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O melhor detergente é a luz do sol

Força feminina e presença marcantes das rodas de samba de Cuiabá, cantora Deize Águena convoca mato-grossenses para conhecer sua nova música “Pra ser feliz”

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O melhor detergente é a luz do sol

Deize Águena. Fotos Rodolfo Luiz/Divulgaçao

Com impulso do projeto Nega, Deize Águena grava primeira música  

 

Post em suas redes sociais deu origem à canção “Pra ser feliz”; além da gravação do single, Deize ganhou R$ 1 mil, ensaio de fotos e materiais de divulgação

 

Força feminina e uma das presenças mais marcantes das rodas de samba de Cuiabá, a cantora Deize Águena convoca a plateia mato-grossense para conhecer sua nova música. “Pra ser feliz” já está disponível no Instagram (@deizeaguena) e em seu canal no YouTube.

 

A canção foi composta em parceria com os músicos Beron Carvalho e Danilo Ribeiro (in memoriam). “Infelizmente, Danilo não estará aqui para ver: foi vítima da covid. Vai ser uma homenagem para ele e todos os outros que foram levados por essa triste doença”, lamenta.

 

A música tem uma história curiosa, pois nasceu de um post feito por Deize nas redes sociais. “Nós três somos amigos de longa data e durante a pandemia, de longe, nos comunicávamos bastante. No final do mês de julho de 2020 fiz um post em minhas redes e tão logo publicado, Beron me enviou uma mensagem e um print: ‘Veio uma inspiração, pega caneta e papel, achei seu texto maravilhoso e acho que dá uma música. Fiz uma contribuição, espero que goste’. Para arrematar, Danilo fez ajustes na letra e melodia”.

 

Com essa preciosidade em seu poder, ela viu uma oportunidade no 1º Prêmio Nega Mato de Música, uma das ações do Projeto Negócio da Arte, contemplado no edital da Lei Aldir Blanc, da Prefeitura de Cuiabá.

 

A idealizadora do projeto, Julianne Moura criou um “edital dentro do edital” com o propósito de impulsionar a carreira de um músico ou musicista de Cuiabá. Deize foi a melhor pontuada pelo júri técnico. Assim, além de gravar um single e vídeo com o produtor Rogê Além, ganhou R $1.000,00, sessão de fotos com o artista Rodolfo Luiz e ainda, materiais de divulgação do novo trabalho.

 

Essa temporada foi permeada por um misto de sensações: essa alegria, mas também tristeza. Ainda me recupero da perda do meu amigo e de outras pessoas muito próximas e queridas. Confesso que foi um pouco difícil, mas essa música é também um desabafo. E hoje, tornou-se uma homenagem. Tinha de dar continuidade”.

 

Foi então que ela cooptou outro grande parceiro das suas apresentações na noite cuiabana, Rusivel de Jesus, que gravou o violão.

 

A presença harmônica de Julianne foi um bálsamo no meio disso tudo, assim como a alegria revigorante da Zizele Ferreira, que prestou consultoria no figurino, marcado por referências afro-diaspóricas, nas vestimentas, acessórios e Raquel Netto, na maquiagem. Estive muito à vontade para realizar um mergulho profundo por minha ancestralidade. E a acolhida e direção de Rogê Além fez com que mais dobrasse a minha admiração por esse profissional. Foi um encontro de almas”.

 

O produtor diz que foi também um momento muito especial para ele. “Deize é uma mulher que traz na sua bagagem uma história muito bonita na música de Mato Grosso. Participar desse processo de criação foi uma verdadeira troca. Foi valoroso estar nesse lugar de dar suporte para essa grande intérprete do samba e choro, quando ela consolida a primeira gravação que a propósito, foi bastante orgânica, intuitiva e natural”.  

 

Feliz com o resultado, ela ressalta que era um desejo antigo. À trajetória consolidada faltava ainda a imersão em estúdio. “Foi a primeira vez. E eu gostei. Agradeço à iniciativa de Julianne, que é uma produtora que pensa como artista”.  

 

Múltiplas ações

 

Diante da possibilidade de ganhar um edital, Julianne pensou como poderia multiplicar o valor do certame e incluir mais pessoas. Além de Deize, centenas de pessoas foram alcançadas pelas ações do Nega.

 

Ela realizou entrevistas ao todo 12 entrevistas, com artistas, gestores culturais e representantes de entidades da economia criativa para o canal do Nega no YouTube onde eles discutiam sobre negócios da arte. Fez ainda, vídeos 11 informativos nos quais comentava desde o que era a Lei Aldir Blanc até como potenciais empreendedores criativos fazer para abrir o MEI ou alterá-lo.

 

Julianne atendeu ainda, uma série de pessoas interessadas em aprender mais sobre a elaboração de projetos para a produção cultural. Caso do artista Luciano Ribeiro Nunes.

 

Fiz dois dias de oficina e ampliei minhas percepções. Os editais têm uma linguagem estética. Depois que a gente passa a encarar essa linguagem como um idioma, tudo flui mais simplificadamente. São muitos códigos e símbolos, características próprias a que temos de nos ater”.

 

Por sua vez, as portas também se abriram para a idealizadora do Nega. “Foi um impulso para mim, que atuo na área de gestão. Desafiei-me a agendar entrevistas, produzir vídeos, editá-los. Participei de todos os níveis e o saldo foram muitos convites para palestrar. Não vejo a hora de uma nova oportunidade para ampliar ainda mais as ações do Nega”.

 

O projeto foi selecionado em edital da Lei Aldir Blanc realizado pela Prefeitura Municipal de Cuiabá via Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e Conselho Municipal de Política Cultural de Cuiabá e em parceria com o Governo Federal, Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura.

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Dinheiro na mão é vendaval

Procon-RJ multa iFood em R$ 1,5 milhão por troca de nomes de restaurantes

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Empresa deverá pagar indenização por não prestar informações sobre alteração em nomes de restaurantes
Sophia Bernardes

Empresa deverá pagar indenização por não prestar informações sobre alteração em nomes de restaurantes

O iFood foi multado R$ 1.508.240 pelo Procon-RJ por não prestar informações necessárias que garantirassem que os dados dos clientes estavam seguros, após uma pane no sistema que levou os nomes de vários restaurantes listados pelo serviço de entregas serem substituídos por mensagens políticas, antivacina e dados de app rival no último dia 2 de novembro.

Segundo o Procon Carioca, o IFood chegou a informar que as alterações teriam sido feitas por uma empresa prestadora de serviço, mas que não houve vazamento de dados pessoais dos consumidores nem de informações sobre cartões de débito ou crédito cadastrados como meios de pagamento.

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No entanto, como o aplicativo declara em sua política de privacidade compartilhar dados com empresas terceirizados, incluindo os meios de pagamento, o Procon Carioca pediu ao iFood esclarecimentos sobre a vulnerabilidade de exposoção de dados dos consumidores, como CPF, endereço, cartões.

O Procon Carioca solicitou também informações sobre quais estabelecimentos foram afetados por esse acesso indevido, por quanto tempo os nomes ficaram alterados, qual foi o prazo para correção do sistema, quantas compras foram realizadas durante o acesso indevido e qual a identificação da empresa prestadora de serviços que deu causa ao acontecimento e suas atribuições na gestão da plataforma.

Segundo o órgão de defesa do consumidor a ausência de documentos comprobatórios de que não houve vazamento de dados e sobre o incidentes em si levou à multa. A empresa ainda pode recorrer.

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