na atualidade, tenta-se vinculá-la a Hiran, o dito “construtor das pirâmides” ou do templo de Salomão, (não sei, nem quero saber ao certo…) assassinado por não entregar os segredos e técnicas da obra.
Tudo bem: tem gente que acredita em mula-sem-cabeça, saci pererê e gaúcho macho.
O insuspeito Leon Trotsky, o profeta armado da Revolução Russa ( 1917) narra, no livro “Minha Vida”, que em uma das vezes em que esteve preso na Fortaleza Pedro e Paulo, escreveu um longo estudo sobre a Maçonaria, mas que tal teria se perdido. Ele resume as suas conclusões sobre a origem maçônica até a Ordem dos Templários, e nada mais antes disto.
Com a dissolução, prisão, julgamento e imolação do último grão-mestre Jacques de Molay, em 1314, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, é extinta e seus membros em diáspora pelo mundo. Mas Trotsky narra que, por esta época, devido à todas as derrotas sofridas na Terra Santa,  os Templários, isolados na Ilha de Chipre, não seriam mais do que 700 monges guerreiros, com mais uma ou duas centenas espalhados pela Europa.
Mas a organização Templária, em sua estrutura leiga, composta de construtores de catedrais, contadores, dispenseiros, etc , contaria com mais de 10 mil servidores.
Seriam estes leigos, que detinham os conhecimentos desde a construção de catedrais, navios e  do nascente sistema bancário mundial, que não foram atingidos pela fúria do rei francês Felipe IV e nem pela omissão do papa Clemente V, que manteriam os segredos, laços e ligações, e estabeleceriam os rituais naquilo que modernamente se chama Maçonaria.
E esta aliança com a Maçonaria, garante o quê para o prefeito eleito José Neves?
A preocupação era de que o mesmo ficaria refém  dos parentes e agregados das famílias que compuseram a aliança eleitoral que o elegeu prefeito. Mas, pelo menos no primeiro escalão, tal não está acontecendo.
A nova preocupação em relação à Maçonaria, é que José Neves, até onde se apurou, não é irmão daquela confraria. Isto o coloca como refém dos maçons, e que muitos acordos, acertos e decisões administrativas  serão discutidas e seladas na Loja, e não no gabinete do prefeito.
E tem os cambalachos. Como os secretários da Maçonaria vão agir, quando acordos espúrios envolverem membros da confraria?
Só vou narrar um deles: o prefeito Flávio Daltro está ultimando o acordo envolvendo uma área de 274 hectares, antes do bairro Por-do-Sol, cujas cartas de aforamentos foram canceladas pela Justiça e o imóvel devolvido ao patrimônio fundiário municipal, com matrícula imobiliária e tudo mais.
O acordo prevê que um irmão maçon, que perdeu em todas as instâncias, ficará com 174 hectares e o Município com apenas 100 hectares. Ouve-se pelos corredores, que  Flávio Daltro, que deverá ir para Cuba fazer doutorado, retornará daqui a quatro anos, e o irmão maçon deverá repassar 74 hectares para o mesmo, através de um “laranja”, implantar um condomínio de chácaras no local.
A pergunta é esta: os secretários maçons indicados pelo prefeito eleito José  Neves, vão concordar com tal acordo só porque envolve um membro da confraria, ou vão agir como homens públicos e defenderem a anulação de tal acordo espúrio, eis que defrauda o patrimônio fundiário municipal?
E tem mais cambalachos…. e o gongo do primeiro round ainda nem soou….
JOSE ORLANDO MURARO SILVA
Advogado agrarista, aluno de Geologia da UFMT
 e morador de Chapada dos Guimarães

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Presidente Bolsonaro condecora ministros com a Ordem do Rio Branco

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O presidente Jair Bolsonaro condecorou hoje (8) personalidades civis e militares com a Ordem de Rio Branco, honraria concedida pelos serviços prestados ao país. A cerimônia de entrega das medalhas foi realizada no Itamaraty, em Brasília. 

Foram agraciados pelo presidente com o grau Grã-Cruz a primeira-dama, Michele Bolsonaro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, o ministro da Cidadania, João Roma, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ministro do Turismo, Gilson Machado, e a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. 

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do BNDES, Gustavo Montezano, também receberam a honraria. 

A Ordem de Rio Branco foi instituída em 1963 em homenagem ao Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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