(65) 99638-6107

CUIABÁ

O melhor detergente é a luz do sol

GABRIEL NOVIS NEVES: Após uma inexplicável “parada” por 5 anos voltei a escrever. O recomeço está sendo feito com crônicas totalmente voltadas às histórias da nossa gente e de Cuiabá. Essa fase veio para ficar, a não ser que a perda de juízo me encaminhe por outras situações

Publicados

O melhor detergente é a luz do sol

UM BLOG, MUITAS HISTÓRIAS, VIDAS E OBRAS QUE SE ETERNIZAM
POR GABRIEL NOVIS NEVES

Quando criança não me lembro de ter recebido presentes no dia 12 de outubro.

 

O primeiro e único que recebi foi exatamente há doze anos, de um amigo muito especial – e que todos os dias “aloito” com ele para publicar minhas crônicas.

 

Existem presentes que não completam um mês e já estão destruídos; mas esse meu é para vida toda, com a facilidade de abrigar todas as minhas crônicas, permitindo sejam consultadas a qualquer momento. É muito mais que um livro impresso ou eletrônico porque permite a dinâmica diária das novas publicações.

 

O blog já registrou várias fases da vida do presenteado. As primeiras crônicas que escrevi exprimiam muito a falta da companheira, sobre política, que incomodava muita gente, com agulhadas pontuais e sobre o retrato do cotidiano, inspirado nas minhas diárias caminhadas.

 

Após uma inexplicável “parada” por 5 anos voltei a escrever. O recomeço está sendo feito com crônicas totalmente voltadas às histórias da nossa gente e de Cuiabá. Essa fase veio para ficar, a não ser que a perda de juízo me encaminhe por outras situações.

 

Estou feliz com o que faço e compartilho com alguns amigos que me incentivam a continuar, inclusive me pautando às vezes.

 

“Menino Grande” é um poema musicado do grande escritor-poeta-compositor Antônio Maria. Considero-me um “velho grande” com esse brinquedo tecnológico que ganhei no Dia das Crianças.

 

O nome do Blog, “Bar do Bugre”, é uma homenagem do presenteador a uma das figuras mais emblemáticas da velha Cuiabá – meu pai.

Leia Também:  Mauro Savi perdeu. Fabris tem votos congelados. Alguma coisa mudou em Mato Grosso

 

Ele foi desempregado até aos 26 anos de idade. Vivia às custas dos pais fazendo pequenos bicos como cobrador do farmacêutico Pedro Celestino Correa da Costa, que depois virou Presidente do Estado, pai de Fernando Correa da Costa duas vezes governador do Estado de Mato-Grosso.

 

Com instrução primária completa, dia 29 de junho de 1920 inaugurava o seu bar no barracão do antigo cinema da cidadezinha. Incentivado pela mãe que, com ajuda das filhas mais velhas, “fabricavam” os salgadinhos para o recém-bar inaugurado sem nome. Refrigerantes daqui e cervejas da fábrica dos Almeida do Rio Cuiabá, que tinha como gerente-proprietário o Dr. Alberto Novis, que viria muito mais tarde ser o seu sogro.

 

Relatava meu pai que no “auge” da animação da festa, os boêmios cobravam o nome do bar. Vários surgiram, como Bar São Pedro, por ser dia do santo padroeiro da Igreja Católica e Cuiabá uma cidade católica. Bar do Cinema, Bar Simpatia. Até que um respeitado intelectual pediu a palavra e cravou Bar Moderno, justificando que esse empreendimento seria sempre Moderno durante toda a sua existência.

 

Esse nome Bar Moderno serviu apenas para registro na Junta Comercial. Seus fregueses e a população em geral só o chamavam de Bar do Bugre, apelido do meu pai!

