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O melhor detergente é a luz do sol

CAIUBI KUHN: A história geológica de Chapada dos Guimarães é algo fantástico. As rochas que existem neste município ajudam a contar como era o ambiente e os seres que viveram em muitos momentos diferentes da história do planeta Terra

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O melhor detergente é a luz do sol

Chapada dos Guimarães, um lugar especial 

POR CAIUBI KUHN

Quando eu era criança, no caminho entre a chácara onde morava e a escola, no mirante, no Parque Nacional e em alguns outros locais do município de Chapada dos Guimarães, eu encontrava fósseis de conchas, que mostravam que essa região já tinha sido mar um dia. Acredito que esses fósseis foram um dos grandes responsáveis pelo meu fascínio pela ciência e pela geologia. Comecei então a descobrir quantos segredos maravilhosos estão guardados nas rochas deste território. E foi na escola Ana Tereza Albernaz, no Bairro São Sebastião, que, graças ao incentivo de professores, comecei a realizar meus primeiros trabalhos científicos. 

Durante a graduação em geologia e o mestrado em geociência, ambos na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), me dediquei as pesquisas geológicas e paleontológicas em minha cidade natal. Estudei como se formaram as rochas que ocorrem desde o Distrito da Água Fria até a Comunidade de Jangada Roncador, região que conhecia desde criança, quando andava com meu pai pelo interior do município. As rochas desta região guardam registros de desertos, vulcões e rios que já existiram em outras Eras do nosso planeta. Em meio a algumas destas rochas também estão os fósseis de dinossauros e outros animais que viveram durante o Período Cretáceo.  

Leia Também:  FILÓSOFO VLADIMIR SAFATLE: Nós acusamos o governo interino que agora se inicia de já nascer morto. Nunca na história da República brasileira um governo começou com tanta ilegitimidade e contestação popular. Esse será o governo da crise permanente.Eles governarão com a violência policial em uma mão e com a cartilha fracassada das políticas de “austeridade” na outra. Políticas que nunca seriam referendadas em uma eleição. Com tais personagens no poder, não há mais razão alguma para chamar o que temos em nosso país de “democracia”.

A história geológica de Chapada dos Guimarães é algo fantástico. As rochas que existem neste município ajudam a contar como era o ambiente e os seres que viveram em muitos momentos diferentes da história do planeta Terra. Além disso, a evolução geomorfológica da região propiciou a formação de cavernas, cidades de pedras, centenas de cachoeiras e paisagens que encantam a todos. 

E por que estou cotando isso para você leitor? 

Nos últimos anos muitas pessoas e entidades estão trabalhando de forma conjunta para conseguir transformar Chapada dos Guimarães em um Geoparque UNESCO. Este título é concedido para locais que possuam uma geologia excepcional e que desenvolvam um modelo de gestão territorial focado para o desenvolvimento sustentável, bem como realizem ações direcionadas ao geoturismo, educação e gestão adequada dos locais com geodiversidade de relevância extraordinária. 

Se por um lado a obtenção do título de geoparque pode ajudar a atrair mais turistas e diversificar o turismo e artesanato local, além de agregar valor a outros serviços e produtos, gerando emprego e renda, por outro lado as iniciativas relacionadas a educação são um grande incentivo para que nossos jovens e crianças possam não só entender melhor o local onde moram, mas também criar gosto pela ciência e pelo estudo. Acredito que, assim como eu me encantei pela ciência ao ter contato com os fósseis, muitas outras crianças podem seguir o mesmo caminho. 

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Entender sobre as rochas, sobre o ciclo das águas, as mudanças no planeta, a evolução das plantas e animais, a formação dos solos, entre outros processos, ajuda a criar uma visão multidisciplinar que envolve desde geografia, física, química, história, biologia entre outras áreas.  

Eu espero muito que Chapada consiga nos próximos anos ser reconhecida como um Geoparque Mundial UNESCO. Porém, as ações que estão sendo realizadas são importantes e ajudam no desenvolvimento do município mesmo caso o título não seja alçado. Elas ajudam a fortalecer o turismo e a educação, e isso já é um ganho importantíssimo que pode fazer muita diferença no futuro. Se você quiser saber mais sobre o Projeto Geoparque, basta procurar nas redes sociais. 

