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CUIABÁ

O melhor detergente é a luz do sol

EDUARDO GOMES: Denuncia de corrupção contra João Dorileo Leal, A Gazeta, Pedro Nadaf, Jorge Pires de Miranda e outros cala a imprensa de MT. LEIA DENUNCIA

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O melhor detergente é a luz do sol

Com Delação de Silval e Nadaf, MP pede bloqueio de bens de Dorileo, Marcão e outros 

POR EDUARDO GOMES

Nadaf e Silval juntos nos velhos tempos

Quase todos os veículos de Comunicação de Cuiabá se calaram. Não era pra menos. Afinal, delações premiadas de Silval Barbosa e Pedro Nadaf levaram o promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva a entrar na Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular com uma Ação Civil Pública (ACP) contra cabeças coroadas mato-grossenses e a pedir bloqueio de bens e condenação das mesmas. Na mira de Justino, dentre outros, os poderosos empresários João Dorileo Leal, dono do Grupo Gazeta de Comunicação, e Jorge Pires de Miranda, o Jorginho, fundador e proprietário da construtora Concremax; e o jornalista e secretário de Comunicação de Várzea Grande, Marcos Lemos, o Marcão; além de outros e do Jornal A Gazeta, que é o carro-chefe de Dorileo.

O promotor Arnaldo Justino

Justino pediu os bloqueios e condenações recentemente: em 17 desde fevereiro de 2021, com base num inquérito do Ministério Pùblico (MP), de 2017, que levou em conta uma colaboração premiada de Nadaf, e uma delação premiada de Silval Barbosa ao Ministério Público Federal, na qual o MP extraiu elementos ou supostos elementos. Nadaf é Pedro Jamil Nadaf, que foi secretário de Estado nos governos de Dante de Oliveira, Blairo Maggi e Silval Barbosa, e que acabou condenado e réu em algumas ações por suposta improbidade administrativa. Silval é Silval da Cunha Barbosa, que governou Mato Grosso de 31 de março de 2010 a 31 de dezembro de 2014; Silval foi preso, condenado, beneficiado por delação premiada por ser réu confesso e delator de esquema de corrupção em sua administração – está livre, leve e solto.

Silval com Dorileo antes da dolorosa

A ação do promotor Justino tem uma argumentação extensa, mas pode ser sintetizada assim, se a ela acrescentadas informações externas:

Na campanha eleitoral ao governo em 2014, Silval apoiou a chapa formada por Lúdio Cabral (PT) com a vice Teté Bezerra (PMDB), pela coligação Amor a Nossa Gente, que foi derrotada. Dorileo em seu complexo de Comunicação tem a Gráfica Millenium, que é dirigida por seu braço direito, Adair Nogarol – também denunciado pelo MP. Nessa gráfica, a chapa Lúdio/Teté imprimiu parte de seu material político com o devido aval moral de Silval. Finda a eleição a Millenium teria ficado com uma dolorosa de R$ 3 milhões e Dorileo a cobrou ao fiador Silval – Estranho é que um grande volume de material impresso  pela Millenium para os protegidos do governador tenha passado despercebido pra Justiça Eleitoral. Muito estranho!

Marcão chiou

A eleição em 2014 foi realizada em primeiro turno no dia 5 de outubro. O pedetista Pedro Taques se elegeu com o vice do agronegócio, Carlos Fávaro (PP). Dorileo se assustou e correu atrás de Silval pra receber os R$ 3 milhões dos derrotados. Macaco velho em campanhas, Dorileo sabia que o governo de Silval dava os últimos suspiros, e se não recebesse ficaria no calote.

Dorileo espremeu Silval e esse ligou pra Marcão, que era titular da Secretaria de Comunicação (Secom),  mandando que ele quitasse parte da dolorosa. Não pensem que conversa de governador com secretário tenha a cordialidade de diálogo de noviças em convento. Nada disso. É na bruta mesmo. “Paga logo“, teria dito o devedor moral. Marcão tentou argumentar que não havia meios para tanto. “Se vire“, disse o devedor.

A parte que caberia a Marcão pagar seria de R$ 1.516.000, o equivalente a metade do endividamento. Os outros 50% – deduz o promotor com base em declarações de Nadaf e Silval – seriam desembolsados por Jorginho da Concremax, e por Nadaf, que era peça importante do esquema do governador.

Nos corredores palacianos em Cuiabá tem uma frase que diz: “Deva ao cão, mas ao Dorileo e ao Melatti, não“.  Melatti é Zilmar Melatti, à época da dívida de Silval com Dorileo, o mandachuva da TV Centro América. O núcleo do poder então correu atrás de meios para acalmar o dono do Grupo Gazeta.