 

Bar do Bugre foi o grande centro de vivência de Cuiabá durante 50 anos, quando fechou as suas portas. Meu pai não deixou que nenhum dos seus quatro filhos homens seguissem com seus negócios. Com sacrifício mandou três deles estudar no Rio de Janeiro. Dois se formaram em medicina e outro em economia. O caçula graduou-se em direito pela Universidade Federal de Mato-Grosso!

Leia Também:  Médico da família tem papel fundamental na qualidade de vida dos pacientes

 

Bugre era filho de uma carioca com um cuiabano da gema. Era de uma família de 19 irmãos todos com apelidos, sendo que alguns possuíam três apelidos! Gostava muito de fumar, beber e namorar, teve 9 filhos, sendo 5 mulheres e 4 homens. Não era vegetariano, e comia pouco e repetitivo. Nunca jantou. Trocava o jantar por um copo de nata, pães variados com muita manteiga, salaminho, queijo e mortandela.

 

Saía do bar sempre às 17:00h . Passava na padaria e comprava os pães. Quando chegava em casa, vestia seu pijama, fazia o lanche citado e sentava em uma cadeira de balanço na calçada da minha casa, onde ficava se divertindo conversando com uns e outros. Em torno das 19 horas se recolhia, lia o jornal do Rio e logo após ia para o quarto dormir, sem ar refrigerado ou ventilador.

 

Morreu pobre com todos os filhos educados e com profissão definida de profissionais liberais, orgulhoso de ser pai do Fundador da UFMT. Deixou viúva, 9 filhos e 25 netos, e exemplo de dignidade.

 

Justa homenagem prestada ao blog das minhas crônicas!

 

Gabriel Novis Neves é medico e professor aposentado em Cuiabá. É reitor fundador da UFMT. Titulaar do blogue Bar do Bugre.

11-09-2021

 

Gabriel. Foto Secom MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

O melhor detergente é a luz do sol

70 PESSOAS PODEM SER INDICIADAS: CPI da Covid no Senado conclui depoimentos e marca para amanhã, quarta, leitura de relatório do senador Renan Calheiros. LEIA O RELATÓRIO

Publicados

em

© Edilson Rodrigues/Agência Senado

No último depoimento antes do fim dos trabalhos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado ouviu, nesta terça-feira (19), o representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec), Elton da Silva Chaves.

O depoente disse que os membros da Conitec – órgão ligado ao Ministério da Saúde e responsável pela constituição ou alteração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas de saúde – ficaram surpresos com a informação, às vésperas da análise, de que o relatório contrário ao uso ambulatorial do chamado kit covid em pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) havia sido retirado da pauta da reunião do último dia 7. O conjunto de medicamentos não tem comprovação científica de eficácia para a covid-19.

Chaves confirmou que a decisão de retirar o estudo de pauta foi tomada a pedido do pneumologista Carlos Carvalho, que é coordenador do grupo elaborador do relatório, apesar de os integrantes da Conitec terem recebido antecipadamente o documento técnico que seria analisado. “Nós nos surpreendemos com a manifestação do doutor Carlos Carvalho e pedimos justificativas plausíveis para o pedido de retirada de pauta. Estávamos ansiosos e na expectativa de já analisar esse documento. Há uma expectativa dos gestores de ter uma orientação técnica para que a gente possa organizar os serviços e orientar os profissionais na ponta. Por isso, nossa surpresa”, destacou.

Ouça na Radioagência Nacional

De acordo com o representante do Conasems, a Conitec tinha reuniões agendadas para os dias 6 e 7 de outubro. No primeiro dia, a agenda seguiu normalmente, mas, no dia seguinte, quando o encontro já tinha tido início, foi anunciado o adiamento da discussão sobre o uso do kit covid.

Elton Chaves contou aos senadores que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não participou da agenda. Ele disse que mesmo antes do pedido de retirada do item da pauta foi emitida uma nota do Ministério da Saúde com a decisão. Chaves disse ainda que em seguida foi convocada uma nova reunião para discutir o protocolo sobre diretrizes para o tratamento da covid-19. O encontro está previsto para a próxima quinta-feira (21).