Caiubi Kuhn é Professor na Faculdade de Engenharia (UFMT), geólogo, especialista em Gestão Pública (UFMT), mestre em Geociências (UFMT), doutorando em Geociências (UNESP) e doutorando em Environmental Sciences (Tubingen University)

Chapada dos Guimarães, MT. Foto José Medeiros/GCOM MT

 

 

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SUSPEITA DE MUTRETA EM MT: Promotor Clóvis Almeida abre investigação pedida pelo Consórcio Rio Verde para investigar possíveis irregularidades da Seplag na gestão do Ganha Tempo depois que promotor Mauro Zaque arquivou investigação pedida pelo Consórcio Rio Verde para investigar possiveis irregularidades da Seplag na gestão do Ganha Tempo

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Não é brinquedo, não. A gestão das unidades do Ganha Tempo em Mato Grosso continua rendendo confusão no cenário político administrativo do Estado. Depois das diversas trapalhadas denunciadas com relação à atuação da SEPLAG – Secretaria de Planejamento e Gestao de Mato Grosso no caso, dessa vez, segundo o saite O Livre, é o Ministério Público Estadual que parece desafiado diante da necessidade de estabelecer corretamente onde efetivamente estão os responsáveis pelos percalços que vem marcando as atividades desta estrutura pretensamente montada para facilitar a vida dos cidadãos mato-grossenses.

O Ganha Tempo, que conta com 7 (sete) unidades em Mato Grosso, há quase dois anos mergulhou em uma crise sem fim, desde que o secretário titular da Seplag, Basílio Bezerra, por motivação ainda não bem esclarecida, resolveu afastar o concessionário original, o Consórcio Rio Verde, que assumira a gestão ainda na administração do governador Pedro Taques (PSDB). Por que Basílio age assim, ninguém dentro da atual administração do governador Mauro Mendes (União Brasil) pode dizer ao certo, mas um fato inconteste, a esta altura dos acontecimentos, é que as razões apresentadas para afastar o Rio Verde da gestão se mostram altamente questionáveis.

Ano passado, o consórcio denunciou junto ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso possíveis irregularidades cometidas pela Seplag na gestão do Ganha Tempo, chamando a atenção para a intempestiva contratação da empresa Stock King para substituir a Rio Verde, assumindo um contrato que, de acordo com o que revelou A Gazeta, continha inusitada cláusula de sigilo das informações, nos seguintes termos: ‘Manter sigilo, sob pena de responsabilidades civis, penais e administrativas, sobre todo e qualquer assunto de interesse da contratante ou de terceiros de que tomar conhecimento em razão da execução do objeto deste Contrato, devendo orientar seus empregados nesse sentido’.  Zaque não revelava, então, nenhuma preocupação com o fato da Seplag passar a pagar muito mais à Stock King, contratada para se responsabilizar por muito menos do que se responsabilizava o Consórcio Rio Verde. Zaque desconheceu que o Consorcio fez investimentos que até agora não foram ressarcidos, como a construção de prédios que dois anos depois seguem sendo utilizados pela Seplag e por seus subcontratados como se  esse esbulho fosse a coisa mais natural do mundo. Imagino que, diante de um caso que tem levantado tanta poeira na mídia e nos bastidores da administração pública de Mato Grosso, o nobre promotor deveria ter feito uma análise mais abrangente do problema. Ainda mais se tratando de Mauro Zaque que, como informou o jornalista Alexandre Aprá, também teria contratado recentemente com a administração pública de Mato Grosso e, por isso mesmo, deve saber da importancia de, em um contrato, explicitar tudo bem direitinho, para que não se atropelem os interesses das partes contratantes.

Leia Também:  SAÍTO, navegando nas águas de Heidegger,  recomenda que se adote a dúvida como a mais conveniente postura ideológica. “Duvide da cultura que se aprende, dos gestos que encanta, das palavras que enobrece e escandaliza, da vida e da morte como finitude, do absoluto e da tentativa de relativizar a tudo e a todos, e, acima de tudo, duvide de qualquer convenção social” – escreve o magistrado cuiabano

 

 

O tom sombrio da contratação, revelado por A Gazeta, todavia, não causou estranheza ao promotor Mauro Zaque que, no inicio de março deste ano, deu parecer pelo arquivamento da denúncia do Consorcio, alegando que “após a detida análise da representação (e vasta documentação) encaminhada pela empresa Rio Verde noticiando supostas irregularidades na contratação da empresa Stock King no programa de prestação de serviços públicos Ganha Tempo, bem como das justificativas apresentadas pela Seplag e documentação correspondente, não restaram comprovadas, sob a ótica do Patrimônio Público, ilicitudes ligadas ao procedimento de contratação direta da empresa Stock King pela Seplag”.

