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GIBRAN LACHOWSKI: Mourão é pior do que Bolsonaro

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Mourão e Bolsonaro


 
 
Mourão é pior que Bolsonaro
Por Gibran Lachowski
 
É cada vez mais comum nas rodas midiáticas e de debate político, das de direita às de esquerda, a questão sobre quanto tempo Bolsonaro aguentará na presidência. As menções vão de meras especulações a embasadas análises. E os argumentos convergem para uma certeza: ele não tem competência para ocupar um cargo de tamanha envergadura.
 
Há quem diga que inclusive foi colocado em tal situação para, depois, ser substituído por alguém de mais alta patente, tamanha a sanha do oficialato militar em recuperar o posto que ocupou pelo caminho do golpe e da usurpação durante a ditadura de 1964 a 1985. E Mourão, o vice, é, pela lógica do sistema político, o nome para empunhar esta bandeira no peito do seu subalterno capitão “aposentado” aos 33 anos.
 
Dizem que Mourão não se indisporia com China, Palestina e nem com a Venezuela. Que não abaixaria tanto a crina para Trump e que não cometeria a estupidez de elogiar Pinochet. Também, que não excitaria sua tropa a comemorar estupros, mortes, sequestros e outras ações do tipo cometidos pelos agentes da ditadura contra homens e mulheres que se voltaram contra o regime, além de seus filhos e filhas. Ainda que sentisse tesão, Mourão não o faria. Seria muito mais perspicaz.
 
Do mesmo modo, se sairia melhor nas articulações com o Congresso, teria mais respeito dos grandes especuladores e do empresariado-que-vende-até-a-mãe-para-obter-mais-lucro. Seria capaz inclusive de fazer um visitinha ao Lula, há um ano na PF de Curitiba como preso político, e de felicitá-lo quando ganhasse o Prêmio Nobel da Paz. Ainda assim Mourão trabalharia duro para garantir a Reforma da Previdência do Guedes e precarizar ainda mais as condições de trabalho daquelas e daqueles que menos têm recursos neste país.
 
Por isso Mourão é pior que Bolsonaro.
 
Entretanto, a sentença não traz, em si, uma proposta de resolução. O que vai definir o transcurso da coisa é, sobretudo, a somatória das estratégias a se darem no Congresso, no STF e, principalmente, nas ruas, tomara que a partir das forças sociais progressistas.

 
Gibran Lachowski, jornalista e professor universitário em Mato Grosso
 
 

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TSE autoriza inclusão de nove militares em inspeção da urna eletrônica

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a inclusão de nove militares no grupo de técnicos das Forças Armadas que inspeciona o código-fonte da urna eletrônica. O prazo para os trabalhos, que terminaria na última sexta-feira (12), foi prorrogado para o dia 19 deste mês.

Assinado nesta terça-feira (16), o ofício com a autorização foi um dos últimos atos do ministro Edson Fachin como presidente do TSE. Em cerimônia na noite de ontem, ele transmitiu o cargo ao ministro Alexandre de Moraes.

Na autorização, Fachin expressou o reconhecimento do TSE à contribuição das Forças Armadas no âmbito da Comissão da Transparência Eleitoral (CTE), “sobretudo pelo valioso suporte operacional e logístico prestado por elas em todas as últimas eleições”.

A inclusão dos nove militares havia sido solicitada pelo ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, na semana passada. De acordo com o ministro, os indicados são técnicos com conhecimento nas linguagens de programação C++ e Java, necessários para a inspeção aos códigos-fonte.  

A indicação dos novos integrantes temporários pela Defesa ocorreu dois dias após o TSE ter excluído o coronel Ricardo Sant’Anna da equipe de inspeção das Forças Armadas. A medida foi tomada porque mensagens publicadas pelo militar nas redes sociais “foram rotuladas como falsas e se prestaram a fazer militância contra as mesmas urnas eletrônicas” que pretendia fiscalizar, disse Fachin, em ofício.

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Ao pedir a inclusão dos nove militares, Paulo Sergio Nogueira renovou “a permanente interlocução” do Ministério da Defesa com o TSE, “tendo como maior propósito contribuir para fortalecer o processo eleitoral brasileiro”.

Entenda

Códigos-fonte são as linhas de comando que compõem os programas de computador, que, por sua vez, são empregados no funcionamento de algum equipamento eletrônico. No caso da Justiça Eleitoral, a integridade dos códigos do sistema de votação é fundamental para impedir fraudes.

A inspeção aos códigos-fonte do sistema eletrônico de votação é uma das etapas obrigatórias do processo eleitoral e pode ser feita por dezenas de instituições autorizadas. A lista inclui partidos, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), universidades, Tribunal de Contas da União (TCU), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Forças Armadas, entre outras.

Em eleições anteriores, a abertura dos códigos para inspeção ocorreu sempre seis meses antes do pleito. No atual processo eleitoral, porém, o TSE decidiu abrir o acesso aos códigos em outubro de 2021, um ano antes da votação. Na época, o então presidente da corte eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, disse que a medida foi tomada para aumentar a transparência.

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Entretanto, a inspeção dos códigos-fonte pelas Forças Armadas começou somente neste mês, dois dias após o Ministério da Defesa ter pedido acesso “urgentíssimo” aos dados. Em resposta, o TSE informou que tal acesso encontrava-se aberto desde outubro, bastando que, para isso, fosse feito o cadastramento da equipe para realizar a inspeção na sede do tribunal.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Política Nacional

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