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Brasil, mostra tua cara

CONSIDERAÇÕES URGENTES ANTES DA PRISÃO ILEGAL DE LULA: Governo tem de fazer política. Tem de identificar os adversários e ir, democraticamente, para a ofensiva. Tem de nomear diretores da PF alinhados politicamente ao governo. Nomear um PGR alinhado ao governo.Nomear ministros do STF fortemente alinhados ao governo.É assim que fizeram e fazem os tucanos, sem piscar! É assim que fazem todos os governos do mundo.Nos EUA, é cultural e institucional. O presidente dos EUA nomeia todos os juízes federais, todos os procuradores federais. E o governo, qualquer governo, tem de montar redes de apoio na sociedade. LEIA A OPINIÃO DO BLOGUEIRO MIGUEL DO ROSÁRIO

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lula e dilma e a midiaConsiderações urgentes antes da prisão ilegal de Lula

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Desculpem o título sensacionalista, mas o momento pede um pouco de dramatismo.
Previsivelmente, a Procuradoria do Distrito Federal está fechando apoio ao procurador que abriu inquérito contra Lula, conforme mostra essa nota da instituição.
Não será tão fácil derrubar esse inquérito absurdo e ilegal.
A conjuntura política atualmente está assim: “tá achando ruim? espera que ainda vai piorar muito”.
De fato, o pensamento mais otimista que podemos ter, por enquanto, é que as coisas devem piorar ainda um bocado antes de começarem a melhorar.
Mas vão melhorar.
Se a dialética é uma lei importante da história, as coisas vão melhorar.
Ao crescimento da direita e do golpismo, corresponderá a consolidação da resistência.
Há alguns séculos, a esquerda era composta por grupos clandestinos e minoritários.
Desde então, já foi responsável por inúmeras revoluções, constituiu impérios, tomou Estados, governos, formou grandes partidos, assumiu um papel central na política global.
O jornal com maior audiência do mundo na internet, o The Guardian, é classificado como de centro-esquerda.
Ou seja, a primeira coisa a fazer é não engolirmos a falácia do “fim da esquerda”.
A esquerda nunca foi tão forte como nessas últimas décadas.
A China, país comunista, está muito perto de se tornar a maior economia do mundo.
Nova York acaba de eleger um prefeito ultra-esquerdista.
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A esquerda ganhou, no Brasil, as quatro últimas eleições presidenciais.
O PT ainda é o partido com maior bancada na Câmara dos Deputados.
O segundo turno eleitoral de 2014 foi vencido após uma campanha fortemente ideológica e polarizada, entre esquerda e direita.
E ganhamos!
Entretanto, é melhor adotarmos a fórmula de Gramsci: pessimista em teoria, otimista na ação.
Quanto ao Ministério Publico Federal, este se tornou, há tempos, o “monstro” previsto por Sepúlveda Pertence.
Todas as suas características estamentais, corporativas, aristocráticas, vieram à tôna e assumiram a hegemonia.
Tornou-se uma entidade política à serviço dos setores mais retrógrados da classe dominante.
Nenhuma investigação do MP vai para frente sem o aval da mídia.
A denúncia contra Lula é a prova disso. Começou na mídia, instalou-se com a mídia e se sustenta exclusivamente através da mídia.
Faz parte do plano: criminalizar Lula, para inviabilizá-lo politicamente.
Assim, se derrubarem a Dilma, a esquerda não tem mais ninguém para substituí-la imediatamente numa nova eleição.
A acusação contra Lula, de “lobby internacional” em favor do Brasil, entrará nos anais da história do cinismo.
Os tucanos – exercendo cargo público – fazem lobby descarado para os estrangeiros virem aqui, comprar barato nossas empresas.
Lula – como cidadão privado – faz lobby lá fora para que outros países adquiram produtos e serviços brasileiros.
O MP e a mídia tentam criminalizar quem?
Lula.