Agora, diante de novo alerta do Consórcio Rio Verde, de que a empresa Visual Sistemas teve seu contrato rompido pelo Governo de Minas Gerais, em situação que replica todos os desacertos que se constataram em Mato Grosso, um outro promotor, Clóvis Almeida Jr, resolveu botar o pé na porta e reabrir investigações sobre as manobras da Seplag nesse rumoroso caso do Ganha Tempo, confome informa agora“O Livre”.  A expectativa que imediatamente se levanta é que o MP-MT possa agora, suprindo o que não fez o Tribunal de Contas, a CGE-MT e demais autoridades envolvidas, apurar responsabildades para que aqueles que cometeram irregularidades sejam corretamente identificados. Ao longo desses quase dois anos, existe uma omissão grande dos orgãos de controle – a Assembleia Legislativa, por exemplo, permanece completamente alheia à bandalheira que se discute diante de seus olhos -, enquanto a gestão do Ganha Tempo segue se processando de maneira torta, na base de um jeitinho que só constrange e envergonha.

 

 

 

 

LEIA AQUI A INTEGRA DO QUE PUBLICOU O SITE O LIVRE:

 

GANHA TEMPO: MP investiga Visual Sistemas após relatórios da Seplag

Empresa implantou sistema que rodou em todas as unidades do Ganha Tempo em MT

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

“Entendemos que o Ministério Público irá esclarecer de vez que a Rio Verde foi vítima de uma ação em que a culpa peloerros estava num sistema operacional implantado por uma empresa terceirizada e que tanto prejuízo causou a nós, administradores, e à população de Mato Grosso.”

Foi assim que o presidente do Consórcio Rio VerdeÉmerson Alaer Borges, reagiu ao saber que o Ministério Público de Mato Grosso abriu inquérito após denúnciado Consórcio Rio Verde – à época tendo como CEO Osmar Linares Marques -, que acusa a empresa Visual Sistemas Eletrônicos Ltda de cometer as mesmas irregularidades que a fizeram sair do comando das unidades do Ganha Tempo também em Minas Gerais, onde implementou o mesmo sistema para o mesmo serviço naquele estado.

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Conforme noticiou o site “Ponto na Curva”, especializado em várias áreas do Direito, inquérito foi aberto em março deste ano e é conduzido pelo promotor de Justiça Clóvis de Almeida Júnior, da 36ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá.

Para o consórcio, que administrava as unidades do Ganha Tempo, tudo deve ser esclarecido a partir dessas investigações.

Em São Paulo, administramos, há 16 anos, um terço das unidades lá chamadas de Poupatempo. E nos últimos oito anos o serviço é considerado o melhor pela população. Trouxemos para cá toda essa expertise. Iríamos com certeza repetir o sucesso paulista…”, diz Emerson Borges.

O que motivou o MP a investigar a Visual Sistemas foram os vários relatórios produzidos pela própria Seplag, durante o tempo que ocupou as unidades.

Neles, a Seplag contabilizou mais de 14 mil irregularidades num curto espaço de tempo, a partir do dia em que ocupou as unidades do Ganha Tempo, em 1º de setembro de 2020, e a produção dos relatórios, 45 dias após a ocupação.

Os relatórios revelam que todas as denúncias que foram feitas contra o Consórcio, inclusive na esfera criminal, seriam na verdade irregularidades provocadas pelo sistema implantado pela Visual, que gerou CPFs duplicados e outros inválidos; registro de mais um serviço no mesmo atendimento, ocasionando atendimentos duplicados; falhas nos registros de atendimentos, levando a vários cancelamentos; não permitia alteração de dados de cidadãos já cadastrados; clientes atendidos no mesmo minuto em unidades diferentes e outras falhas do sistemarecaindo tais erros grosseiros como responsabilidade do consórcio.

Segundo o Rio Verde, o secretário de Estado Basílio Bezerra, antes da ocupação, acusava o Consórcio de cometer crime, mas após assumir as unidades ele troca o termo “crime” passa a se referir às irregularidades como “anomalias do sistema”.

Além dos relatórios, uma servidora da Seplag registrou ata cartorial, descrevendo como a Seplag instruía os servidores das unidades para depor contra o consórcio, fabricando provas. Funcionários do Ganha Tempo também registraram em delegacias denúncias contra fiscais da Seplag pela forma como pressionavam para testemunhar contra o consórcio Rio Verde.

Entramos em contato com o Ministério Público, mas não obtivemos nenhum retorno. Assim que o MP se pronunciar sobre o andamento das investigações, a notícia será atualizada.

https://olivre.com.br/caso-ganha-tempo-mp-investiga-visual-sistemas-apos-relatorios-da-seplag

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