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CINEMA BRASILEIRO: Glória Pires agora viverá a Vovó Ninja em comédia infantil a ser dirigida por Bruno Barreto

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A comédia familiar VOVÓ NINJA, coprodução da Galeria Distribuidora com a LC Barreto e o Grupo Telefilms, está sendo filmada em um sítio na cidade de Santana de Parnaíba, interior de São Paulo. O filme dirigido por Bruno Barreto será liderado por Glória Pires, que volta aos cinemas como protagonista de uma comédia seis anos depois de ‘Linda de Morrer’.

Bruno Barreto volta a filmar a infância

Além de Glória Pires, VOVÓ NINJA contará com os atores mirins Angelo Vital, Luiza Salles e Michel Felberg em papel de destaque. Matheus Ceará, Dadá Coelho, Leandro Ramos, Luiza Nery, Thiago Justino, Pedro Miranda e Miguel Lobo completam o elenco.

Criada para divertir toda a família, a comédia começa com a avó Arlete (Glória Pires), que vive reclusa e tem um estilo de vida zen, se preparando para receber os netos Davi (Angelo Vital), Elis (Luiza Salles) e João (Michel Felberg) em sua casa, depois de muito tempo sem vê-los. Arlete não tem muita intimidade ou jeito com as crianças, que são bagunceiras e estão insatisfeitas de estarem em um sítio sem internet, cheio de regras e tarefas domésticas. Após uma tentativa de roubo no local, o caçula Davi descobre que a avó tem habilidades fora do comum e, junto com os irmãos, faz de tudo para descobrir qual é o segredo de Arlete.

O diretor Bruno Barreto comenta sua relação com o novo projeto: “Vovó Ninja é um dos roteiros mais bonitos que eu já li porque ele é feito para a avó e para o neto. Meu primeiro filme foi ‘Tati, A Garota’, sobre uma menina de seis anos que se muda com a mãe do subúrbio do Rio de Janeiro para Copacabana, e como essa criança tem dificuldades em se adaptar. Nesse longa, os personagens femininos são muito importantes e a história é sobre uma família, assim como em Vovó Ninja. Então, hoje, aos 66 anos de idade, de certa maneira eu estou voltando ao meu primeiro filme, que fiz aos 17. Pra mim, Vovó Ninja é a história de uma família e de como três crianças reaproximam a mãe da avó e a avó da mãe”.

Produzido por Paula Barreto e com roteiro de Rodrigo Goulart e Gabi Mancini, VOVÓ NINJA terá direção de Bruno Barreto. A produção é da LC Barreto, em coprodução com a Galeria Distribuidora e o Grupo Telefilms. A estreia de VOVÓ NINJA está prevista para o segundo semestre deste ano, com distribuição da Galeria Distribuidora.

Com três comédias previstas para 2021, Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora e codiretor geral da Diamond Films Brasil, explica o desenvolvimento de conteúdos audiovisuais: “Vovó Ninja é uma ideia original, desenvolvida a partir da nossa estratégia de oferecer ao público uma comédia leve, com muito valor de produção, além de elenco e equipe renomados, o que cria a oportunidade de uma experiência para toda a família nos cinemas. Começamos a gravar já ansiosos para que o público possa se divertir com a nossa história”.

As filmagens de VOVÓ NINJA acontecem de acordo com o protocolo de segurança e saúde no trabalho do audiovisual (SIAESP, APRO e SINDCINE) e com consultoria da empresa OnCare, especializada em saúde integrada.

Sobre a Galeria Distribuidora

A Galeria é uma distribuidora de conteúdos audiovisuais. Com inovação e dinamismo como diretrizes do trabalho, atua também na coprodução dos seus projetos, desde a concepção até o lançamento dos títulos ao lado das maiores produtoras do Brasil. Focada em conteúdos comerciais e com grande apelo junto ao público, a empresa apresenta em seu catálogo filmes como ‘Ana e Vitória’, protagonizado pelas cantoras, ‘Cinderela Pop’, estrelado por Maísa Silva, e ‘Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro’, com Dani Calabresa e Danilo Gentili. Os próximos lançamentos da Galeria Distribuidora são: DETETIVE MADEINUSA, comédia realizada por fenômenos do humor e expoentes das redes sociais, liderada pelo humorista Tirullipa – com mais de 25 milhões de seguidores no Instagram, e PAPAI É POP, filme inspirado no livro homônimo de Marcos Piangers, estrelado por Lázaro Ramos ao lado de Paolla Oliveira, e no qual o ator dá vida ao seu primeiro protagonista em um filme familiar e popular. A Galeria Distribuidora é responsável também por um case inédito no mercado cinematográfico local: lançar simultaneamente A MENINA QUE MATOU OS PAIS e O MENINO QUE MATOU MEUS PAIS, dois longas com pontos de vista diferentes sobre o caso von Richthofen, um dos crimes que mais chocou o Brasil.

