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CUIABÁ

Alguma coisa está fora da ordem

CRISTINA CAMPOS, CANDIDATA DERROTADA NA AML: Nunca houve, nos 100 anos da Academia, votos encaminhados pelos Correios

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Alguma coisa está fora da ordem

Sebastião, Sueli, Cristina e Mahon: imortais em guerra em Mato Grosso

 

CARTA ABERTA À COMUNIDADE MATO-GROSSENSE

Os escritores componentes da chapa VIVA A CASA BARÃO!, que concorre à direção da Academia Mato-grossense de Letras, optaram por não comparecer à sessão de eleição, considerando vários equívocos na condução do processo eleitoral, alguns abaixo apontados:

  • No grupo concorrente, há pessoas que ocupam cargos-chave na atual direção e não se desincompatibilizaram de suas funções, de modo que, ao criar Conselho Eleitoral (de um só membro) para conduzir a eleição da gestão 2019-2021, contrariou-se o Estatuto da AML, segundo o qual o secretário da instituição é quem deve ser responsável pelo processo;

  • Nos quase 100 anos da AML, não se tem notícia de eleição da mesa diretora por meio de cédulas encaminhadas pelos Correios, o que também contraria o Estatuto.


    Comunicamos, com antecedência, esses e outros equívocos ao presidente e ao confrade nomeado responsável pelo processo eleitoral, atentos ao compromisso de observar a tradição acadêmica.

  • Entretanto, nossas solicitações foram ignoradas, por isso decidimos não legitimar a eleição com a nossa presença.


    Pretendíamos que a Academia Mato-grossense de Letras voltasse a ser um Ponto de Cultura mais aberto à comunidade, referência estadual em publicações, cursos e eventos literários. Nos últimos dois anos, ficamos carentes de respaldo em ações que refletissem o nosso engajamento coletivo em favor da Literatura.

    Felizmente, pudemos contar com o apoio de instituições como a Unemat, a UFMT, o IFMT, o Sesc Arsenal, o Cineteatro Cuiabá, a Biblioteca Estadual Estevão de Mendonça, além de escolas e associações culturais, que compreendem a importância desta inédita união entre escritores, professores e artistas, os quais, antes de tudo, são amigos e parceiros.


    A principal característica de nossa chapa é a valorização da Literatura produzida em Mato Grosso. É triste não encontrarmos espaço e representação onde seria natural o acolhimento dos poetas e prosadores do Estado. Merece destaque todo profissional que publica e temos profundo respeito por todos, porém a nossa sociedade espera encontrar na AML mais do que autores. Precisa e deseja desfrutar da Arte que a Literatura pode lhe proporcionar.


    Continuaremos a nos movimentar e produzir intensamente. Estaremos à disposição da sociedade na luta pela produção, circulação, divulgação e pesquisa das obras dos nossos autores, independentemente de serem ou não membros da AML. Para nós, só faz sentido pertencer à centenária agremiação se ela representar, de modo efetivo, a produção cultural mato-grossense e se disponibilizar a incentivar o público a dela se aproximar, tornando o espaço democrático e acessível a todos.


    Somos conscientes de que vivemos um momento positivo, resultado da estreita amizade entre escritores e estudiosos de Literatura.

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VIVA A CASA BARÃO! Sempre!

CRISTINA CAMPOS

CANDIDATA À PRESIDENTE

 
 
 
ENTENDA O CASO: https://paginadoenock.com.br/eduardo-mahon-assume-racha-na-academia-fiquem-ai-com-coqueteis-e-convescotes-ficamos-ca-com-a-literatura/
 
https://paginadoenock.com.br/racha-na-academia-mato-grossense-de-letras-depois-da-eleicao-da-nova-diretoria-imortais-estao-saindo-no-pau/
 
 

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LÚDIO CABRAL: 5 mil vidas perdidas para a covid em Mato Grosso

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CINCO MIL VIDAS

Lúdio Cabral*

Cinco mil vidas perdidas. Esse é o triste número que Mato Grosso alcança hoje, dia 26 de janeiro de 2021, em decorrência da pandemia da covid-19.