Silval e Nadaf não podem negar o que disseram sob pena de perderem os benefícios que receberam com suas delações. Justino, ainda que tenha feito algumas confusões a ponto de embaralhar depoimentos – tantas foram as sujeiras naquele período – deve manter o que requereu. Dorileo não tem como negar que queria receber, e o mesmo MP que pede sua condenação, na ACPlhe dá razão para cobrarMarcão chiou. Os demais são peças secundárias.

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Marcão disse ao Blog que realmente Silval lhe mandou pagar parte da dolorosa, mas que não entrou em detalhes dizendo apenas que se tratava de dívida antiga. Admitiu que o pagamento entrou em processo de empenho para quitação em 22 de dezembro, mas que nem mesmo um centavo de real foi pago a Dorileo. Jornalistas que frequentavam (e frequentam o Palácio Paiaguás) sabem que nos últimos dias do governo Silval o principal comentário nos corredores tinha a ver com esse caso: se dizia que Dorileo teria tentado agredir Marcão porque o mesmo não lhe pagou.

O nome do assessor Especial da SecomElpídio Spiezzi Júnior aparece na ACP por conta do cargo que exercia e que o deixava na condição de peça-chave na elaboração dos empenhos na Secom. Na ACP consta que para gerar o crédito de R$ 1.516.000 Dorileo, por sua assessoria, teria emitido três notas fiscais de prestação de serviço ao governo; as três teriam sido empenhadas em 1º de outubro de 2014 e quitadas em 13 de novembro. Marcao nega tal quitação e diz que em depoimento (oitiva, no juridiquês) ao promotor Justino sustentou que não houve pagamento, mas que o promotor insistiu afirmando que Silval havia dito tal coisa – “O Silval estava preso e fazia qualquer negócio pra deixar a prisão“, teria rebatido Marcão.

As três notas fiscais formam o alicerce básico da ACP.  Eles sustentam que A Gazeta teria prestado serviço de mídia ao governo e foram emitidas em 2 e 30 de junho e em 30 de outubro, portanto, fora do período em que a legislação eleitoral proíbe mídia institucional. O promotor cita que Elpidio teria atestado o recebimento das  mesmas antes de seu empenho, mas quem conferiu a prestação de serviço foi o servidor comissionado Aquino Monteiro da Silva Filho, que botou seu jamegão no recebimento do serviço contratado.

A certificação feita por Aquino foi posta em xeque pelo mesmo em depoimento por ele prestado à 9ª Promotoria Cível. O servidor disse que não havia conferido o material por ele atestado e que recebeu em mãos apenas um exemplar de cada um dos produtos (jornais) constantes nas notas fiscais. Disse ainda que agiu dessa forma por orientação de Elpídio. Ocorre que material impresso a título de divulgação tem que ser veiculado e não entregue à Secom, senão perderia o sentido promocional. À Secom são enviados exemplares para comprovação da veiculação.

Ainda na conversa com o Blog Marcão observou que mesmo o montante devido a Silval tendo sido empenhado não foi possível quitá-lo por conta da operação policial Edição Extra, desencadeada em 18 de dezembro pela Delegacia Fazendária (Defaz) para desbaratar um suposto esquema na Secom  envolvendo gráficas e que teria causado um rombo de R$ 40 milhões ao governo. Na manhã daquele dia, policiais civis lacraram as portas da Secom e ninguém tinha acesso àquele órgão. Os empresários do setor gráfico e irmãos Fábio e Dalmi Defanti (Gráfica Printt) e Jorge Defanti (Gráfica Defanti) estavam sendo caçados por agentes. Posteriormente os Defanti se apresentaram à polícia, que cumpriu os mandados de prisão contra os três, expedidos pelo juiz plantonista Jamilson Haddad Campos.

Depois da Operação Edição Extra teria ocorrido apenas um pagamento pela SecomMarcão teria juntado todos os credores para uma única liberação de recursos via agência de publicidade. No último dia útil de 2014 foram liberados cerca de R$ 7 milhões com essa finalidade, mas a dinheirama não chegou na ponta. O superintendente do Banco do Brasil alegando que poderia se tratar de pagamentos ilícitos estornou ao governo o montante transferido. Os credores, inclusive Dorileo, segundo Marcão, ficaram a ver navios.

