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ENOCK CAVALCANTI: Mesmo presidenta da Assembleia, Janaína Riva continuará só

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Janaína e Botelho

Mesmo presidenta da Assembleia, Janaina Riva continuará só
Por Enock Cavalcanti
Meus amigos, meus inimigos: nesta quarta-feira, 17 de abril de 2019 pela manhã, na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, a deputada estadual Janaina Riva (MDB)  assume a presidência da Casa, em substituição ao deputado Eduardo Botelho (DEM).
Correligionários de Janaína apontam a data como histórica, já que ela é a primeira mulher a assumir o cargo.
Janaína foi reeleita deputada estadual pelo MDB com 51.546 votos.
Assume, sim, a presidência da Assembleia, só que assume provisoriamente, por 4 meses, durante licença médica do presidente Botelho.
Ou seja, vai só tapar um buraco.
E ela, certamente, não vai contrariar em nenhum aspecto fundamental a direção dada à Assembleia pelo seu titular.
Janaina pode até espernear, mas sobre ela e contra ela, continuará a pesar, nestes quatro meses, e até que as estruturas da Assembleia se renovem de fato, o peso assombroso do machismo.
Machismo que faz com que a nossa Assembleia Legislativa tenha em suas fileiras uma só mulher deputada, ela mesma, a solitária Janaína.
Mesmo presidenta da Assembleia  por 4 meses, Janaina Riva continuará só.
Submetida a um machismo que constrangeu tanto a deputada Janaína que ela, depois de ensaiar um enfrentamento com Botelho pelo comando do Legislativo estadual – assim que foram divulgados os resultados que a apontaram como a mais votada de Mato Grosso, nas eleições de 2018 – acabou recuando e se subordinando à hegemonia quase plena dos homens naquele plenário.
Há quem avalie que foi a sombra também assombrosa do seu pai, o ex-deputado e ex-presidente José Geraldo Riva, que mais dificultou a tentativa de Janaina formar chapa e disputar de forma direta a presidência da Assembleia. Muita gente disse, então, e muita gente continua dizendo, agora, que o poder na Assembleia nas mãos de Janaína é poder que volta às mãos de José Geraldo Riva, corrupto confesso mas, para todos os efeitos, livre, leve e solto.
Verdade ou não, o fato é que Janaina tentou peitar o conservadorismo na Assembleia mas ela não conseguiu, não teve também peito assim.
Acabou se curvando às evidências, curvando-se ao deputado Botelho que conta com a benção  do governador Mauro Mendes e, por isso mesmo, acabou aclamado presidente, tendo Janaína como uma entusiasmada puxadora de votos.
Ao invés de revoltar-se e encarar uma derrota no voto a voto, Janaina resolveu compor e esperar. Quem sabe, mais adiante?!…
Por enquanto, o que se tem é o consolo de uma presidenta provisória, até que mude a maré e Janaína tenha força pra valer.
Leia Também:  PT, PC DO B, PSOL, PROS, PCB, PCO, PSB e PDT se juntam para derrotar Bolsonaro em Mato Grosso

 

Enock Cavalcanti


Enock Cavalcanti, jornalista e advogado, é o titular deste blogue PAGINA DO E
 
 
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Janaína com o pai, José Geraldo Riva

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CNJ NÃO AUTORIZOU FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO – Orgia salarial no TJ-MT, então comandado pelo des. Carlos Alberto, será investigada

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Desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha

Os orgãos de controle que não controlam nada em Mato Grosso, notadamente quando estão envolvidas as elites dos poderes, seguem caladas depois da revelação impactante do jornal O Estado de S Paulo. Os jornais amigos e os jornalistas amestrados, em Mato Grosso, escondem mais uma vez os fatos, em evidente reverência aos togados do Tribunal de Justiça, o que só traduz a subserviência e o capachismo de uma grande maioria.

Enquanto aqui em Mato Grosso, todos se calam, pressionados lá em Brasilia pela reportagem do Estadão, as autoridades do Conselho Nacional de Justiça, algo constrangidas, revelam que um inquérito será aberto para apurar os fatos.

Nenhum susto, nenhuma condenação prévia, afinal são autoridades do Judiciário falando de autoridades do Judiciário. Quem fiscaliza os fiscais? Parece que ninguém. O que se sente é que se o Estadão botar o pé no freio, o assunto vai para debaixo do tapete. E a grana recebida, pelo que se supõe, indevidamente, driblando pelo menos a obediencia devida ao CNJ, continuará no bolso do paleto dos nossos doutos magistrados. Mas leia com atenção este trecho da reportagem: O colegiado informou que não recebeu qualquer solicitação da Corte para pagamento de verbas extras, como prevê a lei.” Ora, doutos magistrados desrespeitando a Lei para ganharem mais?! E se uma Lei é afrontada, desrespeitada, atropelada, para favorecer indevida vantagem pecuniária, isso já não é bastante para anular qualquer pagamento feito?! Ou só cabe aos ladrões de galinha, se é que ainda existem galinhas e ladrões de galinha, respeitar a Legislação em vigor?!

