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CEARÁ E VILSON NERY: Se tudo que falam do rei dos fichas sujas de Mato Grosso for mentira, calúnia, invenção do Ministério Público, intriga do Tribunal Eleitoral, perseguição da justiça, birra de seus adversários e imaginação do MCCE, então o moço deveria se candidatar a Presidente da República e mereceria nosso apoio, incondicionalmente.

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Vilson Nery e Ceará são ativistas do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em Cuiabá, Mato Grosso


MT TEM O DEPUTADO MAIS INJUSTIÇADO DO PAÍS (SERÁ?)
Por Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery*
Mais uma vez um parlamentar mato-grossense, tido como o “rei dos fichas suja” foi notícia em veículo de comunicação nacional (agora no Jornal “O Globo”), espaço da mídia onde ele não consegue impor sua censura, seja pelo força do dinheiro das verbas de publicidade, seja pelas liminares que a justiça lhe concede, impedindo a publicação de críticas.
E me pus a pensar.
Procurando tratar de maneira como seria o imponderável, me pus a fazer um exercício mental. Pensei na possibilidade remota de um dado (pequeno cubo usado em jogos) ao ser jogado, cair 12 vezes com o número 1 para cima.
Impossível? O imponderável pode fazer acontecer.
Pensei na possibilidade de um candidato a deputado estadual ganhar uma eleição gastando menos de 100 mil de reais.
Impossível? O imponderável pode fazer acontecer.
Esses temas não me fascinaram e aí lembrei-me de um assunto interessante relativo a um político local que consegue ser notícia na Revista Veja, no Jornal Folha de São Paulo e no Globo, emporcalhando (de novo) a imagem do nosso estado de Mato Grosso. Ele nega que seja culpado, “amarra” o andamento dos processos há 20 anos e vocifera contra juízes que ousam proferir decisões contra ele.
Mas veja, poderia o Deputado mais processado do país, uma espécie de campeão dos fichas sujas do Brasil, com mais de 100 processos ser inocente e estar sendo injustiçado?
Impossível? O imponderável pode fazer acontecer.
Já pensaram que existe a remotíssima possibilidade do brilhante (ao menos na careca) político, ser inocente nos 116 processos (até a data de hoje, pois segundo a revista VEJA, à sua “capivara” são acrescentados uma média de um processo novo a cada três dias)? Imagine que ele nunca comprou votos para se eleger, como dizem, nem pressionou o delegado civil de Campo Verde, que o investigou. Que ele nunca trocou cheques da Assembleia Legislativa em “factoring” de João Arcanjo Ribeiro, que nunca formou quadrilha, que nunca praticou peculato, que nunca prevaricou e que não é rico, que não é dono de garimpo, que não gasta com a mídia 25 milhões por ano de verba pública, que não praticou trabalho escravo em suas fazendas.
Divague-se ainda mais.
Imaginem que ele nunca fez dobradinha com um outro acusado, ex-deputado e hoje conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (caiu nas mãos da Ministra Eliana Calmon). Imagine que ele nunca teve poder sobre os demais membros do legislativo estadual, ao ponto de se reeleger por unanimidade, com recorrência. Imaginem que sua mulher nunca foi presa em operação da Polícia Federal e que nunca houve crime ambiental em suas terras. Imagine que ele não conseguiu eleger o genro (um ilustre desconhecido) como o mais votado vereador de Cuiabá (no “esquemão” do ex vereador Edivá) e depois o fez presidente da Câmara Municipal?
Tudo isso é possível. Mas é muita imaginação para um pobre mortal. Nem o maior escritor de romance policial de todos os tempos ousaria escrever tal folhetim.
Se tudo que falam desse político for mentira, calúnia, invenção do Ministério Público, intriga do Tribunal Eleitoral, perseguição da justiça, birra de seus adversários e imaginação do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitora), então o moço deveria se candidatar a Presidente da República e mereceria nosso apoio, incondicionalmente. E mais, seria o presidente de honra do MCCE em Mato Grosso e faria jus – como desagravo – a uma estátua em sua homenagem na sede da Transparência Internacional. Colheria assinaturas de um pedido de desculpa coletivo por ter sido enganado pela justiça que conseguiu transformar um cidadão de bem em uma imagem do mal.
A sorte é que eu acordo desse devaneio metafísico de lidar com o impossível, restando conviver indelevelmente com a triste realidade, de que Mato Grosso se notabiliza por adotar como filho um cidadão de folha pregressa tão deplorável, que provoca um rombo nas contas públicas de montante suficiente que daria para resolver definitivamente o problema da saúde pública no nosso Estado.
Lembremos que há um “buraco” de 800 milhões nas contas públicas de Mato Grosso e que a Assembleia “contribui” com meio bilhão (que ela vai “torrar” em 2013). Quantas pessoas seriam curadas, e quantas não morreriam, e quanta dor seria suprimida e quantos sorrisos brotariam nos lábios, se esse meio bilhão fosse usado para o bem do povo?
Que pena, mas há casos em que o imponderável não existe!
*Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery são ativistas do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) em Mato Grosso

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Presidente visita Salão de Avicultura e Suinocultura em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta terça-feira (9), da abertura do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura, no complexo do Anhembi, zona norte paulistana.

Em discurso, o presidente lembrou medidas do governo federal no setor, como as negociações com a Rússia para fornecimento de fertilizantes ao Brasil. “Quando vimos no Brasil a possibilidade de faltar fertilizante, fomos à Rússia. Mesmo com pesadas críticas de grande parte da mídia, inclusive o mundo, contra a nossa ida à Rússia”, disse.

Boslonaro e o presidente russo, Vladimir Putin, mantiveram encontro, em fevereiro deste ano, e um dos principais assuntos foi o fornecimento de fertilizantes agrícolas ao Brasil.

Segundo o presidente, a expectativa agora é que a Rússia também forneça óleo diesel ao Brasil. “Chegaram os fertilizantes. Agora, estamos negociando também óleo diesel para o nosso Brasil”, disse.

Em julho, durante uma visita à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (Estados Unidos), o ministro das Relações Exteriores, Carlos Franca, disse que negociava com os russos o fornecimento do combustível, especialmente para o agronegócio.

Leia Também:  CEARÁ E VILSON NERY: Estamos começando uma nova eleição e a Lei da Ficha Limpa, que já enfrentou três batalhas no Supremo Tribunal Federal (em ações de controle concentrado de constitucionalidade) volta a ficar na berlinda. Desta vez está à mercê da interpretação dos juízes eleitorais quanto á sua incidência em casos concretos.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Política Nacional

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