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À época o estorno foi considerado abusivo, por parte de credores, mas o governador eleito, Pedro Taques era temido por jornalistas, o que impediu uma revolta contra o ato do superintendente. Nos meios jornalísticos se comentava que Taques teria mandado o banco estornar, para fazer caixa inicial pra seu governo e também pra que ele negociasse a forma de pagamento com os credores.

A forma de pagamento encontrada por Taques foi o programa Bom Pagador, que de bom tinha apenas o nome. Por ele, o credor se habilitava ao recebimento de parcelas a perder de vista, e ainda com uma carência de um ano para se chegar à primeira parcela. Também nos meios jornalísticos se dizia que para botar a mão no dinheiro, os donos de sites e outros veículos de Comunicação tinham que se enquadrar às regras da promoção de Taques, que delirava acordado sonhando em ser presidente da República. Marcão afirma que não sabe quem recebeu nem quanto do estorno foi pago. “Quando isso aconteceu (o pagamento), o secretário de Comunicação era o (jornalista) Jean (Campos), observou ao Blog.

Marcão aposta com convicção que o promotor Justino misturou partes da Operação Edição Extra com o inquérito que resultou na ACP. Tal é sua crença, que o mesmo cita a inclusão ex-dono da Assembleia Legislativa, José Riva, no referido inquérito. Foi um período de fértil e polivalente corrupção que às vezes ficava difícil manter os personagens de um caso afastados de outro, pois a divisão entre eles era uma tênue linha imaginária. Segundo o jornalista, o tempo mostrará que ocorreu um entrelaçamento de fatos sem relação entre eles. “A Secom não é imobiliária“, desabafou.

Secom não ser imobiliária foi a frase de Marcão para mostrar seu descontentamento com a inclusão ao inquérito da venda de dois apartamentos em Cuiabá, pela Concremax, de Jorginho, para Dorileo, transação que teria sido articulada por Nadaf, para quitação da metade da dívida de Silval com o dono do Gupo Gazeta, e que a essa transação se somou outra – sem nada a ver com Jorginho – da venda de uma casa, também na capital, e de propriedade da namorada e ex-secretária de NadafGeisiane Antelo, para Dorileo, mas em nome de uma de suas empresas.

Os dois apartamentos teriam sido entregues por Jorginho a Dorileo via Nadaf.  Esses imóveis teriam sido avaliados por R$ 500 mil; e a casa de Geisiane, por R$ 700 mil perfazendo R$ 1.200.000. Os três foram, segundo documentos apresentados pelo promotor Justino, titulados em nome da Agropecuária Lagoa do Sol – Eireli, de Dorileo.

Por que os três imóveis foram usados para quitar parte da dívida com Dorileo? Segundo a ACP, Jorginho teria sido beneficiado com R$ 15 milhões em incentivos fiscais e teria dado os apartamentos como propina a Silval. Na ACP não há clareza sobre a razão da entrega da casa, mas fica implícito que essa transação seria uma acomodação entre Silval e Nadaf na grande teia de corrupção que os envolvia.

Os bloqueios foram pedidos liminarmente. Justino requereu que fossem bloqueados R$ 4.795.509 de Dorileo, e igual montante de Adair e do Jornal A Gazeta; R$ 3.684.934,11 de Marcão e o mesmo montante de Elpídio; e R$ 1.110.575,30 da Agropecuária Lagoa do Sol – Eireli.

Enquanto isso, o MP fica em seu canto à espera da chancela judicial e Marcão está em outro sem entender que prejuízo levou o governo, que não fez nenhum desembolso nesse caso

Fotos:

1 – Site público do Governo de Mato Grosso
2 – blog paginadoe.com.br
3 – Jornal Circuito Mato Grosso
4 – Facebook de Marcos Lemos

PS – Postado às 23 horas do dia 19 de fevereiro de 2021 e atualizado com revisão às 7h38 do dia 20 de fevereiro de 2021

 

FONTE BLOGUE DO EDUARDO GOMES

Blog do Eduardo Gomes

 

 

 

 

 

Promotor Arnaldo Justiça de… by Enock Cavalcanti

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Eu sem fé, adoro a religião. Um artigo do saudoso filósofo italiano Umberto Eco

