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Brasil, mostra tua cara

GABRIEL NOVIS NEVES: No final do ano, com a proximidade do Natal, um grande número de pessoas começa a repensar a veracidade de seus laços familiares. Compartilhar as mesmas características sanguíneas não confere a ninguém a certeza de uma total cumplicidade.

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Sempre que possível, devemos exercitar o congraçamento prazeroso e salutar com pessoas que realmente nos tornam felizes, sejam familiares ou deliciosos parentes por nós escolhidos durante a vida - orienta o experiente cronista Gabriel Novis Neves


O Natal e a família
POR GABRIEL NOVIS NEVES
 
Nem sempre o que se canta, exuberantemente, sobre a família é verdadeiro.
No final do ano, com a proximidade do Natal, um grande número de pessoas começa a repensar a veracidade de seus laços familiares, já que algumas festas comemorativas se transformam em obrigações insuportáveis.
Aí são expostos os conflitos de egos, as vaidades, as competições econômicas e, principalmente, os reais distanciamentos afetivos entre os familiares.
Diante deste quadro, inúmeras crises depressivas podem surgir nessas festividades, muitas vezes atribuídas a outras causas, pois família é tabu intocável em nossa sociedade.
No entanto, é compreensível que um sentimento de desencanto com relação a alguns membros da família surja em alguns casos, porquanto não nos é dado a opção de escolher pais e irmãos, muito menos em que tipo de organização familiar seremos inseridos. Torna-se difícil neste caso falar do amor inquestionável pela família.
Conflitos assim são muito mais frequentes do que imaginamos, principalmente nas pessoas mais sensíveis habituadas a questionar o imposto pelas normas sociais.
As demais somatizam um grande número de patologia, sabem-no bem os médicos e paramédicos plantonistas nas confraternizações de fim de ano.
A natureza nos oferece sustento integral em nossa chegada ao mundo.
Os animais, muito precocemente, abdicam de esteio, até porque eles são empurrados para seu dever de perpetuação da espécie o mais rápido possível.
Nós, na maioria das vezes, permanecemos atados – alguns durante toda a vida – a um cordão supostamente protetor, embora a nos aprisionar a regras de condutas preestabelecidas, impedindo o pleno crescimento do ser.
Não temos a medida animal de permitir que aqueles por nós gerados conheçam, o mais rapidamente possível, o grande prazer da liberdade, essencial à nossa plenitude.
Por outro lado, leis nem sempre justas de herança fazem com que os idosos se tornem reféns dos mais jovens, na busca de arrimo inverso, a ocorrer com o passar dos anos.
Frequentemente nos deparamos com olhares distantes e desencantados de pessoas de faixas etárias mais avançadas, cuja percepção de haverem se comportado quais doadores inglórios, fica visível para todos.
Sempre que possível, devemos exercitar o congraçamento prazeroso e salutar com pessoas que realmente nos tornam felizes, sejam familiares ou deliciosos parentes por nós escolhidos durante a vida. Compartilhar as mesmas características sanguíneas não confere a ninguém a certeza de uma total cumplicidade.
Uns raros espécimes, socialmente considerados egoístas, conseguem se livrar dessas convenções tão adoecedoras.
Que os mais jovens também reflitam sobre isto, pois em um futuro não tão distante, tudo isso também lhes dirá respeito.
Um Feliz Natal e Novo Ano, sempre com os que verdadeiramente amamos e pelos quais nos sentimos amados, numa busca incansável de eliminar as hipocrisias que nos cercam.

Gabriel Novis Neves, reitor fundador da UFMT, é médico em Cuiabá

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Decreto regulamenta prorrogação de contratos do Proinfra

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O presidente Jair Bolsonaro editou decreto para regulamentar prazos, competências e condições para a prorrogação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfra). Esta prorrogação, válida por 20 anos, está prevista na lei de desestatização da Eletrobras, sancionada em julho. A norma foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (17).

O decreto estabelece que o gerador contratado no âmbito do Proinfa que tenha interesse em prorrogar o contrato de compra e venda de energia deverá apresentar requerimento à Eletrobras até 11 de outubro deste ano. Caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a aferição dos benefícios tarifários até o dia de 11 de novembro. Pela norma, a apuração dos benefícios tarifários deverá considerar a redução dos custos totais para os consumidores em relação a não prorrogação dos contratos.

O decreto também define condições do novo preço de energia para a prorrogação dos contratos, o fim dos descontos na Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e alteração do índice de reajustes dos contratos, que passará de Índice Geral de Preços Mercado (IGPM) para Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Edição: Fábio Massalli

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