Em seu blog, Paulo Nogueira lembra que Lula paga por não ter feito a regulamentação da mídia.
Concordo, mas é bom ressalvar que a regulamentação é apenas umas das coisas que o PT poderia ter avançado.
Lula fez a TV Brasil, por exemplo, numa luta encarniçada contra a mídia. E aí? Fez e depois abandonou. Dilma não dá entrevista à TV Brasil.
Dilma e seus ministros parecem ter medo sequer de tocar no tema da comunicação e da mídia. Não tem como fazer regulação no congresso? Ok, mas e aí, isso quer dizer que não se pode tocar no assunto?
O governo vai levar um golpe midiático e não vai nem emitir um gemido de dor?
Não vai adiantar a Dilma vir à público, aos 44 minutos do segundo tempo, como ela sempre faz, e falar em golpe.
Tem de denunciar agora, com inteligência. Chamem os estudiosos da academia, preparem documentos políticos de alto nível para denunciar as manobras de manipulação das notícias.
Leiam a entrevista de Pablo Iglesias, do Podemos, partido que representa a nova esquerda espanhola, para a New Left Review. Ele fala, de maneira muito clara, que a esquerda sempre será derrotada enquanto se aliar à mídia de direita.
A esquerda tem de criar a sua própria mídia, pelo bem estar da população.
A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte!
Comida, teto e democracia!
Como o governo pensa em formular políticas em prol da educação sem falar de mídia?
E a TV Brasil, por que não usar melhor?
Ninguém monitora a audiência da TV Brasil?
Como está o sinal em todo país? Está bom, está ruim?
A TV Brasil não tem política inteligente para a internet, para anunciar e promover seus programas?
Não há nada estimulante para a juventude na TV Brasil?
Por que o Racionais MC, os grafiteiros, os rappers de periferia, os estudantes, as bandas independentes, os blogueiros, os movimentos sociais, o passinho, os festivais internacionais de cinema, não estão na TV Brasil?
O governo deixou que proliferasse, dentro da TV Brasil, um republicanismo absolutamente conservador. É possível que boa parte dos jornalistas e servidores da TV Brasil sejam hoje contra o governo, o mesmo governo que criou a empresa onde eles trabalham.
Dizem que a TV Brasil é do “Estado”, não do governo, e daí censuram a própria Chefe de Estado!
E nem posso culpá-los: Dilma não vai à TV Brasil fazer política, não cuida pessoalmente da gestão da TV Brasil.
Outra coisa: o dinheiro para a Globo. Nada explica a montanha de dinheiro dada à Globo e aos grandes meios de comunicação tradicionais. Nem a mídia técnica explica. O governo deveria ter, há muito tempo, criado políticas públicas para usar a verba institucional de maneira mais eficiente.
A justificativa da mídia técnica se tornou absolutamente esquizofrênica. Como é possível anunciar em veículos que agem como partido de oposição contra o governo e contra as estatais?
Não tem sentido.
É investimento em desfavor de sua própria imagem.
É como se o governo cubano investisse em publicidade na Fox.
É como se o governo Bush investisse em publicidade no Granma.
Depois de tanto apanhar, a comunicação ainda não é vista pelo governo como uma dimensão estratégica da política.
E o discurso da antipolítica entranhou-se no próprio PT.
Muitos petistas não tem sequer consciência disso.
Acham que é normal nomear um diretor de Polícia Federal antipetista.
O preconceito antipolítica tornou-se natural, orgânico, dentro do PT.
O Lula engoliu essa pílula bonitinho, e agora é perseguido criminalmente por causa desse erro.
Quando o governo for derrubado por um golpe parlamentar e midiático, e todos os petistas e aliados, incluindo Lula, forem presos, sob acusações inventadas por procuradores e delegados tucanos, através de denúncias forjadas na mídia, e condenados por juízes-justiceiros que ganham o prêmio Faz Diferença da Globo, talvez o PT faça um congresso dentro de um presídio, no qual esse republicanismo antidemocrático, mudo, covarde e suicida seja reavaliado.