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“Acho que a verdadeira dimensão ética começa quando o Outro entra em cena. Até os leigos virtuosos estão convencidos de que o Outro esteja dentro de nós. Não se trata de uma vaga inclinação emotiva, mas de uma condição fundamental. Assim como não podemos viver sem comer ou dormir, não podemos compreender quem somos sem o olhar e a resposta dos outros”, escreve Umberto Eco, escritor, semiólogo e linguista italiano falecido em 19 de fevereiro de 2016, em artigo publicado por Il Sole 24 Ore, 14-02-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Sempre fui fascinado pela figura de um apóstata que permanece ligado aos mitos, imagens e ideias da religião que ele abandonou. E isso porque, mesmo em meus escritos subsequentes, o meu abandono da fé sempre foi acompanhado por um fascínio pelo pensamento medieval e pelo respeito pelo universo religioso. Sei que esse é um sentimento ambíguo, mas gostaria de oferecer um exemplo do que aconteceu quando escrevi meu primeiro romance, O Nome da Rosa. É ambientado na Idade Média e apresenta as visões contrastantes da verdade e da fé que já estavam surgindo naquela época. O romance foi imediatamente atacado por alguns críticos católicos (especialmente da revista dos jesuítas, “La Civiltà Cattolica”), mas nos anos seguintes recebi quatro títulos honorários de quatro universidades católicas, a Universidade de Louvain, a Universidade Loyola, a Universidade Santa Clara e o Pontifício Instituto de Toronto. Não sei dizer quem estava certo, mas fico feliz que os sentimentos contraditórios que me acompanharam até agora tenham aflorado também através do meu romance.

Outra prova do meu interesse pelos problemas religiosos foi a troca de correspondências que aconteceu em 1996 com o cardeal Martini, o arcebispo de Milão (In cosa crede chi non crede? ou Quando entra in scena l’altro, agora em Cinque scritti morali) que tinha aceitado dialogar com um não crente e o fez com uma mente aberta e grande respeito pelos pensamentos alheios. Gostaria de citar meu último comentário sobre a ética daquele diálogo. Martini perguntou-me: “Qual é o fundamento da certeza e da imperatividade das ações morais de quem, para estabelecer o carácter absoluto de uma ética, não pretende apelar a princípios metafísicos ou a valores transcendentais ou mesmo imperativos categóricos universalmente válidos?”. Procurei explicar os fundamentos sobre os quais assenta a minha “religiosidade leiga”, porque estou firmemente convencido de que existem formas de religiosidade mesmo na ausência de uma fé numa divindade pessoal e providente. Comecei abordando o problema dos “universais semânticos”, isto é, aquelas noções elementares que são comuns a toda a espécie humana e que podem ser expressas em todas as línguas. Todas essas noções comuns a todas as culturas referem-se à posição do nosso corpo no espaço. Somos animais eretos, por isso é cansativo ficar de cabeça para baixo por muito tempo, por isso temos uma noção comum de “para cima” e “para baixo”, tendendo a favorecer o primeiro em relação ao segundo. Da mesma forma, temos a noção de esquerda e direita, de ficar parado e caminhar, de ficar em pé ou deitado, de engatinhar e pular, de acordar e dormir. Como temos membros, todos sabemos o que significa bater contra um material resistente, penetrar numa substância macia ou líquida, esmagar, bater com os dedos, socar, chutar, talvez até dançar. A lista poderia ser longa e incluir ver, ouvir, comer ou beber, engolir ou excretar. E certamente todo ser humano tem algumas noções sobre o significado de perceber, lembrar, sentir desejo, medo, dor ou alívio, prazer ou dor, e fazer sons que expressam essas coisas. Portanto (e já estamos no âmbito dos direitos) existem conceitos universais sobre a constrição: não queremos que ninguém nos impeça de falar, de ver, de ouvir, de dormir, de engolir, de expelir, de ir aonde quisermos; sofremos se alguém nos amarra ou nos separa, nos espanca, nos fere ou mata, ou nos sujeita a torturas físicas ou psicológicas que diminuem ou anulam a nossa capacidade de pensar.

Esses sentimentos básicos podem ser tomados como a base de uma ética. Em primeiro lugar, devemos respeitar os direitos da corporeidade dos outros, que incluem também o direito de falar e pensar. Se nossos companheiros tivessem respeitado esses “direitos do corpo”, nunca teríamos o Massacre dos Inocentes, os Cristãos no circo, a Noite de São Bartolomeu, a fogueira dos hereges, a censura, o trabalho infantil nas minas ou o Holocausto. Acho que a verdadeira dimensão ética começa quando o Outro entra em cena. Até os leigos virtuosos estão convencidos de que o Outro esteja dentro de nós. Não se trata de uma vaga inclinação emotiva, mas de uma condição fundamental. Assim como não podemos viver sem comer ou dormir, não podemos compreender quem somos sem o olhar e a resposta dos outros.

 

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FONTE INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS

ADITAL

Eu sem fé, adoro a religião. Artigo de Umberto Eco – Instituto Humanitas Unisinos – IHU

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