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CUIABÁ

O melhor detergente é a luz do sol

DEFENSORA ROSANA LEITE: Dias atrás Brasil se chocou com filmagens de celebridade, um DJ, a espancar a companheira. Imagens das agressões fazem as reflexões necessárias. Quantas mulheres não possuem câmeras para realizar as filmagens?

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O melhor detergente é a luz do sol

E não tivesse câmera?

POR ROSANA LEITE ANTUNES DE BARROS

Dias atrás o Brasil se chocou com as imagens das câmeras que fizeram as filmagens de uma celebridade, um DJ, a espancar a sua companheira. Como? Por quê? Como ela aceitou? Como conseguiu filmar? Será que já sofria há muito tempo?

As cenas foram de mais absoluto horror! Inimaginável alguém se unir a outra pessoa ‘por amor’, e ser agredida da forma que presenciamos. Eram chutes, puxões de cabelo, tapas, e xingamentos… Tudo que fosse possível para humilhar e machucar a parceira, o agressor fez.

Ele não teve piedade! A encontrava e desferia todo o seu ódio. Na presença da filha, ainda bebê, da babá da criança, e da sua sogra. Pelas imagens é possível perceber que quando o agressor falava imediatamente a vítima abaixava a cabeça, ficando em posição de quem estivesse com muito temor. A vítima contou à imprensa que a mulher das filmagens não era secretária da casa, mas, sim, a sua mãe.

Um homem que estava em ascensão na carreira artística, com diversos trabalhos para serem lançados em poucos dias e meses. Com as outras pessoas, com certeza, era extremamente cordato, pois, caso contrário não estaria a realizar tantas parcerias artísticas. Em casa, o Brasil descobriu de quem se cuidava…

Em muitas situações, homens bastante amáveis fora de casa com amigos e amigas, em casa mostram a face mais perversa da violência doméstica e familiar. Inacreditável! Como assim? Ela deve ter feito algo, pois esse homem é um amor de pessoa! Já disseram que ela é pessoa difícil! Quantas e quantas vezes ouvimos interjeições e exclamações dessa forma.

As imagens das agressões fazem as reflexões necessárias de quantas mulheres passam pela mesma situação. E quantas delas não possuem câmeras para realizar as filmagens? Quantas mulheres, por alguma espécie de dependência, suportam agressões como as que vimos? É possível imaginar, neste exato momento, quantas se encontram na mesma situação daquela vítima?

E o agressor em uma das reportagens tenta se explicar afirmando que já fora agredido pela vítima. Então por qual motivo em nenhuma das ocasiões das filmagens ela tentou se defender? É de se ressaltar que o homem não respeita sequer a filhinha do casal de poucos meses. Não respeita a situação da mulher com poucos dias de nascimento da filha ainda com o corpo inchado da gestação. Bate na companheira como se fosse o seu mais puro e cristalino direito desferir os golpes. É dele, né? E é mulher, que respeito merece? Ah, e dependia do moço que estava começando uma promissora carreira…

Sim, repito, estava começando a carreira, no pretérito. Agora, não mais conseguirá a nada alavancar. Os artistas que com ele gravaram ou fizeram clip, desistiram de divulgar a parceria. O spotify e o deezer não tocarão mais as suas músicas. Cancelamento total! Não há tolerância com violência contra a mulher!

Nada será como antes para esse ex-casal. Ela, que sai com vida, pode ter a certeza de um novo recomeço. Ele terá que recomeçar também, todavia, com a pecha de agressor.

Dentre tantas as perguntas do texto, agora a mais importante: e se não tivessem as câmeras? Teria essa mulher a mesma credibilidade que está tendo das pessoas, sendo ela a anônima e ele o famoso? Não estaria sendo julgada por querer aproveitar da fama do homem, como outras já foram?

Ah, câmera do bem! E se não tivesse câmera?

 

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Rosana Leite Antunes de Barros é defensora pública estadual em Cuiabá, Mato Grosso.

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CHOCOLATE CONTRA O PRECONCEITO: Nestlé muda nome de bombom para “acabar com racismo e discriminação”

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O bombom da Nestlé ” Negrita ” mudará seu nome para ” Chokita ” para evitar “atitudes racistas e preconceituosas”, diz a marca. O nome estampou o chocolate por 60 anos , e deixará de existir a partir de outubro .

Segundo a Nestlé, o novo nome “refere-se ao inconfundível sabor do chocolate, somado ao diminutivo que no Chile reflete o que tratamos com carinho. Esta modificação não afeta de forma alguma a receita do produto, que mantém sua qualidade e sabor característico de sempre.”

Para a empresa, chegou a hora de fazer a alteração, pois, há 60 anos, viviam num contexto completamente distinto. Hoje, o chocolate por vexes é utilizado de maneira jocosa com pessoas de pele preta.

A empresa diz que os consumidores receberam bem a mudança e concordam que era a hora certa.

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Caso parecido aconteceu com o bombom ” Feitiçaria “, da Lacta, que teve que trocar a estampa após teorias da conspiração.  Inspirado no clássico “feitiço”, famoso na década de 90, foi acusado de conter “mensagens malignas” na embalagem. A companhia então trocou o nome para “Lacta Chocolate” e “Lacta Morango”.

 

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