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Alguma coisa está fora da ordem

EDUARDO GOMES: Carlos Lupi chama Pedro Taques de salafrário e Mauro Mendes se cala

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Alguma coisa está fora da ordem

Lupi chama Pedro Taques de salafrário e Mauro Mendes se cala

Por Eduardo Gomes/Boa Mídia

Dirigindo-se a Mauro Mendes, Lupi xinga Pedro TaquesDirigindo-se a Mauro Mendes,  Carlos Lupi xinga Pedro Taques

 Salafrário. Esse foi o adjetivo que o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, usou para se referir ao ex-governador Pedro Taques. A palavra, dura, foi dita na frase de saudação de Lupi ao governador democrata Mauro Mendes, que fazia visita de cortesia à convençao estadual pedetista. Mauro Mendes não esboçou reação e, ao contrário, demonstrou alegria com o ataque verbal ao seu antecessor e ex-aliado.

Mauro Mendes chegou à convenção com o ato em andamento, e foi convidado para compor à mesa no momento em que Lupi falava. Para saudá-lo o líder do partido de Brizola o agradeceu por ter livrado Mato Grosso “daquele salafrário” – referindo-se a Taques. Lupi acrescentou que ele (Taques) caiu do cavalo e levou coice da mula.

Na mesa da convenção e no auditório havia muitos ex-companheiros de Taques – incluindo Mauro Mendes – mas nenhum se manifestou. Prevaleceu a máxima: Morto o rei, viva o rei.

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HISTÓRICO – Pedro Taques se elegeu senador pelo PDT em 2010. Quatro anos depois, pelo mesmo partido,  disputou o governo e chegou ao Palácio Paiaguás em primeiro turno – em seguida trocou o PDT pelo PSDB, pelo qual tentou a reeleição, mas ficou em terceiro lugar na disputa, que foi vencida por Mauro Mendes.

CONVENÇÃO – O PDT elegeu seu novo diretório regional. O deputado estadual licenciado e secretário de Cultura,  Esporte e Lazer de Mato Grosso, Allan Kardec, assumiu a presidência regional substituindo o prefeito de Diamantino, Eduardo Capistrano. Nâo houve disputa por cargos. A eleição foi em chapa única, aprovada por unanimidade.

Além de prefeitos, vereadores e militantes do partido, a convenção foi prestigiada por dirigentes de várias siglas, a exemplo do presidente regional do DEM e suplente de senador, Fábio Garcia; e pelo governador Mauro Mendes acompanhado por secretários.

 
Redação Boamidia
FOTO: Enock Cavalcanti
 
 

Zé Pedro, Eduardo Gomes, Mauro


 

SALAFRÁRIO – A dura caracterização que Carlos Lupi fez de Pedro Taques está dicionarizada e equivale a chamar o ex-governador de Mato Grosso de pessoa desonesta, desleal, ordinária, pulha, biltre, cachorro, cafageste, calhorda, canalha, desavergonhado, escroto, miserável, meliante, mau caráter, moleque, patife, pilantra, sem vergonha, velhaco, vilão.

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FONTE  www.boamídia.com.br
 
 

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LÚDIO CABRAL: 5 mil vidas perdidas para a covid em Mato Grosso

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CINCO MIL VIDAS

Lúdio Cabral*

Cinco mil vidas perdidas. Esse é o triste número que Mato Grosso alcança hoje, dia 26 de janeiro de 2021, em decorrência da pandemia da covid-19.

Cada um de nós, mato-grossenses, convivemos com a dor pela perda de alguém para essa doença. Todos nós perdemos pessoas conhecidas, amigos ou alguém da nossa família.

A pandemia em Mato Grosso foi mais dolorosa que na maioria dos estados brasileiros e o fato de termos uma população pequena dificulta enxergarmos com clareza a gravidade do que enfrentamos até aqui.

A taxa de mortalidade por covid-19 na população mato-grossense, de 141,6 mortes por 100 mil habitantes, é a 4ª maior entre os estados brasileiros, inferior apenas aos estados do Amazonas (171,9), Rio de Janeiro (166,2) e ao Distrito Federal (147,0). O número de mortes em Mato Grosso foi, proporcionalmente, quase 40% superior ao número de mortes em todo o Brasil. Significa dizer que se o Brasil apresentasse a taxa de mortalidade observada em Mato Grosso, alcançaríamos hoje a marca de 300.000 vidas perdidas para a covid-19 no país.

Lembram do discurso que ouvimos muito no início da pandemia? De que Mato Grosso tinha uma população pequena, uma densidade populacional baixa, era abençoado pelo clima quente e que, por isso, teríamos poucos casos de covid-19 entre nós?

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Lembram do posicionamento oficial do governador de Mato Grosso no início da pandemia, de que o nosso estado não teria mais do que 4.000 pessoas infectadas pelo novo coronavírus?

Infelizmente, a realidade desmentiu o negacionismo oficial e oficioso em nosso estado. Não sem muita dor. O sistema estadual de saúde não foi preparado de forma adequada. Os governos negligenciaram a necessidade de isolamento social rigoroso em momentos cruciais e acabaram transmitindo uma mensagem irresponsável à população. O resultado disso tudo foram vidas perdidas.

Ao mesmo tempo, o Mato Grosso do sistema de saúde mal preparado para enfrentar a pandemia foi o estado campeão nacional em crescimento econômico no ano de 2020. Isso às custas de um modelo de desenvolvimento que concentra renda e riqueza, de um sistema tributário injusto que contribui ainda mais com essa concentração, e de um formato de gestão que nega recursos às políticas públicas, em especial ao SUS estadual, já que estamos falando em pandemia.

Dolorosa ironia do destino, um dos municípios símbolo desse modelo de desenvolvimento, Sinop, experimentou mortalidade de até 100% entre os pacientes internados em leitos públicos de UTI para adultos em seu hospital regional.

Nada acontece por acaso. Os números da covid-19 em Mato Grosso não são produto do acaso ou de mera fatalidade. Os números da covid-19 em Mato Grosso são produto de decisões governamentais, de escolhas políticas determinadas por interesses econômicos, não apenas agora na pandemia, mas por anos antes dela. E devemos ter consciência disso, do contrário, a história pode se repetir novamente como tragédia.

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Temos que ter consciência dessas injustiças estruturais para que possamos lutar e acabar com elas. A dor que sofremos pelas pessoas que perdemos para a pandemia tem que nos mobilizar para essa luta.

Lutar por um modelo de desenvolvimento econômico que produza e distribua riqueza e renda com justiça, que coloque pão na mesa de todo o nosso povo e que proteja a nossa biodiversidade. Lutar por um sistema tributário que não sacrifique os pequenos para manter os privilégios dos muito ricos. Lutar por políticas e serviços públicos de qualidade para todos os mato-grossenses. Lutar pelo SUS, por um sistema público de saúde fortalecido e capaz de cuidar bem de toda a nossa população.

São essas algumas das lições que precisamos aprender e apreender depois de tantos meses de sofrimento e dor, até porque a tempestade ainda vai levar tempo para passar.

*Lúdio Cabral é médico sanitarista e deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso.

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