Se fala muito aqui em Cuiabá do paletó do prefeito Emanuel Pinheiro. E do paletó recheado de grana dos desembargadores, em dezembro de 2020, quem é que vai comentar? Só esse insensato blogueiro chamado Enock Cavalcanti? Bem, tenho minhas limitações, então fico neste vagido. Leia a integra da nova reportagem do Estadão. (Enock Cavalcanti)

Leia Também:  HISTORIADOR SEBASTIÃO CARLOS: Em 64, o Coronel Meira Matos conspirava abertamente no quartel do 16º BC, realizando “um programa de palestras para oficiais e sargentos, através das quais exaltava a necessidade de ser defendida nossa democracia”. Os conspiradores civis não deixavam por menos e acintosamente se reuniam na residência do próprio governador e “na fazenda Rio Bonito, de Mário Spinelli, e na Rádio Cultura, dirigida pelo padre Wanir

 

Conselho Nacional de Justiça investiga ganhos extras de magistrados no Mato Grosso

Os 29 desembargadores do TJ-MT receberam em suas contas, em dezembro, uma média de R$ 262,8 mil

Patrik Camporez, O Estado de S.Paulo

BRASILIA – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu investigar se há irregularidades nos vencimentos pagos a desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), em dezembro do ano passado. O colegiado informou que não recebeu qualquer solicitação da Corte para pagamento de verbas extras, como prevê a lei.

Os 29 desembargadores do TJ-MT receberam em suas contas, em dezembro, uma média de R$ 262,8 mil. O valor foi adicionado ao salário de cada magistrado, num contracheque à parte, e é referente ao pagamento de “penduricalhos” e vantagens extras previstas nas normas do tribunal, como mostrou o Estadão.

As eventuais irregularidades serão apuradas pela Corregedoria Nacional de Justiça, vinculada ao CNJ. Após a publicação da reportagem, na última quarta-feira, 20, o CNJ informou que o pagamento de verbas remuneratórias ou indenizatórias nos tribunais depende de autorização prévia do próprio conselho, como determina a Recomendação n. 31/2018 e o Provimento 64/2018. Segundo o colegiado, “não foi submetida, apreciada ou deferida autorização formulada pelo TJ-MT ao CNJ nos meses que antecederam a folha de dezembro”.

A lei determina que as solicitações de pagamentos extras sejam apreciadas pela Corregedoria. Quando deferidas, porém, ficam condicionadas à disponibilidade orçamentária dos tribunais. No que se refere à indenização de férias, a Corregedoria propôs ao plenário do CNJ, em dezembro, a edição de normativa estabelecendo critérios de pagamentos.

A intenção da medida, de acordo com o CNJ, é exatamente combater eventual prática de indenização generalizada de férias dos magistrados brasileiros. A apreciação da matéria aguarda a inclusão em pauta para julgamento.

‘Há a diversidade de leis e benefícios locais’

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) informou ao Estadão, por sua vez, que a remuneração de juízes e desembargadores é regida “pela Constituição e pelas leis federais”. A entidade admitiu, porém, que “há benefícios locais”.

Leia Também:  ADVOGADO PAULO LEMOS: Para os casos de crimes hediondos praticados por menores que, segundo pesquisas, são a minoria deles, ao meu sentir, pode e deve ser aumentado o limite da internação compulsória, porém, dentro do Sistema Socioeducativo, e não do Sistema Penitenciário - que detém um elevado índice de reincidentes regressos

No âmbito da magistratura da União, que inclui a magistratura do trabalho, a realidade remuneratória é bem linear. Somos regidos diretamente pela Constituição e pelas leis federais. No âmbito dos Estados, no entanto, há a diversidade de leis e benefícios locais”, afirmou a presidente Anamatra, juíza Noemia Garcia Porto.

A magistrada disse haver no País iniciativas para “simplificar” a estrutura de remuneração de magistrados. Sem entrar no caso específico de Mato Grosso, sob o argumento de que precisaria de mais dados para opinar, Noemia destacou que a Anamatra defende “unidade na magistratura que também signifique unidade remuneratória, o que não é realidade”.

No caso do TJ-MT, os valores extras pagos em dezembro são divididos entre verbas indenizatórias – auxílios para transporte, alimentação, moradia e saúde – e vantagens pessoais, como 13.º salário, indenizações por férias não tiradas e eventuais serviços extraordinários prestados pelos desembargadores.

Apenas cinco desembargadores receberam menos de R$ 200 mil em dezembro, já debitados os impostos e demais descontos. Ao todo, foram R$ 6,9 milhões apenas em pagamentos extras naquele mês. Apesar de chamar a atenção, o caso de Mato Grosso não é o único. Outros tribunais também pagaram valores acima do teto salarial, no fim do ano, para desembargadores. Eram, porém, proporcionalmente menores.

Em São Paulo, por exemplo, um dos magistrados recebeu R$ 113,8 mil na soma de remuneração mensal, “penduricalhos” e outras vantagens previstas. Com os descontos, no entanto, o valor depositado na sua conta, no encerramento do mês, foi de R$ 51,2 mil.

 
ENTENDA O CASO:  Pagina do E | Magistrados faturam alto no TJ-MT e Ong fala em “corrupção institucionalizada” (paginadoenock.com.br)
 

FONTE O ESTADO DE S. PAULO

Lista Com Pretenso Faturame… by Enock Cavalcanti

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