Leia Também:  SAÍTO reflete sobre a paciência. "Ingratos, não temos tido muita paciência. Vejam os vândalos que apedrejam, os mascarados, os black boys, a midia ninja, por que não esperam, munidos de paciência, as eleições que se aproximam?"

Pressão

Perguntado por vários senadores do grupo de parlamentares independentes e de oposição ao governo federal que integram o colegiado se houve algum tipo de pressão ou interferência do Palácio do Planalto no adiamento da discussão, Elton Chaves insistiu que o adiamento foi solicitado por Carvalho. A resposta foi criticada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM). “O senhor é o principal responsável pela política nos municípios”, disse. “O que vocês estavam esperando para debater esses medicamentos?”, cobrou Aziz.

Na avaliação do presidente da CPI e da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), a Conitec agiu com passividade ao não requisitar encontros para discutir a aplicação de medicamentos como cloroquina e ivermectina contra a covid-19 durante a pandemia.

Elton Chaves argumentou então que, para haver conformidade, precisam ser apresentadas evidências e, até o início deste ano, não havia tecnologia registrada. “Em plenário sempre manifestamos a necessidade de nos debruçarmos sobre o caso dos medicamentos”, ressaltou. Ainda segundo o secretário, sem a comprovação de eficácia desses medicamentos para o tratamento da doença, eles nem deveriam ser analisados.

Cloroquina

Outra informação apresentada pelo assessor técnico do Conasems à CPI foi a de que a Conitec não foi consultada pelo Ministério da Saúde a respeito da divulgação de orientações e protocolo para o uso de cloroquina, assim como de outros medicamentos do kit covid. Diante de imagens de publicações do site do ministério sobre o protocolo para uso do medicamento em maio de 2020, no início da gestão de Eduardo Pazuello, Chaves afirmou que a Conitec age somente sob demanda, portanto para emitir parecer sobre protocolos teria de ser consultada pela pasta. “Todo e qualquer tema relacionado a uma emergência de saúde pública tem que ser analisado o mais breve possível. Enquanto regimental da Conitec não tivemos demanda”, disse.

Leia Também:  Médico da família tem papel fundamental na qualidade de vida dos pacientes

O depoente lembrou ainda que a primeira solicitação para a análise dos medicamentos do kit surgiu em maio de 2021. Desde então, segundo ele, alguns “capítulos” – relatórios técnicos – sobre os medicamentos passaram a ser apresentados e discutidos.

O assessor técnico explicou à CPI que existem núcleos e institutos de pesquisas, que são parceiros da Conitec e recebem as demandas para a elaboração de diretrizes. Os relatórios elaborados por esses grupos são encaminhados aos 13 membros e, após a leitura do documento em plenário, o estudo vai à consulta pública, e os técnicos se manifestam.

Relatório

Nesta quarta-feira (20) está marcada a leitura do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) com as conclusões dos seis meses de trabalho da comissão. Antes, porém, o grupo dos senadores que faz oposição ao governo e que controla a CPI vai se reunir reservadamente hoje à noite na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Além de afinar o discurso de apoio ao texto, a expectativa é que o encontro pacifique o mal-estar gerado pelo vazamento do parecer, antes de ser discutido entre os membros da comissão. A previsão é que o texto seja votado na próxima terça-feira (26).

Sob o argumento de que o parecer de Renan Calheiros é uma antecipação da disputa eleitoral, senadores da base de apoio do governo na CPI querem ler os votos em separado após a apresentação do relatório do emedebista. A decisão sobre essa possibilidade ficará a cargo do presidente da comissão.

Edição: Bruna Saniele

Relatório Final Da CPi Da Covid No Senado Conforme Relato Do Senador Renan Calheiros by Enock Cavalcanti on Scribd

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MATO GROSSO

POLÍCIA

Economia

BRASIL

MAIS LIDAS DA SEMANA