Cada um de nós, mato-grossenses, convivemos com a dor pela perda de alguém para essa doença. Todos nós perdemos pessoas conhecidas, amigos ou alguém da nossa família.

A pandemia em Mato Grosso foi mais dolorosa que na maioria dos estados brasileiros e o fato de termos uma população pequena dificulta enxergarmos com clareza a gravidade do que enfrentamos até aqui.

A taxa de mortalidade por covid-19 na população mato-grossense, de 141,6 mortes por 100 mil habitantes, é a 4ª maior entre os estados brasileiros, inferior apenas aos estados do Amazonas (171,9), Rio de Janeiro (166,2) e ao Distrito Federal (147,0). O número de mortes em Mato Grosso foi, proporcionalmente, quase 40% superior ao número de mortes em todo o Brasil. Significa dizer que se o Brasil apresentasse a taxa de mortalidade observada em Mato Grosso, alcançaríamos hoje a marca de 300.000 vidas perdidas para a covid-19 no país.

Lembram do discurso que ouvimos muito no início da pandemia? De que Mato Grosso tinha uma população pequena, uma densidade populacional baixa, era abençoado pelo clima quente e que, por isso, teríamos poucos casos de covid-19 entre nós?

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Lembram do posicionamento oficial do governador de Mato Grosso no início da pandemia, de que o nosso estado não teria mais do que 4.000 pessoas infectadas pelo novo coronavírus?

Infelizmente, a realidade desmentiu o negacionismo oficial e oficioso em nosso estado. Não sem muita dor. O sistema estadual de saúde não foi preparado de forma adequada. Os governos negligenciaram a necessidade de isolamento social rigoroso em momentos cruciais e acabaram transmitindo uma mensagem irresponsável à população. O resultado disso tudo foram vidas perdidas.

Ao mesmo tempo, o Mato Grosso do sistema de saúde mal preparado para enfrentar a pandemia foi o estado campeão nacional em crescimento econômico no ano de 2020. Isso às custas de um modelo de desenvolvimento que concentra renda e riqueza, de um sistema tributário injusto que contribui ainda mais com essa concentração, e de um formato de gestão que nega recursos às políticas públicas, em especial ao SUS estadual, já que estamos falando em pandemia.

Dolorosa ironia do destino, um dos municípios símbolo desse modelo de desenvolvimento, Sinop, experimentou mortalidade de até 100% entre os pacientes internados em leitos públicos de UTI para adultos em seu hospital regional.

Nada acontece por acaso. Os números da covid-19 em Mato Grosso não são produto do acaso ou de mera fatalidade. Os números da covid-19 em Mato Grosso são produto de decisões governamentais, de escolhas políticas determinadas por interesses econômicos, não apenas agora na pandemia, mas por anos antes dela. E devemos ter consciência disso, do contrário, a história pode se repetir novamente como tragédia.

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Temos que ter consciência dessas injustiças estruturais para que possamos lutar e acabar com elas. A dor que sofremos pelas pessoas que perdemos para a pandemia tem que nos mobilizar para essa luta.

Lutar por um modelo de desenvolvimento econômico que produza e distribua riqueza e renda com justiça, que coloque pão na mesa de todo o nosso povo e que proteja a nossa biodiversidade. Lutar por um sistema tributário que não sacrifique os pequenos para manter os privilégios dos muito ricos. Lutar por políticas e serviços públicos de qualidade para todos os mato-grossenses. Lutar pelo SUS, por um sistema público de saúde fortalecido e capaz de cuidar bem de toda a nossa população.

São essas algumas das lições que precisamos aprender e apreender depois de tantos meses de sofrimento e dor, até porque a tempestade ainda vai levar tempo para passar.

*Lúdio Cabral é médico sanitarista e deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso.

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