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CARLOS FÁVARO: Agro em MT produziu ilhas de prosperidade, cidades de primeiro mundo, mas esta riqueza ainda não está ao alcance de todos mato-grossenses

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O futuro que nos atropela

Carlos Fávaro

O futuro já chegou a Mato Grosso. Aqui ele tem uma cara própria, porque a maioria das suas novidades estão dentro de um pacote de conhecimentos chamado de inovação. Essa nova fase vai entrar dentro de todas as residências de Mato Grosso e mudar a vida principalmente dos nossos jovens que entrarão no mercado de trabalho nos próximos anos. Será uma revolução!
Explico. Desde os anos 1980 a agricultura assumiu a liderança dentro da economia estadual. Os produtores rurais olhavam só da porteira para dentro para produzir. Foi uma fase muito sofrida de aprendizado. Pragas. Doenças. Adaptação de maquinário, de clima e de solo, etc. Os desafios eram mais de adaptação do que de prospecção de mercado e de tecnologias.
Hoje, depois de 38 anos da primeira grande safra de soja de 3,5 milhões de toneladas, em 1980, chegaremos a 2018 a 59,8 milhões de toneladas de soja, milho e algodão e próximo de 3 milhões de toneladas de carnes. Em 1980, sobrava coragem, determinação e fé nos produtores. Hoje, o desenvolvimento de tecnologias em máquinas, em biotecnologia, em técnicas de produção e de manejo, ao produtor se impõem alternativas desafiadoras: aprender a se relacionar com mercados, a lidar com a sustentabilidade ambiental, a vencer desafios graves como a logística, a carga tributária, a burocracia.
Segundo a ONU, em 2050 o mundo terá 9,73 bilhões de habitantes, dos quais 6,3 urbanos e 3,2 rurais, gerando uma demanda de alimentos na ordem de 70% mais do que agora, de energia de novos 80% e água 55%. Produzir nesse ambiente exigirá que o produtor domine completamente o cenário da porteira pra fora, olhando para o mundo.
O leitor deve estar se perguntando o que significa isso. Tento explicar de maneira sucinta dentro desses cenários do futuro próximo. Continuar produzindo matéria prima de grãos, fibras e carnes brutas, sem beneficiamento, não será sustentável. Aliás, já não é! O primeiro passo é verticalizar essa produção primária. Isso significa industrializá-la dentro do Estado para gerar mais impostos e melhores empregos. Já fazemos numa escala muito grande. Mas sempre haverá novos espaços.
O agro em nosso Estado produziu ilhas de prosperidade, cidades de primeiro mundo, mas esta riqueza ainda não esta ao alcance de todos os mato-grossenses, a maioria de nossa gente ainda vive as margens dos grandes negócios, muitos estão em cidades de economia exaurida, sem falar naqueles que apenas sobrevivem na periferia das bolhas econômicas assistindo o sucesso passar perto dos seus olhos e ao mesmo tempo longe do seu alcance de suas mãos.
Aqui entram componentes novíssimos desconhecidos em 1980, como as principais tecnologias que hoje estão em destaque: drone, satélite, computação em nuvem, mobile, datasheets, bigdata e robótica. Outros recursos como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, sensores de monitoramento e rastreamento, realizados por startups e vários serviços hoje disponíveis para os produtores rurais que há pouco tempo eram impensáveis.
Antes apenas as grandes propriedades rurais tinham condições técnicas e financeiras para implantar sistemas, como mecanização de lavouras. Hoje agricultores menores também acessam diferentes tipos de inovações digitais por meio das startups e empresas com baixo custo. A tendência é que os serviços de tecnologia e inovação se tornem ainda mais acessíveis em curto espaço de tempo, atraindo mais produtores rurais, empreendedores, investidores, pesquisadores, instituições de ensino e pesquisa e outros que possam se interessar para resolver os problemas do agro mato-grossense.
Do ponto de vista dos cidadãos esse conjunto de percepções somados, de alta produção tecnológica verticalizada e depois na fase das inovações, vai resultar na completa transformação dos sistemas de educação, de novas áreas para profissionais e empregos melhor qualificados, melhores condições de vida e remuneração mais elevada. É a terceira revolução que já chegou. No primeiro momento, restrita aos produtores, no segundo à agroindústria e na terceira, às inovações que se espalharão por toda a sociedade mato-grossense, atingindo principalmente a sua juventude.
Enxergo esse futuro de amanhã com o mais otimista dos olhares e com a convicção de que ele nos atropelará se não nos prepararmos pra recebê-lo já. Somente desta forma chegaremos a verdadeira inclusão, que é construir Mato Grosso para todos os mato-grossenses.
*Carlos Fávaro é presidente regional do PSD e pré-candidato ao Senado Federal

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A partir de janeiro, ICMS da energia elétrica será de 17%; conta de luz pode ficar até 12% mais barata

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A cobrança da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da energia elétrica deixa de ser 25% e 27% e passa a ser de 17% em Mato Grosso, a partir de janeiro de 2022. A Lei 708/2021, do maior pacote de redução de impostos do país foi sancionada pelo governador Mauro Mendes, nesta terça-feira (07.12).

O impacto dessa redução poderá significar contas de luz até 12% mais baratas. Isso porque, a carga tributária do imposto, será de R$ 36,50 no consumo de 400 kWh e de até R$ 117 no consumo de 1000 kWh. Um corte de 39% e 45% no ICMS, respectivamente.

O presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia), Tiago Vianna de Arruda, afirmou que o pacote de redução de impostos sancionado pelo governador Mauro Mendes vai trazer justiça econômica para a sociedade.

A avaliação de Vianna passa pelo impacto que a medida irá produzir no setor da energia elétrica. No total, com a lei, o Governo de Mato Grosso deve deixar de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão por ano, valor que permanece no bolso dos contribuintes, aliviando o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

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“Essa medida chega em boa hora, no momento em que os brasileiros mais estão precisando, trazendo liquidez tributária para toda a população. E é importante frisar que dos R$ 1,2 bilhão de redução que está previsto, R$ 732 milhões são referentes ao ICMS da energia elétrica. Ou seja, 60% do pacote de redução de impostos do Governo de Mato Grosso está circunscrito à taxa de ICMS sobre a energia. Isso é muito importante porque a energia elétrica é um insumo caro, que está presente na vida de todo mundo – seja na nossa residência, no comércio, na indústria -, então qualquer redução de imposto nesse sentido vai incentivar e tornar a nossa economia mais justa para todo mundo”, avaliou Tiago Vianna.

A redução significativa também vai ser sentida nos setores da comunicação, do gás industrial e dos combustíveis.

Fonte: GOV MT

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