Governo tem de fazer política. Tem de identificar os adversários e ir, democraticamente, para a ofensiva.
Tem de nomear diretores da PF alinhados politicamente ao governo.
Nomear um PGR alinhado ao governo.
Nomear ministros do STF fortemente alinhados ao governo.
É assim que fizeram e fazem os tucanos, sem piscar!
É assim que fazem todos os governos do mundo.
Nos EUA, é cultural e institucional. O presidente dos EUA nomeia todos os juízes federais, todos os procuradores federais.
Os juízes da suprema corte americana tem de ser totalmente alinhados ao partido no poder.
E o governo, qualquer governo, tem de montar redes de apoio na sociedade.
O que Dilma fez para montar redes de apoio na sociedade? Não sei.
A política de comunicação do governo tem sido, até agora, dar entrevista à Globo, Folha e Veja.
No primeiro mandato de Dilma, a estratégia era quebrar omeletes no programa de Ana Maria Braga.
Agora é dar entrevista ao Jô às três horas da manhã.
Não mudou muita coisa, portanto. É só Globo, Globo, Globo.
Há ensaios para se mudar isso, e talvez esta seja a razão pela qual a mídia quer derrubar Dilma o mais rápido possível.
***
Abaixo, um texto sobre o “lobby” de Lula, só para mostrar o quão ridícula é esta acusação. É assustador ver, mais uma vez, as instituições brasileiras agindo contra o Brasil, contra a democracia, contra a política, contra nossa maior liderança popular.
Nos últimos meses, o MP já foi aos EUA pedir ajuda às autoridades daquele país para destruir a Petrobrás e a Odebrecht, e agora atropela leis e bom senso para perseguir Lula, com acusação esdrúxula de “lobby internacional”.
***
Primeiro ministro de Portugal desmente suposto lobby de Lula a favor da Odebrecht
Da RBA (via DCM)
O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, desmentiu hoje (20) matéria do jornal O Globo, publicada ontem (19) sobre suposto lobby do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor da construtora Odebrecht. “O ex-presidente Lula da Silva não me veio meter nenhuma cunha para nenhuma empresa brasileira”, afirmou o primeiro-ministro à imprensa portuguesa.
“Para ser uma coisa que toda a gente perceba direitinho, é assim. Não me veio dizer: há aqui uma empresa que eu gostava que o senhor, se pudesse, desse ali um jeitinho. Isso não aconteceu. E nem aconteceria, estou eu convencido, nem da parte dele, nem da minha parte”, afirmou também o primeiro-ministro português.
A expressão “meter uma cunha” a que Coelho se refere significa em Portugal “fazer lobby” e se fosse dita por aqui daria margem a interpretações ambíguas em razão de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vir atuando em sua gestão com mão pesada em favor dos interesses conservadores. Não demoraria para que “meter uma cunha” por aqui ganhasse muitos significados sobre o comportamento pouco democrático do presidente da Câmara.
De acordo com a reportagem do jornal, o pedido de Lula em favor da Odebrecht teria relação com a privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), de Portugal. Em nota divulgada ontem, a assessoria de imprensa do Instituto Lula acusou o jornal da família Marinho de omitir informações sobre o assunto. “O jornal O Globo não se atenta aos fatos e faz distorções para prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
Leia Também:  ADVOGADO SEBASTIÃO CARLOS: É preciso reconhecer que a desmotivação política da imensa maioria dos advogados combina com a ausência de uma oposição integral, real e efetiva dentro da OAB/MT. A realidade é que, sem uma base programática e doutrinária, diria até ideológica, as disputas, dentro da OAB/MT, e não apenas a atual, se transformam em reflexos de meras idiossincrasias pessoais.  
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Aliados e adversários políticos lamentam morte de Bruno Covas