Sobre a LC Barreto

Fundada em 7 de maio de 1963, a L.C. Barreto Produções Cinematográficas possui uma trajetória tão rica que até se confunde um pouco com a história do cinema no Brasil e da América Latina. São mais de 80 produções e coproduções de curta e longa-metragem nos seus 55 anos de existência. Consagrada no Brasil e no exterior, em sua trajetória cinematográfica está uma das adaptações mais bem sucedidas do escritor Jorge Amado e um dos filmes chaves da história moderna do cinema brasileiro que durante 34 anos, com 10.735 milhões de espectadores, foi o maior sucesso de bilheteria do cinema brasileiro – a obra Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto. O filme é a maior referência cultural do nosso cinema no mundo e foi exibido comercialmente em mais de 80 países. Além de duas produções indicadas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: O Quatrilho (1996), de Fábio Barreto, e O Que é Isso Companheiro (1998), de Bruno Barreto. Diversidade, inovação, criatividade e reconhecimento internacional fazem da L.C. Barreto uma empresa atualizada com as demandas do dinâmico mercado cinematográfico e audiovisual. Sempre presente na formulação de políticas para a produção nacional, tem sido líder da busca de soluções para a auto sustentabilidade da indústria cinematográfica no país.

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RAI: Vacinemo-nos uma vez por todas! Vacinemo-nos também para expulsar de nós o mal maior, que vai muito além do agente infeccioso microscópico. Fora Bolsonaro! Caso contrário, nos tornaremos a nossa própria peste

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“A Peste” brasileira

por Raí

Que me perdoem Camus, seus estudiosos e milhões de admiradores, peço licença para repetir aqui algumas de suas palavras, do clássico “A Peste”, de reivindicar tua audácia, uma ousadia à imagem das tuas, para me ajudar neste momento de súplica rebelde, deste espasmo de “combat” e de “combattant”, diante de atos desumanos e suas terríveis consequências.

Como brasileiro, como tantos outros e perante o mundo, assumo aqui que estamos habitados, sitiados, nestes tempos sombrios de nossa história, por mais de uma terrível peste. Este duplo flagelo, cujas devastações são apenas o acréscimo de nossos próprios erros coletivos, que pode contaminar muito além de nossas fronteiras.

Além da “Peste” biológica, epidemia pessimamente gerida, causadora da maior crise sanitária da história do Brasil, temos outro mal, que no longo prazo pode deixar terríveis sequelas ainda mais profundas. A peste antidiplomática que nos isola, a peste que corrói a Amazônia, o meio ambiente e persegue os que a protegem, o mal que distancia a vigilância e permite passar a boiada, aceita garimpos em reservas indígenas, que prefere troncos deitados a vê-los em pé, vivos, pragas cúmplices dos responsáveis por estes crimes. Também a peste que castra liberdades, ameaça a democracia e resgata a censura, a peste preconceituosa que promove a intolerância, a homofobia, o machismo e a violência.

Enfim, a Peste que nos destrói, destrói a razão e o bom senso, que perturba nossa essência, nossa consciência e nega a ciência. A Peste que promove o ódio é inimiga das artes e da cultura. Ela, que tem suas próprias variantes, é obra de um clã. Associada ao distanciamento, ao negacionismo, a desinformação, a mentira, acaba por reprimir, mesmo que temporariamente, nossa revolta, resistência e indignação.

Citamos Camus: “Os flagelos, na verdade, são uma coisa comum, mas é difícil acreditar neles quando se abatem sobre nós. Quando estoura uma guerra, as pessoas dizem: ‘Não vai durar muito, seria estúpido’. Sem dúvida, uma guerra é uma tolice, o que não a impede de durar. A tolice insiste sempre, e nós a compreenderíamos se não pensássemos sempre em nós”

Sim, aqui do outro lado do Atlântico, este oceano que nos separa e nos aproxima, amigo francês, vemos de tudo. Da “ocupação” de boa parte de nosso espírito, até ideias muito próximas de um nazismo medíocre, ao menos de um ideal genocida de poder, que se pretende genocida de ideias, mesmo que para isso a morte de concidadãos enteja no caminho, nem que para isso aconteça um massacre humanitário, desnecessário, com centenas de milhares de mortes evitáveis.

O mal está espalhado: meio ambiente, relações internacionais, Fundação Palmares, direitos humanos. Chegamos ao cúmulo de assistirmos um certo secretário de Cultura parafraseando em rede nacional o discurso de Joseph Goebbels, ministro de Adolf Hitler antissemita, maldita alma da pior das ideologias.

“Tinham visto morrer crianças, já que o terror, há meses, não escolhia, mas nunca lhes tinham seguido o sofrimento minuto a minuto, como faziam desde essa manhã”.

