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O melhor detergente é a luz do sol

Festival Amazônia Queer celebra a diversidade LGBTQIA+ do Norte do Brasil

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O melhor detergente é a luz do sol

oto de Rosemary Ketchum no Pexels

 

Produzido pelo Alter do Som, o evento online e gratuito traz mostra competitiva com prêmios de até R$1.000, shows e fundo de apoio à comunidade LGBTQIA+ na Amazônia

 

 

No dia oito de maio, às 20h (19h em Manaus), acontece o festival Amazônia Queer, que tem o propósito de celebrar a expressão e liberdade artística LGBTQIA+ na Amazônia e apoiar a comunidade durante a pandemia de Covid-19.

O evento será gratuito e transmitido pelo canal Alter do Som no Youtube. As atividades do festival incluem uma mostra competitiva LGBTQIA+ com premiação em dinheiro, shows, e o Fundo Amazônia Queer, uma iniciativa para arrecadar recursos para apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A mostra competitiva conta com 10 vídeo-performances de artistas de toda a Amazônia, selecionados pelos jurados Priscila Castro, Márcia Novo, Lia Sophia, o coreógrafo Fabrício Bezerra e o artista plástico Nilson Coelho. O público será responsável por eleger a/o vencedor/a ao vivo. As premiações do primeiro, segundo e terceiro lugar vão de R$300 à R$1000 reais.

Leia Também:  EDUARDO MAHON diz que já está cansado do Brasil, do jeito que ele é: "O Brasil é o país das quotas, da justiça social: negros, pardos, índios, mamelucos, cafuzos, mulatos, ‘quase brancos’. O Brasil é o país dos feriados. Cívicos, religiosos, de consciência social, sexual, racial. Há o dia de Zumbi, o dia do Evangélico, o dia da Padroeira, mais as emendas de sexta-feira que não são feriados, mas fazem a festa de muita gente. O Brasil é um país que quer proteger tudo, mas não protege nada. Isso tudo para mim já deu!"

O evento também conta com os shows do multiartista santareno RAWI e da Drag, DJ e performer Samu Cnt. RAWI apresenta seu trabalho autoral “Facão Que Abre Os Caminhos”, que trata da vivência Queer na Amazônia. Já Samu traz um set com mix de brasilidade e pc music, valorizando artistas paraenses e da comunidade LGBTQI+.

Durante a noite, serão arrecadadas doações para o Fundo Amazônia Queer, que tem o objetivo de apoiar pessoas da comunidade LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade na Amazônia. Entre as iniciativas apoiadas, estão a Coletiva TRANS de Santarém, Casa Miga, ONG Olivia, Associação de Travestis e Transexuais do Acre, Associação Orquídeas LGBTI+, Coletivo Sapato Preto Amazônida e Coletivo Amazônico LesBiTrans.

Para acompanhar o festival, siga @alterdosom no Facebook, Instagram ou YouTube. Você ainda pode se inscrever na lista de transmissão por e-mail ou whatsapp (bit.ly/amazoniaqueer).

O Amazônia Queer é um projeto selecionado pelo Edital Culturas Populares – Lei Aldir Blanc 2020, com o apoio da FIDESA, SECULT/Governo do Estado e da Secretaria Especial de Cultura/Ministério do Turismo do Governo Federal.

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SERVIÇO:

Festival Amazônia Queer

8 de maio, 20h (19h em Manaus)

Canal Alter do Som no Youtube

Doações para o Fundo Amazônia Queer: https://benfeitoria.com/fundo-amazonia-queer-ogqbit.ly/fundoamazoniaqueer

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O melhor detergente é a luz do sol

SAÍTO: O testemunho produz conhecimento e é importante para a epistemologia, disso parece não haver mais dúvidas na melhor filosofia

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Fatos e ilusões

POR GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO

Uma das preciosidades para o macro e micro sistema de Justiça é o testemunho. Mas, tem o testemunho importância epistemológica? As conclusões formuladas a partir de testemunhos têm valor na teoria do conhecimento?

Um dos mais importantes pensadores da ciência moderna, David Hume enfrentou essa questão, a qual passou a largo de muitos outros.

No seu ensaio sobre os milagres, na seção X da sua obra “Investigações Sobre o Entendimento Humano”, Hume mostra que a crença nos milagres não é fundamentada, vez que se baseia no testemunho e, a partir deste, aceita uma ruptura no funcionamento das leis naturais. Essa posição vem sendo considerada como um reducionismo epistemológico, visto concluir que para se saber algo com fundamento é preciso que o próprio sujeito conhecedor tenha acesso direto à ocorrência empírica à qual esse conhecimento se refere ou, ainda, consiga desenvolver por si o raciocínio que levou à conclusão defendida.

Prossegue Hume, afirmando que, nas questões de fato, a experiência é o único guia, e assim mesmo falível. Trabalha-se com a questão de confiabilidade e de probabilidade, apesar de frisar a importância do testemunho, considerando-o necessário à vida humana.

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A confiança no testemunho não decorre de um raciocínio automático e “a priori” com a realidade, mas na probabilidade considerando a realidade.

Contudo, a partir do séc. XX, filósofos têm se debruçado sobre o valor epistemológico do testemunho (Coady, por exemplo). Não precisa ir muito longe, bastando lembrar que a reflexão científica parte muitas vezes do testemunho de outros cientistas.

Assim, que diferença há entre as afirmações “eu vi” e “me contaram”?

No processo judicial haverá importância quanto às inferências resultantes a partir da indução e dedução de tudo o que se encontra na quadra da demanda, em especial se as afirmações acima respondem ou não à mesma pergunta. Se satisfatoriamente responderem, não haverá diferença substancial entre elas.

Indiscutível é a existência de um “gênio maligno” (Descartes) incomodando os operadores do Direito no sentido de induzir dúvidas e criar ilusões. Vencê-lo será tarefa de quem busca, endogenamente, a verdade formal (a real sempre dependerá de aproximação para mais ou para menos).

No espectro das delações premiadas, as coisas tendem a complicar ainda mais em razão dos interesses políticos maiores e subjacentes aos processos, que nunca são de partes bem definidas, mas a definir.

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O testemunho produz conhecimento e é importante para a epistemologia, disso parece não haver mais dúvidas na melhor filosofia.

No Direito, em que é a figura mais emblemática, seu grande valor é indiscutível, mesmo considerando o alto grau de subjetividade. A diferença estará na capacidade dos agentes que o operam no descortinar das situações apresentadas. A competência fará toda a diferença e será dela a cereja do bolo, ainda que envenenado por acidez verborrágica e documental dos que trilham o despreparo intelectual e humano.

É por aí…

 

GONÇALO ANTUNES DE BARROS NETO, o SAÍTO, é graduado em Filosofia e Direito pela UFMT, onde foi professor concursado, especialista pela Universidade Pública de Lisboa, MBA/FGV, mestrando em Sociologia (UFMT), autor da página Bedelho.Filosófico do Facebook e Instagram (email: [email protected]). 

Saíto

 

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