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Aliados e adversários políticos manifestaram pesar pela perda do prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, na manhã deste domingo (16), no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

O governador do estado, João Doria, agradeceu, em nota, a dedicação de Bruno Covas à população paulistana e manifestou solidariedade à família pela morte do prefeito, que estava licenciado do cargo desde o dia 2 deste mês. O prefeito morreu hoje, às 8h20, em consequência do agravamento de  um câncer diagnosticado em outubro de 2019. “Sua garra nos inspira e seu trabalho nos motiva”, escreveu Doria.

O Poder Judiciário de São Paulo também destacou a luta de Covas pela vida. “Encerrou, no dia de hoje, uma trajetória que nos deixará exemplos de coragem e bravura frente à doença que precocemente o fez deixar a vida terrena”, diz o texto publicado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). “Destacava-se pela delicadeza de trato, que aproximava as pessoas e permitia, com isso, soluções aos problemas mais críticos enfrentados no dia a dia”, afirmou o presidente do TJSP, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco.

O diretório estadual e municipal do PSDB, partido do prefeito, destacou que Covas foi um quadro da política “formado na militância partidária que valorizava o diálogo e a construção de consensos”.

Pelas redes sociais, políticos de diversos matizes partidários lamentaram a morte precoce do prefeito. Guilherme Boulos, do PSOL, que enfrentou Covas no segundo turno das eleições municipais de 2020, disse: “Tivemos uma convivência franca e democrática. Minha solidariedade aos seus familiares e amigos neste momento difícil. Vá em paz, Bruno!”.

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Ex-presidentes da República, como Michel Temer, Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva também escreveram mensagens públicas de pesar.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, relembrou a trajetória familiar dos Covas. “Assim como seu avô, o governador Mario Covas, lutou bravamente pela vida e honrou o mandato que recebeu do povo paulistano até o final, sempre com altivez.”

O Santos, time do coração de Bruno Covas, publicou no Twitter mensagem lamentando a perda do torcedor: “O Santos FC lamenta profundamente o falecimento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Santista apaixonado, Covas foi um exemplo de luta e amor à vida nessa triste batalha contra o câncer. Nossos sentimentos aos amigos e familiares!”

Homenagens

O corpo do prefeito será levado para o hall do Edifício Matarazzo, sede da prefeitura paulistana, onde será feita uma homenagem restrita a amigos e familiares, devido à pandemia.

Em seguida, o corpo de Bruno Covas seguirá em carro aberto, em cortejo, pela Avenida Paulista, pelo Viaduto do Chá e Largo Paissandu e pelas avenidas São João e Ipiranga, além da Rua da Consolação e outras vias. O corpo será sepultado na cidade de Santos, terra natal do prefeito, em cerimônia também restrita à família.

Um link via YouTube será disponibilizado para os que desejarem acompanhar a cerimônia no Hall Monumental do Palácio Matarazzo. A homenagem terá início às 13h.

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Trajetória

Bruno Covas era filho de Pedro Lopes e Renata Covas Lopes e pai do jovem Tomás Covas. Nascido em Santos, no litoral paulista, no dia 7 de abril de 1980, Bruno Covas foi advogado, economista e político brasileiro. Mudou-se para a capital paulista em 1995 e, dois anos depois, filiou-se ao PSDB, seguindo os passos do avô, o ex-governador Mário Covas (1930-2001). No partido, chegou a ser presidente estadual e nacional da juventude do PSDB e ocupou cargos na Executiva Estadual.

Sua carreira na política começou em 2004, quando se candidatou a vice-prefeito da cidade natal. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo e reeleito para o mesmo cargo em 2010, com mais de 239 mil votos, sendo o mais votado daquele ano no estado.

No ano seguinte, assumiu como secretário estadual do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin, permanecendo no cargo até 2014, quando foi eleito deputado federal para o mandato 2015-2019.

Em 2016, candidatou-se a vice-prefeito de São Paulo na chapa de João Doria e eleito, e renunciou ao mandato de deputado federal. Dois anos depois, assumiu a prefeitura após a renúncia de João Doria, que deixou o cargo para concorrer ao governo paulista. Em sua gestão, teve que enfrentar a pandemia do novo coronavírus, que chegou a São Paulo em fevereiro de 2020.

Edição: Nádia Franco

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