No nosso caso (que revoltaria ainda mais os personagens de Camus), morrem inocentes por falta de oxigênio, e/ou por falta de leitos.

É preciso então, mais que resistir. Contra este peste brasileira que veste um terno sombrio com seu sorriso astuto, ataca seus adversários com repressão, agressão e perseguição, resgatando “sobras legais” herdadas da ditadura, como a lei de segurança nacional. Nosso Brasil, depois de ter passado por 20 anos de torturas, assassinatos, censuras, pensávamos nunca mais sofreríamos deste mal.

Ainda Camus: “O padre dizia que a virtude da aceitação total de que falava não podia ser compreendida no sentido restrito que lhe era habitualmente atribuído, que não se tratava da banal resignação, nem mesmo da difícil humildade”. “Era por isso – e Paneloux afirmou ao seu auditório que o que iria dizer não era coisa fácil – preciso querê-la, porque Deus a queria”.

“O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” Este era o slogan da última campanha presidencial, esta que acompanhou a vitória do inominável. Alguns de nós já imaginávamos que por detrás destas palavras, se escondia a carne do mal coberta pela fake pele de um fake salvador da pátria, uma clara tentativa de iludir cidadãos de boa-fé, evangélicos, fiéis e crentes de Deus, já feridos e traídos em sua cidadania, querendo fazer crer que toda e qualquer atitude de seu governo segue princípios divinos.

Pois me diga, que Deus seria este que destrói e coloca a vida humana em um plano tão desprezível?

“Porque ele sabia o que essa multidão eufórica ignorava e se pode ler nos livros: o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido nos móveis e na roupa, espera pacientemente nos quartos, nos porões, nos baús, nos lenços e na papelada. E sabia, também, que viria talvez o dia em que, para desgraça e ensinamento dos homens, a peste acordaria seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz”.

E me permita completar, e em meu país, perigosamente distraído.

O Brasil que queremos e que o mundo precisa, também negou o horror que se aproximava. E, portanto, há décadas os ratos já estavam aqui mostrando seus rostos e dentes, de olhos revirados, afiando suas unhas. E não nos atentamos. Será que nós, concidadãos, e sobretudo nosso parlamento, também somos negacionistas/cumplices, ao não querer enxergar o tamanho do perigo, ao nos sujeitarmos a este poder já manchado de sangue e de crimes?

Eu sei que longo prazo, e seja qual for o país, o homem corajoso, o cientista, o resistente conseguirão juntos derrotar o mal. Aqui, não será tão simples assim, porque carregamos nas nossas costas a histórica extrema desigualdade, econômica, social e educacional que esteriliza alguns comportamentos e aniquila a vontade de ruptura.

Toda Peste causa separações profundas e dolorosas. E olhem nós aqui, já isolados, tratados como pária do mundo… mas, sobretudo, separados de nós mesmos, desviados do Brasil que viemos para ser, do nossa essência, da nossa natureza, do país do futuro e de um mundo mais humano e justo. Do país exuberante, da alegria de viver que faz sonhar, que dança, brinca, canta e encanta. Porém, ao nos rendermos ao mal, passivos, mostramos o que temos de pior. O país da miscigenação não pode ser o da negação do seu próprio destino!

“O flagelo não está à altura do homem; diz-se então que o flagelo é irreal, que é um sonho mau que vai passar. Mas nem sempre ele passa e, de sonho mau em sonho mau, são os homens que passam?”

Como fazer para se livrar deste pesadelo? Sobretudo não fiquemos anestesiados, amordaçados por esta “angústia muda”. Fora com este mal maior, fora a estupidez que desencoraja o uso de máscaras, que dificulta o combate ao vírus, que mata e deixa morrer, e ainda insiste!

Vacinemo-nos uma vez por todas! Vacinemo-nos também para expulsar de nós o mal maior, que vai muito além do agente infeccioso microscópico, que gangrena nosso “corps social”.

Porque não basta identificar o sequenciamento do vírus que nos impõe suas leis e viola nossos direitos, devemos agora encontrar o antídoto. Vacina sim! Ele não! Ele nunca mais! Fora Bolsonaro! Caso contrário, nos tornaremos a nossa própria peste.

*Raí Souza Vieira de Oliveira, mais conhecido apenas como Raí é ex-jogador de futebol, campeão do mundo e ativista/empreendedor social. Atualmente, dirige uma entidade filantrópica de ajuda às crianças chamada Fundação Gol de Letra. ao lado de seu ex-colega de São Paulo e Paris Saint-Germain, Leonardo. Em 2006, junto com outros atletas, criou a organização Atletas pela Cidadania, que se dedica a defender causas sociais. Texto publicado originalmente no jornal francês Le Monde

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