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CELSO MARQUES avalia que Pedro Taques, na disputa pela presidencia do Senado "não foi ético, derrapou na quebra de decoro parlamentar, espalhou desconfiança e falta de fidelidade pois sendo do PDT (que está no grupo de sustentação do Poder Executivo), aliou-se ao adversários, PSDB, DEMOCRATAS, PSOL, servindo de boi de piranha para grupo oposicionista que não quis queimar políticos dos seus quadros"

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"O Senador Pedro Taques entrou na disputa pela presidencia do Senado para “jogar para a torcida“ e buscar mais destaque nacional? Acho que foi isto mas, na verdade, o tiro saiu pela culatra pois continuam mandando no Senado as raposas Renan, Sarney e Collor - avalia o advogado e articulista Celso Marques


SENADOR PEDRO TAQUES: TIRO SAIU PELA CULATRA?
por Celso Marques
É de se asseverar que os eleitores do estimado Senador Pedro Taques estejam orgulhoso pois  já em seu primeiro mandato logrou conseguir  disputar a presidência do Senado da República, posição que senadores de anos e anos de mandato ,  jamais sonharam concorrer, ainda mais enfrentando um ícone da Casa , Senador Renan  Calheiros.
Mas não foi bem assim. Na verdade, o Senador Pedro Taques, como ex-procurador Regional da República, com  um cabedal enorme de cultura na área do direito e  erudito, proferiu um  discurso antes das eleições,  algo incomum e espetacular, invocando frases de sábios e filósofos, ao que acho, algo tão abstrato  e filosófico, se comparando com o mártir “ Tiradentes “, que, acho, 99% dos brasileiros que ouviram, até mesmo os senadores não entenderam, tal o conteúdo    abstrato, em que a única coisa coisa de concreto foi a confissão de um jogo de “ carta marcadas “, qual seja, a repetição em várias vezes: “…Sou o candidato que já sabe que vai ser derrotado…”!
Aqui o ilustre senador não foi ético, derrapou na quebra de decoro parlamentar, demonstrou ser um derrotista, espalhou desconfiança e falta de fidelidade politico-partidária, pois sendo do PDT ( que está no grupo de sustentação parlamentar ao Poder Executivo), aliou-se ao adversários, PSDB, DEMOCRATAS, PSOL e outros , servindo de boi de piranha para este grupo oposicionista que não quis queimar políticos dos seus quadros, conseguindo, com isto, fazer com que o PDT e o Senador Pedro Taques fizessem um ato, contra seu líder político,  a  Presidente Dilma.
Este risco foi articulado, porquanto o Senador em primeiro mandato está em marcha inexorável para ser um político com destaque nacional, jogando para a torcida, notamente em palavras nas comissões, nos debates e outros, talvez visando o Governo de Mato Grosso, ou outro cargo de igual destaque, buscando ocupar em Mato Grosso, talvez, a posição que era de Dante de Oliveira.
Mas foi mal. O discurso do Senador Renan Calheiro, ao contrário, não teve brilho linguístico algum mas monopolizou a atenção dos 56 senadores que nele votaram, pois foi um discurso sem brilho, mas profudamente programático, vitorioso, altruísta, aglutinador, fortalecendo o governo do PT, com a revelação de vários projetos de interesse nacional.
Mas é de se perguntar, como um homem tão inteligente, sábio, admirado, honesto, respeitado, tenha aceitado se fazer de “ boi de piranha”  (meu entendimento) da oposição ao Governo Federal, confessando-se já derrotado para a disputa eleitoral que iria enfrentar minutos depois, algo negativo e ruim, mas que nunca será esquecido?
O Senador Pedro Taques,  então, entrou na disputa para “jogar para a torcida“ e buscar mais destaque nacional? Acho que foi isto mas, na verdade, o tiro saiu pela culatra pois continuam mandando no Senado as raposas Renan, Sarney e  Collor  (este acusou, da tribuna do Senado, o Procurador Geral da República de cometer diversos crimes e irregularidades, como: prevaricação, improbidade administrativa, crime de responsabilidade – acho que aqui começa a retaliação política que pretende destruir a moral do doutor Roberto Gurgel ( que não aceita convocação para depor no Congresso Nacional), sendo que,  ao depois, poderá ser a vez do Ministro Joaquim Barbosa, em tese, é claro), bem como nos parece que o povo mato-grossense não gostou desta aventura, esta ida com muita sede ao pote, sorvendo antecipadamente o jogo derrotista, algo incomum em embates  políticos. Quem viver verá os louros ou consequências desta incomum iniciativa, da participação  de um embate eleitoral se confessando antecipadamente estar derrotado, ferindo o brio marogrossense. Todavia, todo respeito e admiração ao ilustre Senador Pedro Taques. Com a palavra a sociedade.
Celso Marques é advogado em Cuiabá, MT

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Lira critica CPI da Pandemia por pedido para indiciamento de deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou nesta quarta-feira (27) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia aprovado pelo Senado.

Lira afirmou que vai analisar “minunciosamente” o teor do relatório final para garantir a liberdade de expressão e imunidade parlamentar e a dignidade do exercício do mandato. O documento pede o indiciamento de 78 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro e os filhos com cargo público, e duas empresas. Dentre os indiciados, seis são deputados federais: Ricardo Barros (PP-PR), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Osmar Terra (MDB-RS), Carlos Jordy (PSL-RJ).

“Para mim, é motivo de grande indignação como presidente da Câmara dos Deputados e como cidadão brasileiro tomar conhecimento das conclusões encaminhadas pelo relator da CPI da Covid do Senado Federal. É inaceitável, repito, inaceitável a proposta de indiciamento de deputados desta Casa no relatório daquela comissão parlamentar de inquérito”, disse.Lira não mencionou nomes, mas disse que “não se pode aplicar dois pesos e duas medidas sobre parlamentares do Congresso Nacional”. Ontem (26), o nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) chegou a ser incluído na lista de indiciados do relatório final da comissão a pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). No entanto, o próprio parlamentar solicitou ao relator Renan Calheiros a retirada do nome de Heinze.

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A decisão de excluir o nome ocorreu após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmar, por meio de nota, que os senadores reavaliassem a proposta de indiciamento, o que considerou um “excesso”.

Oposição

Parlamentares de oposição defenderam o relatório e a recomendação de indiciamento pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), parlamentares não podem se utilizar de suas prerrogativas de forma a acobertar apologia de crimes contra a vida.

“O que o governo Bolsonaro fez e parlamentares da sua base, inclusive deputados federais, foi apologia de crime e isso merece investigação, isso justifica o indiciamento de parlamentares. É importante separar o joio do trigo”, argumentou.

Relatório

Um dos principais pontos do documento de 1.299 páginas sugere o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes que vão desde delitos comuns, previstos no Código Penal; a crimes de responsabilidade, conforme a Lei de Impeachment. Há também citação de crimes contra a humanidade, de acordo com o Estatuto de Roma, do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.

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Além do presidente da República, mais 77 pessoas, entre elas três filhos do presidente, ministros, ex-ministros, deputados federais, médicos e empresários estão na lista. Há ainda duas empresas: a Precisa Medicamentos e a VTCLog. Com isso, são 80 pedidos de indiciamento no relatório, no total.

O documento foi entregue nesta quarta por membros da CPI ao procurador-geral da República, Augusto Aras. No encontro, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), fez um breve relato dos trabalhos da comissão, lembrou o número de mortos em decorrência da pandemia de covid-19 e destacou a resistência do governo federal na compra de vacinas como um dos aspectos mais graves apurados pelo colegiado.

Edição: Aline Leal

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