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O melhor detergente é a luz do sol

EDMUNDO ARRUDA JR: Lula nos bastidores trabalha em nome de um consenso possível. Ele possui todas as credenciais e habilidades para tal

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O melhor detergente é a luz do sol

Quem tem maior força para derrotar a extrema direita?

Por Edmundo Lima Arruda Jr

Hoje há no cenário da sucessão presidencial o confronto entre o atual presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula. Ambos com rejeição imensa. Este fato preocupante é decisivo. Anteabre a hipótese de um terceiro candidato capaz de entrar na disputa com chances.

Lula nos bastidores trabalha em nome de um consenso possível. Ele possui todas as credenciais e habilidades para tal. Entretanto Lula é o inimigo da chamada terceira via, no que ela possa representar uma real candidatura que não seja a sua ou do PT.

Vejamos um movimento no sentido da construção de candidatura alternativa mais forte. Ciro Gomes até agora continua um franco atirador sem grande capacidade de crescer e ameaçar chegar ao segundo turno. Somente Lula e os Lulistas viabilizariam o líder pedetista. Hipótese improvável. Então temos na disputa interna entre os tucanos João Dória e Eduardo Leite uma possibilidade mais vigorosa de êxito.

O acordo parece costurado por Tasso Jereissati e FHC, com apoio a Alkmin para o governo do Estado. Não se descarta a solidariedade de setores de centro-direita, por exemplo, daquele resultante da fusão do DEM com o PSL, em favor do candidato gaúcho. Homem de direita, experiente como prefeito e governador, é jovem, bonito. Carrega a imagem da mudança e da coragem. Tem enfrentado com altivez e dignidade os preconceitos e baboseiras sobre sua vida afetiva.

Destronar um governo ultraconservador de direita hoje parece passar mais por forças de centro-direita e menos pelo fragmentado espectro de partidos de esquerda e centro-esquerda. Bolsonaro produz mais movimentos sociais que as esquerdas juntas. O fato dói entre puristas que partem de um dado conceito de movimento social, quase exclusivo das esquerdas. Estas não logram levar as massas para as ruas. Encontram-se cansadas.

Mesmo se Lula admitisse fechar com Ciro Gomes, hipótese quase impossível, menos por Lula e mais por visão de militantes a exemplo de José Dirceu e seu grupo, a capacidade de garantir um segundo turno é menor que a do tucano Eduardo Leite. Se Dória ganhar a disputa interna do PSDB conduzirá o partido à uma morte anunciada desde Aécio Neves. E a um provável recomeço de namoro com Bolsonaro (2018).

Estamos há menos de um ano da disputa. Muita coisa pode acontecer. Hoje a terceira via pode ser Ciro Gomes, a julgar por pesquisas recentes. Amanhã o candidato poderá ser Eduardo Leite. Lula poderá peitar ambas as candidaturas, desconsiderar a rejeição, manter seu nome e alinhavar um segundo turno com a tese de apoio de todos ao mais votado. Se esse nome não for Eduardo Leite ou Ciro, mas qualquer outro, inclusive Lula, vota-se em Lula.

Tudo para conter a besta! A besta da extrema direita. Um passo para avançar na agenda democrática.

EDMUNDO ARRUDA LIMA JR, cuiabano, é sociólogo, professor titular aposentado da UFSC.

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Famílias mais pobres sofrem inflação 20% maior que as mais ricas em setembro

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Famílias mais pobres sofrem inflação 20% maior que as mais ricas em setembro
Fernanda Capelli

Famílias mais pobres sofrem inflação 20% maior que as mais ricas em setembro

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda acelerou para todas as faixas no mês de setembro, mas revelou uma inflação mais acentuada para as famílias de renda muito baixa, com índice de 1,3%, enquanto o grupo de renda alta ficou em 1,09%, diferença de 20%. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No acumulado de 12 meses, a inflação para o grupo de renda muito está em 10,98%; a renda baixa acumula 10,72%; a renda média baixa está em 10,64%; a média tem alta de 10,09%; o grupo de renda média alta tem inflação em 12 meses de 9,32% e o grupo de renda alta teve inflação de 8,91%.

A inflação para o segmento de renda baixa foi de 1,2% no mês, para a renda média baixa, 1,21%, e para o segmento de renda média alta foi de 1,04%.

Segundo o instituto, o grupo habitação exerceu a maior pressão inflacionária para as famílias dos três segmentos de renda mais baixa. Para as famílias de renda muito baixa, pesaram os reajustes de 6,5% das tarifas de energia elétrica, de 3,9% do gás de botijão e de 1,1% dos artigos de limpeza. Já os alimentos em domicílio foram puxados especialmente pelas frutas (5,4%), aves e ovos (4%) e leites e derivados (1,6%).

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As três faixas de renda mais alta repetiram o impacto sofrido em agosto, com peso maior no grupo de transportes, influenciada pelos reajustes de 2,3% da gasolina, de 28,2% das passagens aéreas e de 9,2% dos transportes por aplicativo.

O Ipea aponta que para as famílias de renda muito baixa pesaram no acumulado do ano o aumento nos preços dos alimentos no domicílio, como carnes (24,9%), aves e ovos (26,3%) e leite e derivados (9%), além dos reajustes de 28,8% da energia e de 34,7% do gás de botijão.

Para as famílias com maiores rendimentos, a inflação acumulada sofreu impacto das variações de 42% dos combustíveis, de 56,8% das passagens aéreas, de 14,1% dos transportes por aplicativo e de 11,5% dos aparelhos eletroeletrônicos.

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