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O melhor detergente é a luz do sol

FLÁVIO STRINGUETA: Por que, nobres cidadãos de bem e fiscais dos fiscais, os ‘doutores da lei‘ do Ministério Público de Mato Grosso precisam de ‘vale-auxílio covid‘? E por que deve ser o dobro dos seus subalternos?

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O melhor detergente é a luz do sol

O que importa nessa vida? – Parte 2

Por Flávio Stringueta

Um artigo que produzi dias atrás provocou reações de toda ordem. Só não do principal alvo das críticas. Silêncio sepulcral. Talvez receio da opinião pública. Ou por estarem agindo nos bastidores… Quem sabe?!.

Depois da repercussão que teve o artigo, inesperada até por mim, inclusive quanto à minha exoneração do cargo de titular da GCCO, acreditei ingenuamente que as coisas podiam melhorar. Ou pelo menos não piorar. Infelizmente piorou. E muito.

Quarta-feira, dia 10/03/2021, fomos surpreendidos com a informação que os ‘doutores da lei‘ do MPE/MT receberão um adicional salarial, vulgarmente chamado de ‘vale-covid‘, ou ‘auxílio-covid‘, de R$ 1 mil por mês. Os demais servidores do MPE/MT, recebedores de salários bem menores, subalternos, ganharão apenas a metade deles.

Por que, nobres cidadãos de bem e fiscais dos fiscais, os ‘doutores da lei‘ precisam de ‘vale-auxílio covid‘? E por que deve ser o dobro dos seus subalternos?

Lembremos que os demais seres comuns, você contribuinte, que fazem fila na Caixa Econômica Federal, embaixo de sol, receberam ano passado meros R$ 600 por mês, e não durou um ano. E este ano será algo em torno de R$ 250.

Para pagar esse auxílio, o Congresso Nacional está discutindo uma PEC (que significa uma espécie de ‘lei‘ para alteração da Constituição Federal, para quem não está familiarizado com essas siglas), que prevê inclusive redução de salário para os servidores do Poder Executivo, algo nunca visto em nosso país. Para o combate à pandemia, todos estão se sacrificando ou sendo sacrificados. Todos não, desculpem, só os demais que não fazem parte da elitizada instituição chamada MPE/MT, que anda na contramão dos interesses sociais nesses temas. Não só eles, como também, por exemplo, nossos políticos, que também não estão sendo afetados, ao menos em seus vencimentos, pela pandemia que estamos passando.

Voltando ao assunto tema deste artigo, vou dizer a vocês quanto esse benefício ‘vale/auxílio covid‘ custará aos cofres públicos: R$ 9,6 milhões por ano. Vou decifrar isso para aqueles que não conhecem tamanha cifra, e confesso que eu também não conheço. Nove milhões e seiscentos mil reais por ano. A título de comparação, os smartphones do MPE/MT custarão aos cofres públicos ‘meros‘ (percebam a ironia) R$ 2,3 milhões (dois milhões e trezentos mil reais) aproximadamente, mas de uma só vez. Daria uma excelente peça teatral tragicômica, não acham?

Eu gostaria que algum nobre representante dos ‘doutores da lei‘ do MPE/MT se manifestasse publicamente contrário a esse escárnio, em favor da moralidade e da sociedade. Aguardemos.

Finalizando. Eu tenho certeza que a instituição MPE/MT é demasiadamente importante para a sociedade mato-grossense e brasileira. Não tem como vivermos sem ela. Minhas críticas são para que alguém dali se indigne como toda a sociedade e torne a sua instituição ainda maior e mais aceita. Quem sabe, com isso, minha sementinha prospere e se transforme em uma árvore frondosa.

Que Deus nos ajude!

 

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FLÁVIO STRINGUETA é delegado da Policia Civil de Mato Grosso

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Dinheiro na mão é vendaval

Procon-RJ multa iFood em R$ 1,5 milhão por troca de nomes de restaurantes

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Empresa deverá pagar indenização por não prestar informações sobre alteração em nomes de restaurantes
Sophia Bernardes

Empresa deverá pagar indenização por não prestar informações sobre alteração em nomes de restaurantes

O iFood foi multado R$ 1.508.240 pelo Procon-RJ por não prestar informações necessárias que garantirassem que os dados dos clientes estavam seguros, após uma pane no sistema que levou os nomes de vários restaurantes listados pelo serviço de entregas serem substituídos por mensagens políticas, antivacina e dados de app rival no último dia 2 de novembro.

Segundo o Procon Carioca, o IFood chegou a informar que as alterações teriam sido feitas por uma empresa prestadora de serviço, mas que não houve vazamento de dados pessoais dos consumidores nem de informações sobre cartões de débito ou crédito cadastrados como meios de pagamento.

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No entanto, como o aplicativo declara em sua política de privacidade compartilhar dados com empresas terceirizados, incluindo os meios de pagamento, o Procon Carioca pediu ao iFood esclarecimentos sobre a vulnerabilidade de exposoção de dados dos consumidores, como CPF, endereço, cartões.

O Procon Carioca solicitou também informações sobre quais estabelecimentos foram afetados por esse acesso indevido, por quanto tempo os nomes ficaram alterados, qual foi o prazo para correção do sistema, quantas compras foram realizadas durante o acesso indevido e qual a identificação da empresa prestadora de serviços que deu causa ao acontecimento e suas atribuições na gestão da plataforma.

Segundo o órgão de defesa do consumidor a ausência de documentos comprobatórios de que não houve vazamento de dados e sobre o incidentes em si levou à multa. A empresa ainda pode recorrer.

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